sábado, 24 jun 2017
Administração

Índio na América Selvagem

Um preconceito que sempre tive foi com os E.U.A, nunca gostei do seu “Way of life” nem de sua cultura. Algo nesse país sempre me incomodou, mas não sabia o porque; as pessoas me pareciam arrogantes e prepotentes e, apesar de saber que isso não tinha motivo aparente e era uma generalização tola nunca consegui superar essa dificuldade em aceitar o que aquele país representa. Até que ao passar por uma regressão muito especial, findei descobrindo o porque disso. Vou relatar como foi para que se entenda.

“Tinha à minha frente uma estepe, imensa e verde, com algumas montanhas rochosas ao fundo, do elevado onde estava podia ver que perto havia um rio de águas barrentas e, às margens dele uma pequena aldeia, eu morava lá.

aldeia-sioux

Minha aldeia era composta de umas poucas choças, de forma cônica, pareciam ser feitas de peles, couro de animais. Eu era um índio jovem e forte, mas já maduro de várias batalhas, usava uma tanga de couro e um adereço na cabeça feita com uma fita de couro e uma pena.

Eu era o líder daquele povo, tinha conquistado esse lugar por ter mostrado muita força e disposição para a luta, mas também tinha uma personalidade egoísta e violenta, quando queria novas mulheres ou qualquer outra coisa atacava as aldeias próximas, algumas pacíficas, para tomar o que queria, matando desde mulheres e velhos até crianças. Gostava de matar com as mãos nuas, armado apenas de uma machadinha de pedra, isso me dava sensação de poder e domínio. Meu maior prazer era correr as pradarias montado em meu cavalo, em caçadas e disputas com meus circlingenemyirmão de tribo. Me sentia soberbo e poderoso por ser forte e ser chefe de toda a aldeia. 

Tudo o que fazia era apenas para minha
satisfação pessoal, tomando o que não era meu de direito. O tempo foi passando e me vi um pouco mais velho, mas ainda forte e saudável, nessa época minha posição de líder da aldeia estava sendo ameaçada por uma nova geração que achava que era hora de se ter uma nova liderança.
Dos que queriam meu lugar um guerreiro se destacava, parecia ser o mais forte e carismático de todos e já estava conseguindo que os anciãos da aldeia lhe dessem o comando do nosso povo. Isso era inadmissível para mim,em minha mente o que vinha era que não iria permitir que ninguém tomasse minha posição, nunca!

Como o jovem guerreiro era muito forte não tive coragem de desafia-lo para uma luta definitiva, preferi agir com covardia e resolvi matá-lo traiçoeiramente. Armei uma emboscada na mata perto do rio onde sabia que ele passaria e fiquei de tocaia no meio das folhagens. Algum tempo depois ele apareceu e quando passou por mim o ataquei pelas costas cortando sua garganta com um instrumento afiado tipo uma faca, não lhe dei nenhuma chance de defesa e ele ficou ali mesmo, morto, ensanguentado. Após meu ato retornei à aldeia como se nada tivesse acontecido e esperei. Quando encontraram o corpo suspeitaram de mim, mas ninguém fez nada por me temerem. Vivi até os 50 e poucos anos e morri, parece que de forma natural, não me lembro muito bem, mas ainda como líder daquele povo”.

Durante a regressão, logo depois que relembrei da minha morte naquela vida, pude perceber a presença daquele índio que matei , de início o vi perto de um riacho, como se estivesse bebendo água, mas depois pude notar que ele estava ali, no consultório, a minha frente, numa atitude de cobrança. Aparentemente havia me perseguido até os dias atuais, por várias vidas. Quando o reconheci percebi o quanto tinha errado, pensei: hoje não sou mais aquele índio egoísta e covarde que fui e que cometeu aquele crime que tirou de meu irmão a oportunidade de ter uma vida completa. Pedi perdão a ele logo que entendi aquilo, um perdão sincero e arrependido, e tive a impressão de que ele aceitou, pois se olhar era de aprovação.

P. S : Depois dessa experiência entendi o que sentia pelos E.U.A afinal. Muito disso vinha daquele índio que fui e do que ficou dele em mim. Este resquício de personalidade não gosta do que os brancos fizeram com sua terra selvagem e bela e no que a transformaram. Senti notavelmente a revolta pelo que foi feito de seu povo e, mais que tudo, senti a nostalgia daquela terra e daqueles tempos, de correr à cavalo pelas pradarias, sentar em volta da fogueira com meu povo, caçar para sobreviver e viver a alegria da partilha. Tive tempos depois a intuição que era do povo Sioux, uma das etnias mais importantes que enfrentaram os colonizadores no começo do povoamento dos E.U.A e que terminaram seus dias praticamente extintos pela ganância do homem branco, como todos os outros povos indígenas da América, mas que deixaram para a história nomes como: Touro Sentado, Gerônimo, Cauda Amarela e Nuvem Vermelha.


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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CONSULTAS EM MANAUS