terça-feira, 23 mai 2017
Administração

O sacerdote

Essa regressão foi muito interessante pois aconteceu após 04 anos de terminado meu tratamento com a terapia de vidas passadas, veio de forma espontânea, no intervalo do meu trabalho, e durou alguns minutos. Como eu já havia tido a experiência com as regressões, normalmente induzidas pelo terapeuta, na hora que percebi que estava tendo uma regressão espontaneamente, imediatamente a anotei com todos os detalhes que me vinham à mente.

O que me lembrei foi uma personagem que parecia um sacerdote antigo, de uma época pré-incaica, possivelmente Maia, andava numa via de pedras de uma cidade que parecia maia, muito semelhante a Chichén Itzá, no México, inclusive nos aspectos religiosos e sociais de que lembrei, correspondentes ao que se tem conhecimento. Perto da via podia se ver zigurates altos de pedras brancas e, bem próximo, em volta da cidade, uma floresta tropical luxuriante, com muito verde.

Andava sozinho, pensativo,  não tinha ninguém por perto, mas percebi que a cidade tinha vários habitantes, era uma cidadela religiosa voltada para cerimônias ritualísticas, eventualmente fazíamos sacrifícios humanos rituais. Usava  também uma rica túnica até os pés, escura e com o que pareciam pedras, na cabeça tinha um adorno comprido com pedras coloridas, tinha em torno de 30 anos, pele amorenada quase branco, cabelos e barba pretos e olhos escuros, magro, mediano, olhei para minhas mãos e reparei, curioso, que minhas unhas eram  pintadas de branco, pensei que isso era usado pela classe religiosa dali.

Diferente das regressões que foram induzidas onde eu não lembrava dos nomes que tinha na época, nesta, que estava absolutamente acordado, mas focado naquelas memórias, me veio à mente o nome que tinha naquela vida,  era um nome complicado, que caso eu quisesse imagina-lo acho que nem conseguiria: “Atxlquennopelc”. Não sei porque, mas me veio à mente que eu não tinha família e não gostava de ninguém realmente, tratava as pessoas com desdém e me sentia muito superior.

Uma coisa que logo percebi a meu próprio respeito, é que eu era praticamente um psicopata, extremamente frio e egoísta, buscando apenas a conquista de poder e benefícios materiais. Apesar de tudo tinha um prestígio muito grande ali, e era capaz de qualquer coisa para galgar posições, Sentia muita inveja dos sacerdotes mais antigos e poderosos e era muito vaidoso, prezando muito a aparência, cultivando uma aura de respeitabilidade. Minha vida foi assim, tramando, manipulando chegando a matar quem se interpunha em meu caminho até que findei sendo desmascarado pelos outros sacerdotes e fui  levado à julgamento perante uma pequena assembleia sacerdotal.

Assisti o veredicto de mãos amarradas e cabisbaixo, ainda com minha vestes, enquanto os sacerdotes sentados em um semi-círculo mais elevado me davam a sentença sem a presença de ninguém do povo, apenas alguns serviçais. Minha pena foi a morte, pois naquela cultura não havia meio termo, os desajustados eram eliminados como erva daninha, e minhas atitudes de ambição desmedidas e assassinatos eram absolutamente reprováveis pelos colegas religiosos da época. A condenação me encheu de revolta, não entendi direito porque minha vida tinha que terminar assim, afinal em minha mente de sociopata o que eu buscava era apenas ficar bem e ter o que queria, as implicações morais do que fazia não tinham sentido para mim. Acabei sendo morto pouco depois num sacrifício perante aqueles sacerdotes, longe das vistas do povo. Após a morte me senti revoltado, querendo vingança daqueles que me condenaram a qualquer preço. Mas acho que não tive muito sucesso nisso, ficaram apenas as marcas de mais uma vida de erros.


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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CONSULTAS EM MANAUS