terça-feira, 23 mai 2017
Administração

Um rei desiludido

“Eu era um homem de mais ou menos 40 anos, branco, de olhos e cabelos castanhos, mediano, vestido de túnica branca, confortável e fina, com uma tiara ou coroa na cabeça. Não me foi possível identificar o lugar ou a época em que aquilo tudo ocorreu, mas minha intuição dizia que era coisa de 2000 a 3000 anos atrás. Vivia num grande palácio com enormes colunas de mármore, por onde o sol filtrava seus raios; ali era minha casa, eu era o rei daquele lugar. Meu palácio ficava  era num elevado e de lá podia ver abaixo de mim centenas de homens organizados em tropas, alguns a pé e outros a cavalo; pareciam estar fazendo exercícios militares. Por entre as colunas olhava o movimento das tropas ao por do sol e pensava em estratégias de guerra e no dever de fazer um bom reinado, era muito ambicioso e gostava muito do poder e da riqueza, tinha baús cheios de jóias pelo palácio e muitos servos.bau de joias

Reinei durante muitos anos com sucesso, era admirado e temido, muito respeitado, mas no fundo, não me sentia realizado; parece que algo estava sempre me faltando, sentia um grande vazio interior. Depois muitos anos no poder ficava a refletir sobre o que tinha feito e conseguido, e só me vinha um grande sentimento de vazio e falta de sentido em tudo. Vivia num estado que hoje podemos chamar de melancólico e, o que mais me vinha a mente era : “O que me adianta tudo o que tenho se não sou completo e me sinto infeliz?”, vagava pelo palácio sem rumo e entristecido.

O que eu não sabia é que estavam tramando contra mim, queriam me assassinar para tomar meu reino, mas àquela altura eu não ligava mais pra nada, no fundo queria mais era deixar a vida mesmo, que tinha perdido o sentido para mim já a muito tempo. Viver e morrer era algo completamente indiferente. Um dia, estando só, fui vítima de um atentado, percebi isso assim que vi as pessoas envolvidas entrarem armadas de espadas no salão em que me encontrava, mas nem a ameaça de morte eminente me tirou da minha apatia e, apesar de ainda vigoroso e ativo nos meus 70 anos, estava com aquele vazio na alma que me tirava o ânimo. Não reagi quando me atacaram, pensava naquela hora que de nada adiantavam tanto poder e riqueza se isso não me completava nem me deixava feliz. Fui esfaqueado várias vezes e morri ali, fiquei lá, ensanguentado, jogado no chão do meu palácio.

Naqueles momentos senti muita tristeza pela minha vida que achei ter sido vazia, e culpa, por não ter cuidado de minha família; de quem só lembrei nessa hora, minha única preocupação havia sido o poder, a riqueza e o respeito. Ao final cheguei a conclusão que não valeu a pena tudo o que fiz e conquistei, se isso não me fez feliz; pensei que a partir dali não iria dar mais valor apenas às realizações materiais, riqueza e ao poder, iria tentar me realizar de outra maneira”.

.


1 Comentário

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

YouTube responded to TubePress with an HTTP 410 - No longer available

CONSULTAS EM MANAUS