segunda-feira, 24 abr 2017
Administração

Selvagem

“Me vi frente a uma estepe muito verde, irregular, entre montanhas, num lugar frio, mas muito bonito; dois grupos estavam batalhando, eram muito primitivos, se vestiam de peles e usavam armas feitas de pedra, couro e madeira, bc1hf0dr9alguns estavam quase nus”. Inquirindo meu inconsciente senti que isso se passava a mais ou menos 10000 anos atrás, no período conhecido como Neolítico, e tive a impressão que era na Escócia de hoje.

“Eu era um bárbaro gigantesco, líder de um dos grupos, vestia  uma túnica de peles e usava botas também de peles, amarradas com couro logo abaixo dos joelhos, tinha cabelos e barba negros bastante fartos e desengrenhados, era peludo e de pele mais clara que o restante do bando. Estava a lutar selvagemente, sem medo de ninguém, com um machado de pedra afiada com cabo de madeira
”.

Percebi que era um ser animalesco feroz, sem noção moral, do certo e do errado, bem e mal. Perdia o controle rapidamente, à menor contrariedade, era completamente ignorante e praticamente irracional. Sentimentos como o neolíticoamor e a compaixão não existiam para mim e não me sentia feliz e muito menos infeliz, vivia como um animal, apenas pelos instintos e para satisfazer minhas necessidades. Não suportava ser contrariado e se alguém me contrariava, matava-o imediatamente, era absolutamente intolerante.

Tinha uma concubina da qual gostava muito, apesar de não saber o que era amor, não tinha filhos e nem familiares; estes tinham ficado numa terra longínqua da qual eu saí muito cedo. Em uma noite estava em minha tenda quando senti a falta dela, saí para verificar onde ela estava e a surpreendi noutra tenda, me traindo com um dos meus comandados, arranquei os dois de lá violentamente, matando-os em seguida com minhas próprias mãos. A partir dali me tornei amargo, mais cruel e mais violento do que já era, tentando descarregar todo o ódio e raiva que me consumiam em quem estava por perto, mas isso ainda era insuficiente, sentia-me transbordar de ódio por tudo e por todos.

Fui vivendo assim até que em meio a uma batalha me vi cercado por inimigos que me perfuraram várias vezes com objetos que pareciam espadas, empapando minha roupa de couro cru com sangue; fui carregado até nossa aldeia muito ferido, resisti durante um tempo, mas mesmo sendo muito forte não resisti e findei morrendo. Imediatamente depois da morte pensei: “Todos merecem apenas a dor e o sofrimento, ninguém merece viver, não existe ninguém em que eu possa confiar, o mundo todo não presta. Nem que demore uma eternidade eu ainda vou encontrar aquela que me fez sofrer ( a amante ) e me vingarei dolorosamente”. Sentimentos negativos me consumiam meu espírito nesses momentos eram de ódio  e raiva, muito intensos, que tomavam todo o meu ser, só pensava em vingança. Ficou marcado para meu espírito que eu podia ser traído a qualquer momento e não podia confiar em ninguém.

Depois de todas essas lembranças pude entender muitos dos meus padrões e formas de agir na vida, principalmente minha tendência a ser intolerante e não puder ser contrariado que logo me transformo num ser irado e agressivo, graças a Deus percebendo isso pude me trabalhar internamente e melhorar o temperamento podendo hoje viver de forma mais civilizada e, por que não, feliz.

 


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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CONSULTAS EM MANAUS