domingo, 23 set 2018
Administração

O julgamento do Cristo

M.F.L era minha paciente já a cinco anos, psicóloga de meia idade muito espiritualizada, mas cheia de dificuldades na vida principalmente de relacionamentos; se encontrava num ritmo de melhoras muito bom já a algum tempo, mas uma coisa a perturbava: sentia que precisava dar um novo sentido a sua vida, pois até agora não havia se encontrado em nenhuma atividade, sendo a de trabalhos em centros espiritualistas a que mais lhe satisfazia embora se achasse com dificuldades para evoluir seu trabalho nessa área também. Tinha bastante resistência em fazer as regressões retardando-as o máximo possível, mesmo reconhecendo seu valor. Assim fomos caminhando até a 13a neste ano, e o que veio surpreendeu a ela e a mim, vou dividir essa experiência com vocês e cada um que tire suas conclusões. Nessa sessão, após uma grande resistência inicial , ela começou a contar sua estória que transcrevo aqui com liberdade de fazer algumas adaptações para dar maior fluidez ao texto.

“Fui um líder mau, um romano, me vejo com uma espada na mão, tinha os cabelos pretos e usava uma armadura e uma saia. Era forte, por volta dos 30 anos, de porte mediano com os olhos azuis. Sinto que posso mover multidões,  mas tenho muita raiva no coração. Estava num lugar aberto com colunas , condenando um homem, no meio de uma multidão de pessoas humildes, também tem muitos soldados. Tento convencer as pessoas de que isso era correto, mas elas não entendiam, queria que as pessoas aprovassem isso”. A essa altura M.F.L começou a reclamar de dor de cabeça e a dizer que não queria continuar, sinal de resistência em ver o que veria a seguir, tranquilizei-a e seguimos em frente. Ela de voz meio arrastada continuou:

“Ele era um homem bom, ajudava as pessoas; ele é mais forte que eu, percebo que isso vem do amor e da caridade dele, coisas que não tenho. Não cometeu crime algum, mas foi julgado e condenado, em parte por mim. Tinha os cabelos longos e castanhos, olhos castanhos também, era alto, magro e branco, está amarrado com as mãos para trás, vestido de túnica branca,  não diz nada, fica de cabeça baixa, bem quietinho, tenho muita raiva dele e nele estou despejando toda a minha ira”.

Nesse momento em que M.F.L que falava com a voz hesitante, fez um comentário inusitado: “Meu Deus, não sei se mereço estar aqui…”. Supus que isso se devia a importância religiosa do personagem preso, que a meu ver seria Jesus, o Cristo, que foi julgado em circunstâncias idênticas, o que pareceu bastante plausível no desenrolar da história. Já a personagem dela seria nada mais nada menos que Pôncio Pilatos, Governador romano da Judéia na época.  Transcrevo a seguir ao perguntar de M.F. L o que ocorreu depois do julgamento:

“Ele não reagiu, mas eu tinha que destilar toda a minha raiva nele!” – Enquanto dizia isso M.F.L repetia entre as frases: “Porquê tinha tanta raiva? Porquê fiz aquilo?” – Depois finalizou com voz pesarosa: “Ele foi morto, crucificado… me entristeci por ter feito aquilo, morri doente e triste dez anos depois. Acho que me matei, eu já tinha desistido, não aguentava mais,  foi a tristeza que me matou, tomei algo. Meu espírito depois da morte tentou procurar respostas, mas afundou mais nas dúvidas, senti que precisava ser gentil comigo mesma, ser delicada e estar mais aberta às coisas que chegam. Tinha que abrir minha mente, meu coração e minha alma”.

Para finalizar a regressão M.F.L disse ao fim de tudo, ainda no plano astral:  “Não existe solidão, mas uma grande comunhão que está além da nossa capacidade de entender. Essa comunhão está es tudo: no ar, nas pequenas coisas, temos que ter fé e acreditar, vou tentar entender e viver essa comunhão”.

Esclarecimentos:

Na época do julgamento de Jesus, a Palestina era governada por Roma. Os romanos permitiam que as autoridades religiosas judaicas administrassem a justiça entre os judeus segundo suas próprias leis, mas pelo visto não lhes concediam o direito legal de executar criminosos. Portanto, Jesus foi preso por seus inimigos religiosos judeus, mas executado pelos romanos.

Segundo relatos bíblicos (Marcos 14:60-61) na noite em que foi preso, Jesus foi levado para a casa de Anás, o sogro do sumo-sacerdote Caifás. Anás depois enviou Jesus a Caifás, para ser julgado pelo Sinédrio. Durante essa noite os chefes dos sacerdotes e os membros do Sinédrio interrogaram Jesus e procuraram motivos para o condenar. Mas Jesus se manteve calado e não respondeu às acusações deles . De manhã cedo, os líderes religiosos do povo, acompanhados de uma turba, levaram Jesus a Pilatos, o governador romano. Apenas Pilatos poderia ordenar a morte de Jesus. O Sinédrio não tinha esse direito.

Para convencer Pilatos, os líderes dos judeus acusaram Jesus de promover a rebelião contra o império romano, proibindo as pessoas de pagar impostos e se declarando rei (Lucas 23:1-2). Pilatos interrogou Jesus mas não encontrou motivo para o condenar, por isso enviou Jesus para Herodes, o rei da Galiléia, porque Jesus era galileu. Dois possíveis locais para o pretório em Jerusalém já foram propostos: a Fortaleza Antônia e o Palácio de Herodes. Os primeiros peregrinos a Jerusalém geralmente identificavam o local como sendo a Fortaleza Antônia,  que se assemelha bastante à descrição de M.F.L do lugar onde aconteceu o fato.

Segundo o Livro de Urântia, documento 185 Tibério morreu enquanto Pilatos estava a caminho de Roma após sua deposição, deixando de ser procurador da Judéia. Nunca de fato ele recuperou-se completamente da condenação ao pesar, por ter consentido na crucificação de Jesus. Não encontrando prestígio aos olhos do novo imperador, ele afastou-se, indo para a província de Lausane, onde posteriormente cometeu o suicídio fato também correspondentes aos fatos narrados.

 

 

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

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