domingo, 23 abr 2017
Administração

Os templários

A.F foi uma psicóloga que se tratou comigo entre 2012 e 2014 até ter sua alta; neste período faz grandes evoluções aprendendo muito com as vidas que passou. Neste post está contada a sua primeira regressão, ainda em 2012 e que nos trouxe uma bela estória de um tipo de guerreiro muito conhecido dos estudiosos da Idade Média: os Templários. Por seu relato podemos entender um pouco da filosofia de vida daqueles homens e o que os motivou a serem guerreiros respeitados e temidos até hoje. Abaixo vai o que aquele guerreiro nos contou.

“Vejo um campo de batalhas, com muitos mortos, está escuro. Meus amigos e companheiros estão ali, vestem armaduras tipo das cruzadas, ensanguentados, todos mortos. Era na Inglaterra em 1648, eu sou um homem branco de cabelos loiros e olhos cor de mel, de mais ou menos 32 anos, vestido do cavaleiro. Fico de joelhos e choro, me sinto culpado.. foi minha ordem..eles confiaram em mim, havia muitos jovens” – Enquanto me contava isso A.F chorava, pelo dor que o remorso lhe causava.

“Eu acreditava nos valores da Ordem dos Templários, foi um massacre..uma armadilha, mas quando percebi já era tarde. Caímos nela por causa de um traidor infiltrado em nossa ordem. Eu o desmascarei, naquela mesmatortura noite…enquanto ele estava reunido com a cúpula da ordem. O joguei numa máquina de tortura, eu que sempre fui contra isso” – Falava em tom de lamento – “O corpo ficava preso pelas extremidades num madeiro”.

Aqui vale um parenteses; a Ordem dos Templários foi oficialmente extinta em 1312, após a Igreja Católica obter várias confissões através da tortura, mas os templários parece que continuaram a existir em alguns locais da Europa, em vários pequenos núcleos, fugindo de seus perseguidores. Historiadores acreditam na separação dos templários quando a perseguição na França foi declarada. Devido ao grande número de membros da ordem, apenas uma parte dos cavaleiros foram aprisionados (a maioria franceses). No dia seguinte ao aprisionamento do cavaleiros franceses, toda a esquadra zarpou durante a noite, desaparecendo sem deixar registros. Por essa mesma data, o rei português D. Dinis nomeava o primeiro almirante português de que há memória, apesar de Portugal não ter armada; por outro lado, D. Dinis evitava entregar os bens dos templários à Igreja e consegue criar uma nova Ordem de Cristo com base na Ordem Templária, adotando por símbolo uma adaptação da cruz orbicular templária, levantando a dúvida de que planeava apoderar-se da armada templária para si.

Os cavaleiros de outras nacionalidades não foram aprisionados e isso possibilitou-lhes refugiarem-se em outros países. Segundo alguns historiadores, alguns cavaleiros foram para Escócia, Suíça, Portugal e até mais distante, usando seus navios. Muitos deles mudaram seus nomes e se instalaram em países diferentes, para evitar uma perseguição do rei e da Igreja. Embora os cavaleiros estivessem em território seguro, sempre havia o medo de serem descobertos e considerados novamente como traidores – Wikypedia

“Depois disso (da desserção) fugi da Ordem, a corrupção estava instalada, os princípios da Ordem foram esquecidos…eles a venderam e eu não quis mais levar ninguém para a morte. Somos conhecidos pela coragem e eles não aceitaram minha deserção, me chamavam de traidor. Logo depois me prenderam e jogaram numa cela imunda. Fiquei anos esperando um julgamento. Tinha feridas em todo meu corpo. Ainda assisti a muitos dos nossos serem torturados naquela máquina. Fiquei como se tivesse morrido no mundo, sem voz, vivia por viver. 

Passei uns trinta anos esperando aquele julgamento até que morri de tuberculose, tossindo sangue, com muita dor no peito” – Enquanto falava A.F  levava a mão ao peito instintivamente, como se fosse ali que doesse – “Depois da morte meu corpo tinha uma aparência muito frágil, pálido e envelhecido, mas meu espírito sentiu um grande alívio, vi meus companheiros vivos e fiquei feliz por eles estarem livres.

Pensei que ainda que eu acredite em alguém preciso seguir minha própria orientação, não posso confiar cegamente. Antes de qualquer filosofia  tenho que pensar nas pessoas. Decidi a partir dali me afastar de qualquer religião e buscar seguir minha consciência. Existe um valor que deve ser mantido porém, o amor a um ideal”.

 

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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