terça-feira, 23 mai 2017
Administração

A adúltera

L.N.L veio para a terapia em 2015 com sérios problemas de relacionamento com sua família, principalmente com sua mãe e uma irmã, cheia de mágoas sempre se sentiu humilhada por elas. Além disso tinha dificuldade também com seus relacionamentos amorosos e sofria com excessiva baixa autoestima. Dizia que essa baixa autoestima era o que mais lhe atrapalhava naqueles romances. Não confiava em ninguém e sentia uma culpa constante como se tivesse magoado alguém, embora não tivesse um motivo específico para isso. Lhe ocorriam também pensamentos suicidas, principalmente de pular de um lugar alto  e chegava a ter pesadelos constantes caindo de um lugar assim no mar. Em sua terceira regressão rememorou uma vida que explicou muitos desses sentimentos e intuições. Vou relata-la a seguir:

O ano era 1644, em Portugal, numa cidade antiga, que ela não soube dizer o nome. Era um lugar quente, com casas grandes de alvenaria, com grandes portas e janelas. Estava dentro de um salão a fofocar e rir com uma amiga – “Me vestia com uma roupa de estilo antigo, pesada, de veludo, estou sentada no segundo piso de um lugar público. Tinha uns 30 anos, era gordinha, branca e de cabelos pretos, ondulados; me abano com meu leque, estou com calor. Tinha ido lá ver um homem que estava noutra mesa dessa galeria, estou flertando com ele, mas pensava que não poderia namora-lo por que sou casada com um barão muito rico. Este homem que estou flertando é solteiro, mas isso não me incomodava, me sinto apaixonada.

Dois meses depois estava no meu quarto, na cama com aquele homem, quando meu marido me flagrou – Falou surpresa – Está me batendo! Está todo mundo no quarto: minha filha, meu filho, uns escravos, a mãe dele…me sinto humilhada, desesperada, não acredito que isso aconteceu!” – Fala quase aos gritos – “Meu amante está assustado, meu marido o amarra e o levam. Depois me bota para fora de casa, meus filhos nem me olham. Me sinto arrependida, acho que nunca vou conseguir recuperar o amor deles” – Contava triste.

Depois disso vou morar com minha mãe numa casa muito pobre, me vem à mente que eu tinha abandonado quando fiquei rica. Me sinto muito triste, não arranjava emprego por que meu marido não deixava. Numa oportunidade estava trabalhando num restaurante como garçonete, vi meus filhos, então com 16/17 anos,  eles foram lá e me olharam com olhos de i83247desprezo, falaram com o dono do restaurante que me mandou embora. Fui chorar em casa e passei a viver de lavar roupas. Fiz isso até meu ex-marido me descobrir, ele conversou com minha mãe e a convenceu a me botar para fora em troca de dinheiro, e ela o fez. Me sinto desacreditada que minha vida possa melhorar, e comecei a me prostituir, estava com 35 anos.

Com 42 anos, extremamente desgostosa da vida, resolvi me matar. Fui até um penhasco e me joguei no mar, meu corpo ficou lá jogado, feio, envelhecido. Vendo isso meu espírito se sente triste, passou por minha mente que não vou mais trair as pessoas. Estou com medo de passar por outro episódio de traição. Não quero mais ter nenhum relacionamento amoroso por causa desse medo, acho também que não me achar capaz de manter algo assim. Não pretendo confiar mais nas pessoas, muito menos na mãe e não quero mais ser rejeitada por outra família.”

Depois dessa regressão fez mais uma e abandonou a terapia, talvez por ter encontrado as suas respostas, espero que sim.

 

 

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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