terça-feira, 23 mai 2017
Administração

A camponesa

Essa regressão foi de grande intensidade e grandes insights na vida de A.M, jovem engenheiro com os relacionamentos românticos  muito mal resolvidos e vida extremamente focada no trabalho. Dizia que nunca havia dado valor aos seus relacionamentos e que sempre havia sido muito “individualista”, ou, como mesmo disse, egoísta. Na regressão ela se viu como uma mulher de uns 30 anos, vestida como algum tipo de camponesa, andando por uma cidade antiga. Era branca, de cabelos e olhos castanhos. Ao lhe perguntar como se sentia e o que estava fazendo ali, camponesarespondeu: “Estou feliz, mas preocupada, espero por um homem que chega logo depois, começamos a discutir. Ele me  bateu e saiu do cômodo, mas me senti com muita raiva e vontade de matar. Fui  atrás dele e o matei na sala com  uma faca, tentei dissimular meu ato gritando com a mão na boca, mas os vizinhos chegaram e não acreditaram em mim, rasgam a minha roupa e me levam para a rua. 

Depois disso fiquei na prisão, os dias se passam sentindo muito medo, mas não sinto remorso, só penso em fugir. Pouco tempo depois me levam para uma praça, me torturam em público, tem muitas pessoas, estou toda  ferida. Tiram a minha roupa com uma faca, me cortando, setia dor e desespero, medo e revolta. Nada adiantou, o carrasco me estripou, abriu meu tórax, tiram todas as minhas tripas. Já me vejo fora do corpo, morri”. Decidi então descobrir o que tinha acontecido a ela no início de sua vida e ela contou: “Sou uma garotinha de oito anos, estou brincando, chega um homem que fala com minha mãe e depois me leva para trabalhar na casa dele. Sentia muita saudade e tristeza, mas não podia nem chorar se não aquele homem me batia. Fiquei vivendo com esse homem até completar 15 anos, nesta época conheci um rapaz e ele me convenceu a fugir, só que meu dono me perseguiu por vários dias, mas conseguimos fugir e chegar noutro lugar onde começamos a trabalhar.

Com 25 anos meu antigo “dono” me encontrou e me levou começando de novo a sofrer nas mãos dele, ele me batia mais e eu não podia fazer nada por que sou mulher, aí fiz o que aconteceu no início dessa vida, o matei. Depois que morri pude perceber que nunca fui capaz de perdoar minha família, que havia me vendido, transformei minha vida em rancor, não sei o que é perdão, me sinto pobre de sentimentos, como se estivesse escolhido os piores caminhos, do rancor e do ódio. Foi me dada uma oportunidade de crescer com o sofrimento, mais esse só aumentou meu rancor e me encheu de ódio, não aproveitei para evoluir, fiquei atrelada aos sentimentos terrenos, criei uma couraça ao redor de meu coração, e isto me diminuiu na vida, fiquei muito mesquinha. Essa reflexão já valeu minha existência. Decidi que tenho que modificar as coisas e penso no valor do perdão, que ele pode ser a diferença entre a felicidade e o sofrimento, estava dentro de mim a solução para fazer todo o resto da minha vida ser diferente”.

 

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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CONSULTAS EM MANAUS