terça-feira, 23 mai 2017
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Testemunhas da história

A história da humanidade ainda é recente em relação à idade do planeta em que vive, mas rica de experiências e beleza, assim como horrores. Na evolução das grandes civilizações houveram líderes carismáticos que mudaram para sempre a vida de povos e nações; mas também pessoas comuns, de quem nunca se ouviu falar, que fizeram sua própria história. Assim, enquanto umas marcaram sua época, outras caíram no esquecimento. Construções  e descobertas maravilhosas também se perderam nas dobras do tempo, esquecidas pela história, tanto quanto situações cotidianas e eventos que poderiam nos impressionar hoje passaram desapercebidas.

Alguns desses fatos podem nos ser esclarecidos por estas verdadeiras, testemunhas da história; pessoas que embarcaram numa viagem no tempo, um tempo que existe no inconsciente de todos nós, naquilo que Jung chamou de Inconsciente coletivo, sede das memórias mais profundas da humanidade. Nesse lugar existem estórias de poucasrelogio dezenas até milhares de anos atrás, prontas para serem descobertas por quem se adentrar neste tema; aqui contadas por suas próprias personagens. Estas pessoas ao se permitirem tal volta no tempo conseguiram abrir as trancas que cuidadosamente mantém afastadas de nosso estado natural, memórias, sensações e emoções que se encontram profundamente incrustadas em nosso inconsciente, e assim, a cada trava que se destranca o ser avança mais em direção a um passado cada vez mais longínquo e consegue trazer de lá recordações que emergem cheias de vida e cores. Desta maneira puderam novamente sentir os cheiros que gostavam, o calor do abraço de pessoas que amavam  e até coisas mais sutis como o vento e o calor do sol em sua peles, e, como não exite memória sem emoção, muitas vezes relembraram também as alegrias, os medos, as dores, martírios e outras sensações pelas quais passaram, que ao serem revividas atenuaram e curaram as cicatrizes de suas almas.

Da pré-história até o nascimento de Cristo e daí até o século 20, estas viagens no tempo  que presenciei, via regressão das memórias, semelhou-se a uma arqueologia do inconsciente, aonde fomos lentamente descobrindo a cada camada de entulho retirada uma nova história, que foram se acumulando ao longo de eras. As pessoas que relataram estas histórias vieram até meu consultório em busca de tratamento para suas dores e alívio para seu sofrimento, e involuntariamente findaram embarcando numa viagem que nunca imaginaram ter, uma viagem em que foi preciso muita coragem, mas que ao final desvendaram medos e erros ancestrais, onde redescobriram fatos e pessoas que influenciaram suas vidas e a de muitas outras e, de carona, nos trouxeram informações valiosas sobre a época em que tudo isso ocorreu. Se foram reais ou não vai depender da crença de cada um. Mas pude presenciar amores e ódios que ligaram pessoas por séculos, juntos desvendamos traumas que marcaram corpos e almas, e nos ajudaram a consolar dores que pareciam eternas. Por fim presenciei a maior das lições que vi no decorrer dessas vidas: A de como o amor e o perdão são capazes de restabelecer o equilíbrio e a paz a almas que se perderam nos caminhos do ódio e da vingança.

Para facilitar a navegação e o conhecimento sobre as estórias procurei elaborar uma linha temporal  que tivesse relação com fatos e eventos históricos, da forma que foram contadas nas regressões de meus pacientes, não apenas neste menu, mas em todas as áreas do site. Eventualmente criei link’s para essas regressões dentro da linha do tempo que elaborei para facilitar a pesquisa e relacionar memórias a fatos e eventos conhecidos. Para navegar por estes períodos, basta escolher a época desejada na barra horizontal do menu principal, dividida por mim em séculos ou fases históricas, e clicar na história. Apertem o cinto e boa Viagem!

A grande Odisséia humana – Contada por quem esteve lá

Pré-história

 

A descoberta do fogo (aprox. 500.000 a.C.)

A obtenção do fogo foi uma das mais importantes conquistas para a sobrevivência da humanidade. Desconhece-se, no entanto, desde quando é que se conseguiu obter fogo artificialmente. No período chamado Paleolítico, descobriu-se que os primeiros homens já conheciam o processo de obtenção de fogo. Já vi pacientes que relembraram de ter vivido nessa época remota, no processo de terapia de vidas passadas , e que trouxeram de lá grandes aprendizados, como no post: “Orgulho ancestral”.

“A descoberta do fogo foi uma autêntica revolução nos costumes do homem. Desde logo pôde deixar de comer carne crua e passar a comer carne cozinhada, este acontecimento não deixou de ter consequências fisiológicas, a nível dentário ou a nível do aparelho digestivo. O fogo permitiu ainda o trabalho sobre os metais, que terá implicações tanto em termos bélicos como em termos de agricultura, respetivamente, através do fabrico de armas para a guerra e de instrumentos úteis para o cultivo da terra. (…) A descoberta do modo de obtenção do fogo não teve apenasimage050 implicações materiais, teve também implicações espirituais. O fogo, elemento poderoso, capaz de iluminar e aquecer a um só tempo, passou a ser tomado como o símbolo por excelência da divindade. Não se pode afirmar que estes povos adorassem o fogo em si mesmo, mas antes que viam nele, nas características que dele dimanam, uma representação de Deus”. ( Infopédia – Dicionários Porto Editora )

Os homens paleolíticos, como o da regressão citada acima,  foram se diferenciando sempre mais dos seus antepassados. Com o desenvolvimento da mente e a acumulação de experiências e conhecimentos, estes homens foram aperfeiçoando seus instrumentos, utensílios domésticos e armas, suas técnicas e meios de subsistência. Desenvolveram também sua vida em sociedade, suas atitudes e hábitos sociais, como a vida familiar, viviam em grupos, de uma maneira muito primitiva, como a nossa personagem do post.

Neolítico ou Período da Pedra Polida (10.000 a.C.)

Teve início em mais ou menos 10.000 a.C. e se prolongou até mais ou menos 5.000 a.C. No Período Neolítico, os humanos aprenderam a domesticar os animais e a praticar a agricultura, isto é, a cultivar os alimentos. Além disso, nesse período, eles passaram a dominar a técnica de polir a pedra para a fabricação de instrumentos. Por isso, esse período é conhecido também como a Idade da Pedra Polida.

Essas transformações mudaram a forma de viver desses grupos humanos. Eles já não precisavam mais mudar-se constantemente para encontrar comida e foram se tornando sedentários, isto é, ficavam um longo tempo em um mesmo lugar esperando a hora de colher os vegetais que haviam plantado. Enquanto esperavam, dedicavam-se a outras atividades como a construção de casas, o trabalho com o barro e a argila, a fabricação de cestos e tecidos e também de ferramentas. Assim começou a ser formada uma verdadeira família das cavernas” .

Marco: Descoberta da Gruta de Altamira (1876)

Caverna pré-histórica situada em Xantilina del Mar (Cantabria, Espanha),images (4) aonde estão documentadas cenas de caça e ritualísticas do paleolítico superior (Aprox. 14.000 a.C). As evidências mais espetaculares da atividade humana na caverna correspondem à arte parietal, datados entre 21 e 17 mil anos. O conjunto mais importante é o da sala dos polícromos, onde estão representados animais de forma naturalista.   A descoberta desse conjunto de arte rupestre abriu os olhos da ciência para o entendimento de uma época onde teve início o desenvolvimento, do que seriam posteriormente, toda a arte e religião humanas.

De 3.500 a.C. – 3.000 a.C.

Marco: A descoberta da roda

A invenção da roda, entre 3500 a.C. e 3000 a.C, representou uma das revoluções tecnológicas mais importantes no progresso da civilização. A roda se converteu em um sistema mecânico insubstituível para controlar o fluxo e a direção da força. As aplicações da roda na vida e na tecnologia modernas são quase infinitas.

Antes de Cristo

 

Aprox. 3000 a.C.

Criação do sistema numérico egípcio e da escrita cuneiforme 

sneo sistema fracionário surgiu no Antigo Egito, às margens do rio Nilo, sob o reinado do faraó Sesóstris. A economia egípcia estava assentada principalmente no cultivo de terras e de tal modo de produção ocorresse de uma forma eficaz, sendo as terras cultiváveis divididas entre os habitantes. o processo de mensuração das terras consistia em estirar cordas e verificar o número de vezes que a unidade de medida estava contida no terreno. Havia uma unidade de medida assinada na própria corda. As pessoas encarregadas de medir esticavam a corda e verificavam quantas vezes aquela unidade de medida estava contida nos lados do terreno.

Acredita-se que a escrita cuneiforme, cuja origem provém do sul da Mesopotâmia, foi inventada pelosimages79CAQ0V1 sumerianos.  As primeiras inscrições estavam constituídas por pictogramas. Inventou-se um punção afiado para realizar as inscrições e, pouco a pouco, os traços dos pictogramas foram convertidos nos esquemas dos caracteres cuneiformes. O sistema possui mais de 600 signos. A transcrição da escrita cuneiforme contribuiu para o conhecimento que, hoje, se possui sobre a Assíria, a Babilônia e o antigo Oriente Médio. O Código de Hamurabi ( ver artigo mais abaixo) com seus caracteres cuneiformes, é um dos documentos mais importantes que chegaram a nossos dias.

De 3.000 a.C. – 2.500 a.C.

Creta: Civilizacão minóica ( 3000 – 1000 a.C.)

Civilização da Idade do Bronze que se desenvolveu na ilha de Creta, antes da chegada dos gregos. Alcançou seu apogeu no II milênio a.C., principalmente, em Cnossos, Festos e Mallia (ou Mália).

Início da  civilização egipcia ( Aprox. 3.200 a.C )

Entre todas as civilizações do mundo antigo, o Egito destacou-se pela organização de um forte Estado que comandou milhares de pessoas. Situada no nordeste da África, a civilização egípcia teve seu crescimento fortemente vinculado aos recursos hídricos fornecidos pelo Rio Nilo. Eram hábeis na arte de esculpir em pedras, na fabricação de jóias em ouro, pedras semipreciosas e esmaltes, além de descobrirem o papiro, que servia para a escrita. Desenvolveram conhecimento da medicina e iniciaram investigações matemáticas, mais tarde desenvolvidas pelos gregos. Porém, onde os egípcios mais se destacaram foi na construção de pirâmides, aonde homens como “O capataz egípcio” eram essenciais. Contando com materiais rudimentares, porém, com fartura de mão-de-obra, construíram verdadeiros monumentos de arquitetura como as pirâmides de Quéfren, Quéops e Miquerinos, que ficam na cidade de Gizé e que, em geral, eram túmulos em honra dos faraós. Uma característica básica da civilização egípcia foi seu aspecto altamente místico, que ajudava a preservar o poder do faraó, identificado com a própria divindade.

Marco: As pirâmides egípcias (aprox. 2680 – 2565 a.C.)

As chamadas pirâmides do Egito, também chamadas de pirâmides de Gizé, por localizarem-se no planalto de Gizé, na margem esquerda do rio Nilo, próximo à cidade do Cairo, no Egito, são as únicas remanescentes das Sete maravilhas do mundo antigo. No total foram identificadas cerca de 80 pirâmides em todo o país, untitledembora a sua maior parte esteja reduzida a montículos de terra. As pirâmides no planalto de Gizé foram erguidas pelo faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos há cerca de 2700 a.C., desde o início do Antigo Reinado até perto do Período Ptolomaico. A época em que atingiram o seu apogeu iniciou-se com a III Dinastia e terminou na VI Dinastia (2686 – 2345 a.C.).

Primitivamente não se constituíam em estruturas isoladas, mas sim integradas num complexo arquitetônico de vastas dimensões.
Acredita-se hoje que tinham objetivos fúnebres embora sejam encontrados vestígios cada vez mais frequentes que elas também serviram para marcar eventos astrológicos e denotavam um fantástico desenvolvimento matemático para a época.

Personalidade: Ramsés III (1194 – 1163 a.C)

2073028455_918f07df50Pertencente à vigésima dinastia, Este é considerado o último dos grandes faraós, consagrado por seus sucessivos êxitos contra os povos que tentaram invadir o Egito, nasceu com o nome de Usermaetré Meriamon, na cidade de Tebas. Foi fruto da união entre o faraó Setnakht e a rainha Tiymerenese. Seu governo durou mais ou menos 31 anos. Ele também é conhecido por quem se aventura na leitura do Antigo Testamento, pois existem teorias de que foi o governante responsável pela tirania exercida sobre os hebreus, bem como pela emigração desta civilização. Um relato muito interessante do que poderia ter sido sua vida foi contado por um ex-paciente, Ricardo, a alguns anos, no post: “Ramsés”.

Evento: A conspiração faraônica

Ramsés III ainda foi alvo de uma conspiração orquestrada por uma de suas esposas, a rainha Tiye, que queria ver seu filho, o Príncipe Pentewere, como herdeiro. Tiye e Pentewere tramaram o assassinato do faraó — um crime gravíssimo — e, com a ajuda de conspiradores, pretendiam afastar a primeira esposa e o filho mais velho do poder. Após a descoberta da autoria do crime, todos foram condenados a uma morte impura e desonrosa.


Marco:
Encontrada em 1886 em um sarcófago sem identificação, pelo arqueólogo Gaston Maspero,Unknown Man E. (Foto a esquerda) como foi chamado, estava em um sarcófago simples de madeira. Quando Maspero abriu o sarcófago, viu algo mumia-que-gritamuito incomum e que o chocou. Lá, envolto em uma pele de carneiro – um objeto impuro para os antigos egípcios e impróprio religiosamente -, tomado por um cheiro putrefato, jazia um homem sem identificação alguma, com as mãos e pés atados e que parecia estar gritando, foi apelidada por isso de “a múmia que grita”.

Por anos se acreditou que o homem foi enterrado ainda vivo e todos esses fatores intrigaram cientistas e arqueólogos, pois para receber tais castigos, o homem desconhecido devia ter cometido um crime muito grave. Algo parecido ao que aconteceu em uma das vidas de uma paciente contada no post :“Enterrada viva no Egito”. Um quarto de século depois do achado muitas questões ainda permaneciam. A identidade do homem ainda era desconhecida e o mais intrigante: como uma múmia sem identificação, que não passou pelo processo de embalsamamento, enterrada de forma impura e indigna em um sarcófago simples, poderia jazer no Vale dos Reis, ao lado dos maiores faraós? O que aquele homem fizera de tão grave para merecer tamanho castigo?

Finalmente em 2012, após testes forenses, cientistas revelaram que Unknown man E tinha traços genéticos que apontavam sua identidade para o Príncipe Pentewere. No final do reinado do faraó, Pentewere se envolvera com o assassinato de seu pai durante uma disputa sangrenta pela sucessão no trono, segundo constam documentos da época.

De 2.500 a.C. – 2.000 a.C.

Ásia Menor: império hitita ( 2000 – 1200 a.C.)

Hititas (em hebreu, Hittim), antigo povo da Ásia Menor e Oriente Médio, que habitou a terra de Hatti no planalto central, atual Anatólia (Turquia) e algumas regiões do norte da Síria. Os hititas, cuja origem é desconhecida, falavam uma das línguas indo-européias. Os códigos civis dos hititas revelam uma grande influência babilônica, embora seu sistema judicial seja muito mais severo do que o dos babilônios.

Mesopotâmia: Império Babilônico (2000 – 1531 a.C.)

Antigo reino da Mesopotâmia, situado entre os rios Tigre e Eufrates, ao sul da atual Bagdá, Iraque. A civilização babilônica, que existiu do século XVIII ao VI a.C., era, como a suméria que a precedeu, de caráter urbano, embora baseada mais na agricultura do que na indústria. As escavações arqueológicas realizadas permitiram que fossem encontradas importantes obras de literatura. Uma das mais valiosas é a magnífica coleção de leis (século XVIII a.C.) denominada Código de Hamurabi, que, junto com outros documentos e cartas pertencentes a diferentes períodos, proporcionam um amplo quadro da estrutura social e da organização econômica do império da Babilônia.

De 2.000 a.C. – 1.800 a.C.

imagesOLFYEDEOMarco: Stonehenge

Stonehenge, é um monumento pré-histórico situado na planície de Salisbury, ao sudoeste da Inglaterra. Acredita-se que tenha sido erguido entre o neolítico (final da Idade da Pedra) e a Idade do Bronze. É o mais famoso dos monumentos megalíticos da Inglaterra e a estrutura pré-histórica mais importante na Europa. É formado por quatro círculos concêntricos de pedra. Usando pedras que chegam a 60 toneladas hoje é incompreensível como se fez para arruma-las em forma geométrica atendendo ao que parece ser um objetivo cerimoniais durante 2000 anos. Mas 7000 a.C as estruturas circulares parece terem sido enterrados propositalmente. Não se sabe quem nem porque se construiu essas ruínas, mas acredita-se que ali era o centro de uma região de celebrações rituais ou de templos religiosos.

De 1.800 a.C. – 1.600 a.C.

Evento: Nascimento do Monoteísmo  (1800 a.C.) 

Os hebreus que viviam no Egito poderiam ter feito parte de um grupo ou estamento social inferior, conhecido pelo nome de Habiru ou Apiru. Do primeiro termo, talvez tenha surgido a palavra hebreu. No período patriarcal, a denominação mais comum de Deus seria El, como comprovam achados arqueológicos da época. Para entender por que El (o Deus da vida) se tornou Javé (o Deus libertador), precisamos voltar no tempo e mais precisamente ao início da formação do povo de Israel, entre 1250 a.C. e 1000 a.C., quando os primeiros cinco livros da Bíblia, que também formam a Torá judaica, começaram a ser redigidos. Até aquela época, as narrativas eram basicamente orais.

Marco: Abraão funda o judaísmo e islamismo (aprox. 1800 a.C.)

O primeiro e maior dos patriarcas hebreus da antiguidade, pai das três mais influentes religiões do mundo, mudou para sempre o pensamento religioso da humanidade, ao introduzir a crença em um Deus único e onipresente. Tornou-se modelo de fé incondicional e da unidade entre os povos para seguidores do judaísmo, do cristianismo e do islamismo.

A história de Abraão, está no primeiro livro do Antigo Testamento da Bíblia, o Gênesis. De acordo com esses relatos ele cresceu em Ur, cidade suméria situada à margem ocidental do Rio Eufrates, no atual Iraque. Segundo o narrador do Gênesis, o Deus de Abraão é Javé (Iahweh, em hebraico). abraao-isaqueCirculavam várias histórias sobre Abraão e os demais patriarcas. Aos poucos, esses relatos começaram a ser escritos, obviamente sofrendo influências literárias e ideológicas de acordo com o momento histórico que o povo vivia.
A unidade é um tema recorrente quando o assunto é Abraão, porque além dele ser considerado pai espiritual das três grandes tradições monoteístas e deter, de acordo com o relato bíblico, a paternidade biológica de judeus, por meio do filho Isaac, e de árabes, pela linhagem do primogênito Ismael. A ciência vem agora corroborar essa tese. Uma pesquisa, realizada em conjunto por cientistas de cinco países, entre eles Estados Unidos e Israel, mostrou que palestinos, sírios, libaneses e judeus têm forte parentesco genético entre si.

Na China: dinastia Chang (1480 e 1050 a.C.)

A Dinastia Chang foi a primeira dinastia imperial da China. Os primeiros calendários e documentos históricos chineses aparecem durante a dinastia Chang. A dinastia governava o que hoje em dia é a China setentrional e central, o planalto de Huang He e o território das províncias de Henan, Hebei e Shandong. A tecnologia Chang consistia numa combinação de elementos da Idade do Bronze e da Idade do Ferro.  O domínio Chang assentou as bases da civilização chinesa.

Marco: Código de Hamurabi ( 1792 – 1750 a.C.)

Código de Hamurabi, coleção de leis e editos do rei Hamurabi, que constitui o primeiro código conhecido da história. Compõe-se de uma série de emendas ao Direito comum da Babilônia. Uma cópia do mesmo, realizada em escrita cuneiforme esculpida sobre um bloco de pedra negra de dois metros de altura, encontra-se atualmente no Museu do Louvre.

De 1.600 a.C. – 1.400 a.C.

No Egito: Império Novo – Hatshepsut  (1570-1070 a.C.)

Hatshepsut (1520-1483 a.C.), governante egípcia da XVIII dinastia (1503-1483 a.C.), filha de Tutmés I. Contraiu mumiamatrimônio com seu meio-irmão, Tutmés II, ao lado de quem governou o Egito até 1504 a.C. quando da morte de
Tutmés II. O corpo mumificado de Hatshepsut ( Foto ao lado) foi encontrado em 1903, numa sepultura comum no Vale dos Reis, no Egito.

Os egiptólogos, coordenados pelo secretário geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass, concluíram por um dente e pistas de DNA que o corpo mumificado de uma mulher falecida com cerca de 50 anos é realmente da antiga rainha.

Na Índia: Dinastia Mauria (1500 – 185 a.C.)

Dinastia imperial que governou a Índia aproximadamente do ano 321 até 185 a.C.; a primeira que quase logrou reunificar todo o subcontinente sob uma única autoridade. Tinha sua sede no reino de Magadha, que Chandragupta, fundador da dinastia, ocupou por volta do ano 321 a.C. após enviar um variado contingente contra a moribunda dinastia Nanda. Estendeu seu poder a quase toda a Índia setentrional e central, assim como ao Afeganistão e ao Hindu Kus.

De 1.400 a.C. – 1.200 a.C.

No Egito: Faraó Akhenaton (1350-1334 a.C.)

nefertiti

Akhenaton, Amenhotep IV ou Amenófis IV, faraó egípcio. Akhenaton era filho de Amenófis III e da imperatriz Tiy e marido de Nefertiti, cuja beleza é conhecida através de esculturas da época (Foto à esquerda), entre os dois desenvolveu-se um grande afeto e Nefertiti alcançou um protagonismo político sem antecedentes entre as esposas reais. Akhenaton foi o último soberano da XVIII dinastia do Império Novo e se destacou por identificar-se com Aton, ou Aten, deus solar, aceitando-o como único criador do universo. Alguns eruditos consideram-no o primeiro monoteísta. Ele tentou distanciar-se do antigo panteão egípcio, porém no final isso não foi aceito enm pela classe sacerdotal e nem pelo povo. A religião tradicional foi gradualmente restaurada após sua morte. Sua história foi exacrada pelos seus seguidores e ficou perdida até que Amarna, local de sua cidade Aquetaton, foi descoberta no século XIX. O interesse moderno em Akhenaton e sua rainha Nefertiti vem parcialmente de sua conexão com Tutancâmon,  e do interesse na religião que ele tentou fundar.

Na Mesoamérica: Nascimento da civilização Maia 

Os indícios da origem da civilização maia repousam nos sítios arqueológicos da península do Iucatã, que datam entre 700 e 500 a.C. Contudo, novas pesquisas admitem uma organização mais remota, estabelecida em 1500 a.C. Ao contrário de outras grandes civilizações, os maias não se organizaram politicamente através de uma estrutura de poder político centralizado, em um vasto território que ia da Guatemala até a porção sul do México, com a presença de vários centros urbanos independentes. A arquitetura desse povo esteve sempre muito ligada à reafirmação de seus ideais religiosos. Várias templos foram erguidos em homenagem ao grande panteão de divindades celebrado pela cultura maia. A face politeísta das crenças maias ainda era pautada pela crença na vida após a morte e na realização de sacrifícios humanos regularmente executados. A vida dentro dessa sociedade pode ser conhecida aqui no relato de um sacerdote dessa época.

Por volta do século XIII, a sociedade maia entrou em colapso. Ainda hoje, não existe uma explicação que consiga responder a essa última questão envolvendo a trajetória dos maias. Recentemente, um grupo de pesquisadores norte-americanos passou a trabalhar com a hipótese de que a crise desta civilização esteja relacionada à ocorrência de uma violenta seca que teria se estendido por mais de dois séculos.

 

De 1.200 a.C. – 1.000 a.C.

Civilização Asteca (1200-300 a.C.)


O povo mexicano que originou a mais antiga  civilização  da Mesoamérica foram os Maias e os Olmecas, posteriormente os astecas, uma tribo do norte, assumiram o poder do populoso e fértil vale do México (1200 a.C). Os astecas, que atingiram alto grau de sofisticação tecnológica e cultural, eram governados por uma monarquia eletiva, e organizavam-se em diversas classes sociais, além de possuírem uma escrita pictográfica e dois calendários (astronômico e litúrgico). A partir de sua capital, Tenochtitlán (hoje a cidade do México, tinha uma população de 400.000 habitantes, na época, maior que qualquer cidade Européia, era uma vasta metrópole cercada de água, como em Veneza, com um labirinto de canais que atravessava em todas as direções), os Astecas controlavam um grande império que incluía quase todo o centro e sul do México. Foram guerreiros famosos, com uma organização militar muito desenvolvida.

cidade astecaApesar de sacrifícios humanos serem uma prática constante e muito antiga na Mesoamérica, os astecas se destacaram por fazer deles um pilar de sua sociedade e religião. Segundo mitos astecas, sangue humano era necessário ao sol, como alimento, para que o astro pudesse nascer a cada dia. Sacrifícios humanos eram realizados em grande escala; algumas centenas em um dia só não era incomum. Os corações eram arrancados de vítimas vivas, e levantados ao céu em honra aos deuses. Os sacrifícios eram conduzidos do alto de pirâmides para estar perto dos deuses e o sangue escorria pelos degraus. Tive um paciente que lembrou de uma vida aonde viveu como “um executor sagrado” , encarregado por estes sacrifícios, cuja triste história podemos conhecer hoje.

Sua civilização teve um fim abrupto com a chegada dos espanhóis no começo do século XVI. O Império asteca atingiu seu apogeu entre 1440 e 1520, quando foi inteiramente destruído pelos colonizadores espanhóis liderados por Cortés, de quem haviam se tornado aliados, pois o governante asteca Montezuma II considerou o conquistador espanhol a personificação do deus Quetzalcóatl, e não soube avaliar o perigo que seu reino corria. Após diversas incursões colonizadoras em agosto de 1521 o Império Asteca foi inteiramente conquistado.

 

No Oriente Médio: Império Assírio ( 1200-609 a.C.)

Antigo país da Ásia, localizado ao norte da Mesopotâmia, a partir da fronteira norte do atual Iraque. Na sua época áurea suas conquistas se estenderam aos vales dos rios Tigre e Eufrates. Mesopotâmia é o nome que os antigos gregos deram a toda a região em que surgiram esses países, incluindo a Assíria.  As ambições e intrigas foram uma ameaça constante para a vida do governante assírio. Essa debilidade central na organização e na administração do Império Assírio foi responsável por sua desintegração e colapso.

 

De 1.000 a.C. – 800 a.C.

Personagem: Salomão (950 a.C.)

Salomão, rei do antigo Israel (reinou entre 961-922 a.C.), segundo filho de Davi e Betsabá (II Sam. 12,24), foi o último rei do Israel unificado. Na literatura judaica e muçulmana posterior aparece não apenas como o mais sábio dos sábios, mas, também, como personagem capaz de dirigir os espíritos do mundo invisível. Ocupa lugar destacado na literatura e na história e foi o construtor do templo de Jerusalém. Grande administrador, manteve o reino unido, melhorando as fortificações e estabelecendo alianças com Tiro e outras nações vizinhas.

Cartago domina o Mediterrâneo ocidental (c. 800-146 a.C.) 

Cartago ocupava uma península em Tunísia, lutou com os gregos e com os romanos, com os quais susteve as três guerras púnicas, a última das quais culminou com a destruição da cidade em 146 a.C. A cidade-estado foi arrasada até os alicerces, seus cultivos destruídos, seus habitantes escravizados e seu solo coberto de sal para que se convertesse em terra erma.

 

De 800 a.C. – 600 a.C.

Evento: Primeiros Jogos olímpicos (776 a.C.)

Celebravam-se no verão a cada quatro anos (período denominado olimpíada) em Olímpia e em honra a Zeus. Apenas podiam competir homens honrados de descendência grega. Os ganhadores recebiam guirlandas de oliva e outorgavam fama a suas cidades de origem. Alcançaram sua popularidade máxima nos séculos V e IV a.C. Em 394 d.C., Teodósio I, o Grande, suspendeu-os.

Personagem: Zoroastro ou Zaratustra (630 a.C.)

Profeta da religião persa, fundador do zoroastrismo. Acredita-se que foi sacerdote e, desde a juventude, tenha recebido revelações de Ahura Mazda (“Senhor do conhecimento”). A profundidade intelectual de sua religião influenciou o pensamento ocidental.

De 600 a.C. – 1 d.C.

Evento: Cativeiro dos judeus na Babilônia (597-538 a.C.) – Período entre a deportação dos judeus da Palestina para a Babilônia, efetuada pelo rei Nabucodonosor II, e a libertação, em 538 a.C. pelo rei persa Ciro.

Império persa (557-331 a.C.)

Creso (reinou de 560 a 546 a.C.), último rei da Lídia, antigo país da Ásia Menor. Quando seu pai, o rei Aliates da Lídia, morreu em 560 a.C., Creso depois de uma breve disputa, com seu meio-irmão, tornou-se rei. Expandiu seus domínios, dominando todas as cidades gregas situadas na costa da Ásia Menor (atual Turquia), acumulando uma enorme fortuna a partir dos saques realizados.

Personagem: Buda (563?-483? a.C.)

Fundador do budismo, nascido com o nome de Sidarta, no parque Lumbini, perto de Kapilavastu, onde hoje é o Nepal. O nome de Buda Gautama, pelo qual se tornou conhecido o Buda histórico, é umabuda1combinação de seu nome de família, Gautama, e o epíteto Buda que significa “o iluminado”. Começou a buscar a iluminação aos 29 anos, ao descobrir que o sofrimento é o destino da humanidade. Em busca da verdade, abandonou a família e a riqueza. Durante seis anos, esforçou-se para alcançar a iluminação através de um severo ascetismo. Percebendo a ineficácia deste método, modificou-se a ponto de perder os discípulos. Aos 35 anos, atingiu a iluminação e compreendeu as Quatro Grandes Verdades: 1) toda existência é sofrimento; 2) todo sofrimento é provocado pela ignorância; 3) pode-se vencer o sofrimento superando a ignorância; 4) esta superação é alcançada através do Grande Caminho Óctuplo, da moralidade e da sabedoria.

Civilização Grega (800 – 300 a.C.)

Entre as civilizações nascidas na Antiguidade, a civilização grega foi aquela que legou ao mundo ocidental elementos essenciais para a sua constituição. Foi na Grécia Antiga que apareceram, por exemplo, a concepção democrática de filosofia-sofismo-e-sofistasgoverno, na cidade de Atenas, e o processo de racionalização ( a busca pela razão da realidade) com o método filosófico. A medicina ocidental também tem suas bases nos métodos dos gregos Hipócrates e Galeno.

A Grécia Antiga abrangia os povos que habitavam a bacia do mar Egeu e as ilhas ao redor, e durou desde o surgimento da civilização minoana, na Idade do Bronze, até a sua tomada pelos romanos. Posteriormente, em sucessivas fases de expansão marítima, os gregos se estabeleceram em outros locais, notadamente nas ilhas do Egeu e nas margens do Mar Mediterrâneo e do Mar Negro. Fui testemunha de uma história muito bonita que se passou naquela época, contada por uma paciente regredida, anos atrás, a postei com o nome “Viver e morrer juntos”.

Na arquitetura: Partenon (447 – 432 a.C.)

parthenon

As edificações que despertam maior interesse na arquitetura grega são os templos. Construídos com o intuito de se proteger as esculturas de deuses e deusas das chuvas e do sol excessivo, os templos não foram construídos, como se imaginava, para reunir, eu seu interior, um grupo de pessoas para um culto religioso. Um dos mais conhecidos, o Partenon, fica na Acrópole de Atenas, no ponto mais alto da cidade e foi construído, entre os anos de 447 a 438 a.C.,  a partir do projeto dos arquitetos Ictino e Calícrates e dedicado a deusa Atena Parthenos, embora sua concepção esteja de certa forma relacionada à figura do escultor Fídias.

Personagem: Sócrates (399 a.C.)

Filósofo grego. Foi o fundador da filosofia moral, ou axiologia. Nascido em Atenas, familiarizou-se com a retórica e aSocrates dialética dos sofistas, pensadores profissionais que combateu com veemência. Ao contrário dos sofistas, que cobravam para ensinar, Sócrates passou grande parte de sua vida provocando discussões em que ajudava o interlocutor a descobrir as próprias verdades, num método que ficou conhecido como maiêutica. Nunca cobrou por suas aulas e ensinamentos. Antes de Sócrates, os filósofos acreditavam que deviam procurar uma explicação para o mundo natural. Depois dele, o pensamento voltou-se para os assuntos que Sócrates considerava fundamentais: o homem e o humano, temas espelhados na ética e na filosofia.

Acusado de desprezar os deuses do Estado e de introduzir novas divindades, foi condenado à morte. Embora seus amigos tivessem preparado sua fuga da prisão, preferiu acatar a lei, morrendo após beber uma infusão de cicuta.

 

Grande Muralha da China (c. 221-204 a.C.)

Grande-Muralha

A Muralha da China começou a ser construída em 220 a.C, a partir das ordens de Qin Shihuang, imperador chinês daquela época. A mesma foi finalizada somente no século XVI. A muralha foi erguida em razão da grande incidência de invasões dos povos do norte vindos da Mongólia e da Manchúria. Essa construção tinha uma função estratégica militar de defesa.

De Jesus até o século V

Como um homem mudou o mundo

 

Evento: Nascimento de Jesus, o Cristo (aprox. 4 a.C.)

Nascido em Bélem na Judéia, Jesus, o Cristo, ou simplesmente Yeshua em aramaico sua língua nativa, foi o personagem principal do cristianismo, viveu provavelmente entre 8 a.C. e 29 d.C numa área sob forte jugo do Império Romano. Para os cristãos, Jesus é o Filho de Deus, concebido por Maria, mulher de José. As principais fontes de informação sobre sua vida encontram-se nos Evangelhos cristãos, estes relatam que Jesus iniciou sua vida pública depois da prisão de João Batista, que o batizou no rio Jordão. Após o batismo e o retiro no deserto, Jesus voltou à Galiléia, transferiu-se para Cafarnaum e começou a pregar. Quando o número de seguidores cresceu, escolheu 12 discípulos. Com eles, estabeleceu sua base em Cafarnaum e viajou pelas cidades próximas proclamando a chegada do reino de Deus. Desta época tenho o relato de uma personagem que viveu em Cafarnaum e conheceu o grande profeta, para conhecer a sua história é só ler o post: “Segurando Jesus”.

A ênfase de Jesus na sinceridade moral – mais do que na observância rígida do ritual judaico – provocou a inimizade dos fariseus. Um dos momentos mais importantes de sua vida pública ocorreu em Cesaréia, quando Simão, depois chamado Pedro, comprovou que Jesus era o Cristo. Esta revelação, a posterior predição de sua morte e ressurreição, as condições da missão que seus discípulos deviam cumprir e sua transfiguração, constituem a base principal das jesus2crenças cristãs. Na época da Páscoa judaica, Jesus fez sua última viagem a Jerusalém, lá celebrou a ceia da Páscoa (Mt. 26;27), advertiu também seus discípulos sobre sua iminente traição e morte. Nesta época os sacerdotes e escribas do Templo (Jó. 11;48) conspiraram com Judas Iscariotes para prendê-lo e posteriormente executa-lo Depois de preso, Jesus foi conduzido ao Conselho Supremo Judaico onde Caifás pediu que Jesus declarasse se era “o Messias, o filho de Deus” (Mt. 26,63). Por aceitar ser declarado o Messias do povo Judeu, Jesus foi condenado à morte, sentenciado pelo governador romano Pôncio Pilatos, apesar deste acreditar que ele era inocente das acusações.

Marco: A crucificação de Jesus

 Após ser humilhado e torturado, Jesus foi levado ao monte Gólgota, também chamado Calvário, e crucificado, num evento que inspirou poetas, escultores e artistas por séculos posteriores. Conforme o Novo Testamento:“Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago..indo ao sepulcro para ungir seu corpo antes de o enterrarem, encontraram-no vazio e receberam, através de um anjo, o anúncio de sua ressurreição” (Mc. 16,1). Este fato converteu-se numa das doutrinas essenciais daimages (10) cristandade. Todos os evangelhos assinalam que, após a morte e ressurreição, Jesus continuou a pregar a seus discípulos. Lucas (24;50,51) e os Atos dos Apóstolos (1;2,12) relatam sua ascensão aos céus, 40 dias após a ressurreição. Na história do cristianismo, a vida e ensinamentos de Jesus foram, muitas vezes, tema de discussão e de diferentes interpretações, mas não se pode negar que apesar de sua falta de recursos e vida ascética conseguiu dividir a história do mundo ocidental em antes e O depois de Cristo.

Império romano (44 a.C. – 476 d.C.)

Orgulhoso, belo, e ao mesmo tempo tirânico e violento, o Império de Roma foi caracterizado por umAugusto regime político despótico aonde um imperador detinha poderes absolutos. Nos deixou de legado uma história tanto de dor e martírio como de luzes e iniciativas inovadoras em vários campos das ciências humanas. com conquistas militares e civis impressionantes. Compreende a fase que sucedeu a República e se inicia no momento em que Otávio (Busto ao lado) recebeu o título de Augusto (27 a.C.) até a dissolução do Império Romano do Ocidente (476 d.C.). Sob o governo de Augusto, o Império Romano tornou-se uma monarquia austera e com controle centralizado. Com ele, também a língua latina e o alfabeto romano tornaram-se padrão para toda a Europa. Embora Roma já fosse um império antes de Otaviano tornar-se César Augusto, coube a ele proclamar “o” Império Romano. Foi ele também quem governou durante o período em que a Pax Romana (a paz de Roma) reinou sobre todo o “mundo conhecido”. Esse período representa o auge da idade de ouro da literatura latina, mas durante os últimos anos, cometeram-se muitos excessos de poder.

Durante o Império o jugo, a exploração e a escravidão dos outros povos foi a política de estado. O medo e o terror eram impostos àqueles que eventualmente se opusessem às ordens do imperador. O poderio romano era mantido por meio de seu exército, as chamadas Legiões Romanas, compostas de legionários e comandadas pelos Centuriões, os “Soldados romanos”. A estes soldados era imposta uma vida que ao mesmo tempo em que abriam-se grandes possibilidades, afinal alguns imperadores romanos foram generais, também havia motivo para muito medo e morte.
img_normal“Na Roma antiga” o Estado estava acima de tudo e quem estivesse a serviço da res publica (coisa pública) deveria respeitar os deuses, ser leal e corajoso e ambicionar a glória – virtudes que evidenciam o caráter guerreiro que logo se manifestou entre os romanos. A vida do cidadão era regulamentada por leis, que podiam dizer respeito aos negócios do Estado (direito público) e às relações entre famílias e particulares (direito privado).

Após o mandato de Diocleciano, que fez um bom número de reformas sociais, econômicas e políticas, houve uma guerra civil que só terminou com a ascensão de Constantino I, o Grande, que se converteu ao cristianismo e estabeleceu a capital em Bizâncio. Posteriormente em 303 d.C o Edito de Milão legalizou o Cristianismo no Império Romano.

 

A destruição de Pompéia (79 a.C)

Pompeia possuía cerca de 20 mil habitantes, e era grande produtora de vinho e azeite. Na manhã de 24 de agosto de a-destruicao-de-pompeia79 d.C., a cidade estava em festa. Um grupo de teatro, que veio de Roma para fazer apresentações no Grande Teatro, abrilhantava a festa. Os padeiros, com suas cestas de doces nos braços, se dirigiam às arquibancadas. Diante do grande calor que fazia, bares ao ar livre, recebiam grandes quantidades de consumidores.  De repente, ouve-se uma grande explosão. O topo do Vesúvio havia se partido em dois. De início, todos se assustaram, pois havia mais de nove séculos que o Vesúvio não entrava em erupção. Como não houve derramamento de lava logo no início da explosão, a grande maioria dos moradores da cidade refugiou-se no interior das casas, provocando uma grande agitação entre as pessoas. Porém, pouco tempo depois o Vesúvio começou a expelir uma grande quantidade de projéteis. A quantidade de materiais expelidos do vulcão foi tão grande que, em poucas horas, a cidade já estava totalmente coberta pelas cinzas, impedindo a fuga dos moradores. Muitos acabaram morrendo intoxicados pelos gases exalados após a erupção e também soterrados. Tive um paciente que relembrou uma história muito interessante que ocorreu naquela cidade, veja no post: “Conspiração em Pompéia”.

Marco: Queda do Império Romano (476 d.C)  Rômulo Augusto, último imperador do Ocidente, é deposto no ano de 476.

 

A Idade média (476 – 1453 d.C)

Mil anos de trevas

 

O período da Idade Média foi tradicionalmente delimitado com ênfase em eventos políticos. Ele teria se iniciado com a desintegração do Império Romano do Ocidente, no século V (476 d. C.), e terminado com o fim do Impérioidade_media Romano do Oriente, com a Queda de Constantinopla, no século XV (1453 d.C.), também chamado de Império Bizantino e pela chegada dos europeus à América. Entre esses marcos, passaram-se cerca de mil anos. Foi um tempo em que os europeus  viveram, em sua maioria no campo, restritos a propriedades que buscavam sua auto-suficiência.

A sociedade – muito diferente daquela do Império Romano – era rigidamente hierarquizada e marcada pela fé em Deus e pelo controle da Igreja católica, sem dúvida a instituição mais poderosa de toda a Idade Média. O poder político era descentralizado, isto é, estava nas mãos de inúmeros senhores da terra. O estudo dos fenômenos naturais e das relações sociais por meio da observação, por exemplo, teria sido substituído pelo misticismo religioso. Por todas essas características, muitos estudiosos acreditavam que o mundo medieval tinha soterrado o conhecimento produzido pelos gregos e romanos, por isso acabaram chamando esse momento da história de Idade das Trevas. Mas, apesar de tudo, durante esses mil anos a sociedade européia construiu grande parte de seus valores culturais, que iriam se espalhar por todo o mundo a partir do século XV, com as Grandes navegações. Valores que são, até hoje, plenamente perceptíveis. Para ter uma idéia de como era a vida nessa, pela voz de quem viveu lá, leia o post: “Loucura e dor na Idade Média”.

 

Ano 622 Fuga de Maomé de Meca para Medina (fato conhecido como Hégira)

 

Ano 711 Início da invasão e conquista dos árabes no sul da Península Ibérica

A ascensão e expansão do islamismo, que era, a um só tempo, uma religião e uma forma de organização política. O Islamismo expandiu-se rapidamente pelo mundo durante a Idade Média, chegando a ocupar quase que inteiramente a Península Ibérica.

Ano 800 – Carlos Magno é coroado imperador

 

Ano 1096 – Organização da Primeira Cruzada pelo papa Urbano II

Dentro do contexto histórico da expansão árabe, os muçulmanos conquistaram a cidade sagrada de Jerusalém. Diante dessa situação, o papa Urbano II convocou a Primeira Cruzada (1096), com o objetivo de expulsar os “infiéis” (árabes) da Terra Santa.  Essas batalhas, entre católicos e muçulmanos, duraram cerca de dois séculos, deixandocruzada milhares de mortos e um grande rastro de destruição. Ao mesmo tempo em que eram guerras marcadas por diferenças religiosas, também possuíam um forte caráter econômico. Muitos cavaleiros cruzados, ao retornarem para a Europa, saqueavam cidades árabes e vendiam produtos nas estradas, nas chamadas feiras e rotas de comércio. De certa forma, as Cruzadas contribuíram para o renascimento urbano e comercial a partir do século XIII. Após as Cruzadas, o Mar Mediterrâneo foi aberto para os contatos comerciais.

Ano 1118 – Criação da Ordem dos Cavaleiros Templários

 A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão , mais conhecida como Ordem dos Templários, Ordem do Templo (em francês “Ordre du Temple” ou “Les Templiers“) ou Cavaleiros Templários . Foi uma das mais famosas Ordens Militares de Cavalaria. Fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista. Os seus membros fizeram voto de pobreza e castidade para se tornarem monges. Usavamsello templarios seus característicos mantos brancos com a cruz vermelha de malta, e seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros.

A Ordem foi fundada por Hugo de Payens, com o apoio de mais 8 cavaleiros e do novo rei de Jerusalém de nome Balduíno II, após a Primeira Cruzada em 1118 com a finalidade de proteger os peregrinos que tentassem chegar em Jerusalém, porém eram vítimas de ladrões, e a Terra Santa dos ataques dos muçulmanos mantendo os reinos cristãos que as Cruzadas haviam fundado no Oriente.

Oficialmente aprovada pela Igreja Católica por meio do papa Honório II em torno de 1128, ganhando insenções e privilégios, dentre estes, o lider teria o direito de se comunicar diretamente com o papa. a Ordem tornou-se uma das favoritas da caridade em toda a cristandade, e cresceu rapidamente tanto em membros quanto em poder, estavam entre as mais qualificadas unidades de combate nas Cruzadas e os membros não-combatentes da Ordem geriam uma vasta infra-estrutura econômica, inovando em técnicas financeiras que constituíam o embrião de um sistema bancário, e erguendo muitas fortificações por toda a Europa e a Terra Santa.

O seu crescimento vertiginoso, ao mesmo tempo que ganhava grande prestígio na Europa, deveu-se ao grande fervor religioso e à sua incrível força militar. Os Papas guardaram a ordem acolhendo-a sob sua imediata proteção, excluindo qualquer intervenção de qualquer outra jurisdição fosse ela secular ou episcopal. Não foram menos importantes também os benefícios temporais que tal Ordem recebeu dos soberanos da Europa.

O sucesso dos Templários esteve vinculado ao das Cruzadas. Quando a Terra Santa foi perdida, o apoio à Ordem reduziu-se. Rumores acerca da cerimônia de iniciação secreta dos Templários criaram desconfianças, e o rei Filipe IV de França profundamente endividado com a Ordem, começou a pressionar o Papa Clemente V a tomar medidas contra eles. Em 1307, muitos dos membros da Ordem em França foram detidos e queimados em estacas. Em 1312, o Papa Clemente dissolveu a Ordem. O súbito desaparecimento da maior parte da infra-estrutura europeia da Ordem deu origem a especulações e lendas, que mantém o nome dos Templários vivo até os dias atuais.

Mas apesar de seus nobres propósitos o interior da Ordem era maculado por política e vaidades como podemos acompanhar na estória “Os Templários”.

Marco: Peste Negra ou Peste Bubônica (1346 e 1352)

Nos porões dos navios de comércio, que vinham do Oriente, entre os anos de , chegavam milhares de ratos. Estes roedores encontraram nas cidades europeias um ambiente favorável, pois estas possuíam condições precárias de higiene. Chamada de ” Peste Negra” era transmitida através da picada de pulgas de ratos doentes. Após o contato com a doença, a pessoa tinha poucos dias de vida. Febre, mal-estar e bulbos (bolhas) de sangue e pus espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente nas axilas e virilhas. Como os conhecimentos médicos eram pouco desenvolvidos, a morte era certa.

Relatos da época mostram que a doença foi tão grave e fez tantas vítimas que faltavam caixões e espaços nos cemitérios para enterrar os mortos. Os mais pobres eram enterrados em valas comuns, apenas enrolados em panos. O preconceito com a doença era tão grande que os doentes eram, muitas vezes, abandonados, pela própria família, nas florestas ou em locais afastados. A doença foi sendo controlada no final do século XIV, com a adoção de medidas higiênicas nas cidades medievais.

Do século XV ao século XVIII

Todo o poder aos Reis

O sistema político e administrativo que predominou nos países da Europa nesse período foi o absolutismo, este sistema foi originário das mudanças ocorridas no continente ao final da Idade Média, onde na maioria das regiões da Europa acontece o fenômeno da centralização política nas mãos do rei, auxiliado pela classe burguesa. Com o absolutismo o rei concentrava todos os poderes, criando leis sem aprovação da sociedade, além de impostos e demais tributos de acordo com a situação ou um novo projeto ou guerra que surgisse. Além disso, o monarca interferia em assuntos religiosos, em alguns casos controlando o clero de seu país. A França representou mais do que qualquer outro, os excessos e mudanças que esta época representou.

Todos os luxos e gastos da corte eram mantidos pelos impostos e taxas pagos, principalmente, pela população mais pobre. Esta tinha pouco poder político para exigir ou negociar. Os reis usavam a força e a violência de seus exércitos para reprimir, prender ou até mesmo matar qualquer pessoa que fosse contrária aos interesses ou leis definidas  pelos monarcas. Foi a época dos cavaleiros e das batalhas entre reinos grandes e pequenos, como pudemos ver na história que nos contou M.F alguns anos atrás que publiquei com o nome: “O cavaleiro atormentado”.

Marco: A queda de Constantinopla (1453 )

“A queda de Constantinopla” para os turcos otomanos foi um acontecimento histórico que, segundo alguns historiadores, marcou o fim da Idade Média, e também decretou o fim dos últimos vestígios do outrora poderoso império Romano agora dividido e chamado de império Bizantino.  Constantinopla era, até o momento de sua queda, uma das cidades mais importantes no mundo. Localizada numa projeção de terra sobre o estreito de Bósforo funcionava como uma ponte para as rotas comerciais que ligavam a Europa à Ásia por terra. Também era o principal porto nas rotas que iam e vinham entre o mar Negro e o mar Mediterrâneo.

Após adentrar a cidade após um longo cerco o Sultão Maomé II autorizou três dias de saques. Desesperados, os sobreviventes correram para suas casas a fim de salvar suas famílias. Muitos fugiram em navios, quando os marinheiros turcos viram que a cidade caíra e poderiam aproveitar para participar do butim saquearam e mataram o quanto puderam. Homens que ousaram lutar, foram mortos; mulheres foram estupradas; casas foram destruídas. A barbárie imperou naqueles momentos ramáticos revividos por um paciente no post:

A Inquisição (1230 – 1821)

Também chamada de Santo Ofício, essa instituição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Apesar de iniciada na Idade Média,  a Inquisição moderna, mais sanguinária e feroz, que atuou principalmente em Portugal e na Espanha, começou seus trabalhos a partir de 1478, e durou do século XV ao XIX. Durante o século XV, o movimento inquisidor sofreu uma relativa decadência, vigorando anos mais tarde com a intensa participação dos reinos hispânicos. O reavivamento da inquisição deu-se graças ao interesse dos reis católicos espanhóis em tomar posse das riquezas acumuladas pelos judeus que, tradicionalmente, ocupavam-se das atividades comerciais.inquisicao2

A inquisição começou aproximadamente em 1231, quando o papa Gregório IX, preocupado com o crescimento de seitas religiosas, criou um órgão na Igreja para investigar os suspeitos de heresia. As punições tornaram-se bem mais pesadas com a instituição da morte na fogueira, da prisão perpétua e do confisco de bens, o que transformou a Inquisição numa atividade altamente lucrativa para os cofres da Igreja Católica. A crueldade dos inquisidores era tamanha que o próprio papa chegou a pedir aos espanhóis que contivessem o banho de sangue. Para termos um idéia do efeitos dessa política cruel na vida das pessoas daquela época é só ler o post: “O inquisitor“.

Publicação do livro “O Martelo das Feiticeiras” (1487)

Serviu por um longo tempo de manual contra as bruxas. Segundo os seus autores, as bruxas tinham o poder de sequestrar e esquartejar crianças, participar de rituais de canibalismo, transformar pessoas em sapos ou cobras,54ae79efdeb8 envolver-se em orgias com a participação de demônios e lançar maldições só com o olhar. O perfil de boa parte das vítimas era o de mulheres camponesas que moravam sozinhas – muitas vezes à beira de estradas – e que ganhavam a vida fazendo simpatias ou remédios caseiros.

Essas curandeiras tinham prestígio em suas comunidades, apesar de sofrer com o preconceito. Como, por exemplo, “Sofia, a bruxa. Elas faziam poções e medicamentos à base de ervas que eram vendidas à população como remédios. Também ganhavam presentes e alguma remuneração como terapeutas e parteiras. Eram, em muitas comunidades, chamadas de “mulheres sábias”, até começar a histeria e a perseguição coletiva promovida pela caça às bruxas.

Início da era dos descobrimentos (1415 – 1543)

caravelaEste é o nome dado pelos historiadores às explorações marítimas pioneiras realizadas por portugueses e espanhóis entre os séculos XV e XVI em busca de uma rota alternativa para o que era conhecido como as “Índias”, movidos pelo comércio de ouro, prata e especiarias. Os portugueses iniciaram este processo com a conquista de Ceuta na África. A partir desta e de outras conquistas os portugueses iniciaram viagens e explorações marítimas que deram um contributo essencial para delinear o que viria a ser o mapa do mundo posteriormente. Durante este processo, os europeus encontraram e documentaram povos e terras nunca antes vistas. Podemos ver como era dura a vida desses homens no relato de um “desbravador que viveu e morreu numa dessas aventuras. Esse período foi um dos mais importantes fatos que levaram ao início da modernidade, estimulando a pesquisa científica e intelectual.

Ano 1600 William Gilbert, um inglês, escreve em latim e publica, o “De Magnete, Magneticisque Corporibus, et de Magno Magnete Tellure” (Sobre o magnetismo e os corpos magnéticos, e sobre o grande magnetismo da Terra), marcando o início do que seria uma das mais importantes ciências nos séculos posteriores, a física.

Ano 1609 – Desenvolvimento da luneta astronômica por Galileu Galilei

 

Ano 1720 – China conquista o Tibete

Ano 1775 – Começa a Guerra da Independência nos EUA

 

Marco: A Revolução Francesa (1789-1799)

A Revolução francesa se trata de uma série de acontecimentos no período de 5 de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799, que mudaram o cenário político e social da França. A França, em 1789, era um país falido. Os exageros da corte, os gastos excessivos com guerras, a indisposição com a Inglaterra e os privilégios dispensados ao clero e à nobreza, fizeram aumentar a insatisfação da população. Os impostos eram altos, e serviam para custear a boa vida da corte, do clero e da nobreza. Esse foi um dos motivos que levaram a população a se revoltar. A incapacidade do rei no364767_558 governo também motivou a revolução. Além de levar o país à falência com a péssima administração econômica, ele ainda controlava os tribunais e fazia condenações injustas, de acordo com a sua vontade. Os presos eram levados à fortaleza da Bastilha, que depois foi invadida pela população.

A Queda de Bastilha foi o evento máximo e decisivo para o início da Revolução Francesa, pois era a prisão para a qual o rei enviava injustamente os condenados. Foi um evento tão importante, que até hoje o dia de 14 de julho é um feriado nacional, comemorado na França como a “Festa da Federação”. Os burgueses proclamaram uma república – a República Girondina, em setembro de 1792, transferindo o poder do rei para a própria burguesia, dando fim à monarquia. Essa revolução e suas consequências levaram a grandes mudanças culturais e de costumes na vida das pessoas, que pode ser sentida no post:“Na Revolução Francesa”.

 

Personagens da época:

Rei Luiz XIII – O rei Luís XIII da França cria em 1615 de uma unidade de polícia, armada com pequenos e leves mosquetes, uma guarda especialmente encarregada de zelar por sua segurança pessoal: a companhia dos mosqueteiros da casa militar do rei, que ficaram conhecidos por sua bravura e coragem. Um destes homens, um “mosqueteiro apaixonado,  se fez presente numa sessão de terapia de vidas passadas em meu consultório e nos contou um drama pessoal vivido naquela época.

Richelieu – Ministro de Luiz XIII, foi a personagem fundamental para formatar a arquitetura do Absolutismo Francês. Ele foi responsável por medidas que ampliaram os poderes da monarquia sobre os comerciantes e por levar a França a uma posição de liderança na Europa.

Luiz XV (1723-1774)
luiz XVCognominado “o bem-amado”, governou a França de 1723 até 1774. até este momento a França era governada por um regente. O seu reinado foi como uma conexão entre o brilho do reinado do seu antecessor, o “Rei-Sol” Luís XIV, e a catástrofe que aguardava o herdeiro do seu trono, o seu neto Luís XVI, que acabou os seus dias no cadafalso, cujo reinado caracterizou-se pela luta das facções cortesãs e pelos fracassos da política externa, que afetaram o prestígio da coroa e contribuíram para preparar a revolução republicana de 1789. Um “Soldado de Luiz XV” nos contou sua história, pela voz de um paciente em 2003, basta clicar para saber mais.

1814 – No Congresso de Viena Ludwig van Beethoven (1770-1827) é reconhecido como o maior compositor do século. Em suas mãos, a sonata-forma passa a ser, em alguns casos, veículo da expressão de todas as emoções possíveis. (Site Multimusica)

Século XIX

Tempo de mudanças 

 

O século XIX foi uma época de invenções e descobertas, com significante desenvolvimento em todos os campos as ciências humanas e que lançou as bases para os avanços tecnológicos do século XX. A Revolução Industrial começou na Inglaterra e a introdução de ferrovias, desde o primeiro grande avanço no transporte terrestre por séculos,hine4 melhorou o modo de vida das pessoas favorecendo os grandes movimentos de urbanização nos países ao redor do globo. A expansão da Inglaterra e a busca por novos mercados para seus produtos levou ao envolvimento do país em vários conflitos, em um deles podemos recolher o depoimento de um dos participantes destas batalhas, que esteve na “Guerra do Ópio.

Na esfera artística, o individualismo e o ritmo frenético dos ambientes urbanos impulsionaram a criação de novos movimentos. Na arquitetura, retomaram-se padrões estéticos passados. O estilo gótico medieval mais uma vez apareceu entre as construções. Na França, o Art Noveau valorizava a decoração arquitetônica com o uso de linhas sinuosas e inspiração em elementos da natureza e os irmãos Lumière causaram uma nova transformação no campo das artes. A criação do cinematógrafo trouxe a criação das artes cinematográficas. Elogiada por uns e criticada por outros, o cinema fundou a chamada “sétima arte”. O uso do concreto armado viabilizou o aumento das construções prediais e a elaboração de desenhos arquitetônicos cada vez mais arrojados. Foi nessa época que os arranha-céus começaram a dominar o ambiente das grandes cidades contemporâneas. Na passagem do século XIX para o XX, a chamada cultura de massa começou a aparecer nas grandes cidades. Nesta época a economia mundial foi estruturalmente modificada. O modelo capitalista consolidou-se e, posteriormente, evoluiu, ganhando feições modernas e fundando a sociedade de consumo de massa. As inovações tecnológicas, que chegavam a literalmente assustar, e as inovações organizacionais resultaram em um aumento inédito (e inimaginável) da produtividade.

As Guerras Napoleônicas (1803)  

Foram uma série de conflitos entre revolucionários franceses e a monarquia europeia. Foi uma das guerras mais importantes da história mundial. Durante os cerca de 12 anos de ocorrência dos conflitos, foram feitas várias coligações, ou coalizões como também são chamadas, na tentativa de deter Napoleão Bonaparte, o qual foi considerado um gênio militar e o seu exército foi também considerado dos melhores da história, tendo em conta as várias batalhas vencidas no seu comando. A Primeira Coligação, em que os franceses venceram os austríacos, foi a primeira tentativa de dar o poder novamente a Luís XVI e acabar com a Revolução Francesa. A Segunda Coligação, em que novamente a França derrotou seus adversários, foi mais uma tentativa de acabar com a Revolução. Essa guerra terminou com a assinatura de um tratado de paz entre a França e o Reino Unido, o Tratado de Amiens.

Na Terceira Coligação, os reis da Europa receavam o fim das monarquias e, assim, os adversários franceses continuam a pretender a destruição da economia francesa. Mais uma vez Napoleão venceu e criou o Bloqueio Continental, que consistia em acabar com a economia inglesa ao impor que fossem cortados laços comerciais com a Inglaterra. Nesta altura, em 1804, Napoleão tornou-se imperador da França. Tive dois pacientes que estiveram presentes e lutaram em ambos os lados destas guerras, se quiserem conhecer suas histórias é só clicar: “Atacando com a Inglaterra” ou “Defendendo a França”.

Personagem: Napoleão Bonaparte (1769 – 1821)

Napoleão Bonaparte foi uma das principais figuras da história humana e atuou entre o fim do séc. XVIII e início do XIX. Sua trajetória mudou os rumos do mundo ocidental.Foi um general e imperador da França e imortalizou o seu nome por meio de suas conquistas. Durante quase dez anos (de 18 de maio de 1804 a 6 de abril de 1814), foi o imperador da França, adotando o título de Napoleão I, e napoleao-bonaparte-3no mesmo período, deteve o controle de boa parte do território europeu.

Em 1812, Napoleão resolveu invadir a Rússia. Essa invasão foi um desastre para a França. Centenas de milhares de soldados seus morreram durante o gelado inverno russo.Os inimigos de Napoleão perceberam que aí estava sua oportunidade de derrubá-lo. AGrã-Bretanha, a Áustria e a Prússia (que era parte da Alemanha) se uniram à Rússia e derrubaram Napoleão do poder em 1814.

Napoleão foi enviado preso para Elba, uma pequena ilha na costa da Itália. Em 1815, porém, escapou e voltou para a França. Então, reuniu seus apoiadores e tomou outra vez o poder. Esse período ficou conhecido como “os Cem Dias”. Seu novo governo durou até que as tropas britânicas e alemãs o vencessem na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em junho de 1815.

1825 – George Stephenson inventa a locomotiva a vapor

1835 Samuel Colt patenteia o primeiro revólver que apresentava um tambor onde era possível colocar seis cartuchos, este girava automaticamente após puxar-se o cão, ajustando a posição do tambor para o próximo tiro. As armas Colt eram muito utilizadas no Velho Oeste, tornando-se o tipo de arma portátil mais popular de todos os tempos

1837 Dois ingleses : C. Wheatstone e W. Cooke inventam o telégrafo,  que através de fios permitia enviar mensagens por sinais elétricos codificados

A escravidão no Brasil (1570 – 1888)

No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de
açúcar do Nordeste. A escravidão negra se intensificou entre os anos de 1700 e 1822, sobretudo pelo grande crescimento do tráfico negreiro. O comércio de escravos entre a África e o Brasil tornou-se um negócio muito lucrativo. Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia. Várias das regressões de meus pacientes foram nesta época de grande sofrimento e dor.

Evento: Lei Eusébio de Queiróz (1850)

Cedendo à pressões inglesas esta lei foi aprovada em 4 de setembro de 1850, e acabou com o tráfico negreiro intercontinental. Apesar de não ter sido a primeira a proibir o tráfico de africanos para o país, foi a primeira a surtir impacto relevante sobre a escravidão. Com sua implementação caiu a oferta de escravos, já que eles não podiam mais ser trazidos da África para o Brasil, esta lei não surtiu efeitos imediatos, foi somente a partir da década de 1870, com o aumento da fiscalização, que começou a faltar mão-de-obra escrava no Brasil. Neste momento, os cafezais começaram a ter dificuldades com a mão de obra e os grandes agricultores começaram a buscar trabalhadores assalariados, principalmente em países da Europa (Itália, Alemanha, por e exemplo) período em que aumentou muito a entrada de imigrantes deste continente no Brasil. Deste período recolhi uma das mais belos relatos do meu blog,“A História de Amanda”, uma descrição bastante detalhada de como foi a repercussão dessa lei naquela época, pela voz de uma paciente que viveu, e sofreu lá, vale a pena conhecer seu relato.

Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel.

Marco: “O grande fedor” toma conta de Londres (1858)

londres2Este acontecimento se refere a uma ocasião durante o verão de 1858, que chegou a paralisar Londres inteira. Trata-se de um fedor que emanava da superfície do Rio Tâmisa que por séculos serviu como zona para o descarte de praticamente todos os tipos de dejetos de Londres, a ainda era usado para o abastecimento de água, o que gerou inúmeras epidemias de cólera. No século XIX, ele estava poluído a ponto de ser considerado o rio mais contaminado do mundo. O fedor afetou não só as classes mais pobres como a elite londrina. Naquele momento percebeu-se que o problema apenas seria resolvido através de uma drástica reforma de toda a infraestrutura que se relacionava com o destino do lixo e dos dejetos. Joseph Bazalgette é contratado para elaborar um revolucionário sistema de esgotos (Foto), estações de bombeamento e de tratamento, que limpou o Rio Tâmisa, resolvendo o problema do fedor e do cólera. Este sistema era continuamente monitorado por um“Fiscal de esgotos”, como foi relembrado por um regredido em meu consultório.

Descoberta de ouro nas Terras Sagradas dos Sioux e Cheyenne, E.U.A. (1874)

A descoberta de ouro levou em poucos dias milhares de garimpeiros a invadirem as terras indígenas americanas. As batalhas entre garimpeiros e indígenas foram sangrentas e, para garantir a extração do ouro, o governo norte-americano resolveu expulsar os Sioux de suas terras e levá-los para as reservas. O grande chefe Touro Sentado recusou-se a ir e o exército ianque foi mobilizado para remover o grande chefe Sioux e seu povo da região. Os indígenas, depois de tantas promessas feitas e de tratados firmados e não respeitados pelos colonizadores, não acreditavam mais nas palavras do homem que chamavam de “branco”: “Fizeram-nos muitas promessas, mais do que posso me lembrar, mas eles nunca as cumpriram, menos uma: prometeram tomar a nossa terra e a tomaram” — (Nuvem Vermelha, dos sioux oglata teton). Os grupos nativos resistiram como puderam até a rendição final e o confinamento em reservas no final do século XIX. get_imgOriginalmente essas reservas eram bem extensas e permitiram a sobrevivência de grandes grupos indígenas. Entre 1875 e 1930, no entanto, essas reservas tiveram suas áreas bastante reduzidas.
O massacre dos povos indígenas nos EUA foi o mais sistemático e violento da América. Calcula-se que, no início do século XVI, os grupos indígenas que habitavam o que são os EUA somavam mais de 12 milhões de pessoas. Com o avanço da colonização, essa massa populacional foi diminuindo até ser quase extinta. Hoje, estão reduzidos a aproximadamente 3 milhões de indivíduos, divididos em cerca de 40 povos e representam menos de 1% do total nacional. Para saber mais como viviam esses povos é só ler a regressão “Índio na América salvagem”, aonde um chefe Sioux conta sua história.

 Marco: O médico Heinrich Koch, identifica o bacilo causador da tuberculose – 1882

kochNo século XVIII na Europa Ocidental, a tuberculose alcançou seu pico. Os alojamentos mal ventilados e abarrotados, o saneamento primitivo, a má nutrição e outros factores de risco conduziram à elevação. Pelo século XIX, a tuberculose foi nomeada como “o capitão de todos os homens da morte”. Sessenta anos depois de Koch descobrir o germe da tuberculose, ainda não havia um tratamento eficaz para a doença. Com a descoberta da estreptomicina, após 61 anos, houve uma revolução na medicina, e outras drogas surgiram eliminando o germe sem matar as pessoas infectadas o que fez com que o tratamento se tornasse primordialmente ambulatorial, tornando desnecessária, em sua maioria, a internação dos pacientes. Como consequência, nas décadas seguintes foram, os sanatórios foram paulatinamente sendo desativados. Em muitas das regressões que presenciei a Causa mortis foi a tuberculose, mesmo que não identificada pelo paciente. Este foi o caso de “Mariana a gananciosa”, se você quiser saber mais é só ler sua história.

A Era Vitoriana (1837 -1901)

Foi o período no qual a Rainha Vitória (Foto abaixo) reinou sobre a Inglaterra, durou 63 anos e deu início a uma prolongada etapa de progresso pacífico, conhecida como Pax Britannica. Esta fase áurea o império inglês foi sustentada pelos ganhos obtidos com a difusão do empreendimento colonial no exterior, e pelo ápice da Revolução Industrial. O puritanismo, a repressão intelectual e sexual, são as principais conseqüências do processo evolutivo vigente. A sociedade da era vitoriana era pródiga em moralismos e disciplina, com preconceitos rígidos e proibições severas. Os valores vitorianos podiam classificar-se como “puritanos”. Na época a defesa da moral, os deveres da fé e o trabalho eram considerados valores de grande importância. Para os historiadores, contudo, a Era Vitoriana representou a elevação doQueen_Victoria_by_Bassanopensamento pudico, hipócrita e estreito.

O lar passa então a ser o ambiente sagrado e incorruptível, a base moral da sociedade, onde novas idéias que ameaçassem o equilíbrio e a harmonia da família não poderiam entrar. O papel de guardiã da família é dado à mulher, ela é responsável pela tranqüilidade de seu lar, é o símbolo da moral de toda uma sociedade, cai sobre ela a responsabilidade de manter a reputação da classe a qual pertence. Foi assim que viveu a personagem de M.P nessa época, cuja estória conto no post:“Uma mulher rígida demais.

O casamento,  era outra área na qual as mulheres eram submissas e não tinham vontade própria. Era Normalmente arranjado pela família da moça, que acostumada a obedecer não relutava em casar com quem o pai ordenasse. O noivo era escolhido por diversos motivos, pela riqueza que possuía, pela posição que ocupava na sociedade ou simplesmente por acordo entre as famílias, o amor era algo supérfluo, uma boa união surgia assim pelos interesses da família, e o casamento não passava de um negócio. Depois de casada a mulher além de continuar submissa ao pai, tinha agora como senhor maior o marido, ela que já não tinha direito sobre a herança, perdia agora o direito sobre seu próprio corpo. O sexo era tabu, não se falava sobre, para as casadas este era um assunto que não podia fazer parte das conversas entre damas, bordados, bailes ou costura eram assuntos mais adequados. A religiosidade era outro aspecto no qual a dama vitoriana era impecável, ler a bíblia, decorar passagens para citar para o marido e filhos era algo essencial.

Evento: Em 28 de Dezembro de 1895 no Salão Grand Café, em Paris, os Irmãos Lumière fizeram uma apresentação pública de seu invento ao qual chamaram Cinematógrafo, marcando o nascimento do cinema (Folheto de divulgação abaixo)

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Século XX

O século sangrento

O século XX se caracterizou por profundas mudanças no modo de vida das pessoas, iniciadas ainda no século XIX. Foi um período que se notabilizou pelos inúmeros avanços tecnológicos, conquistas da civilização e reviravoltas em relação ao poder. Infelizmente também nunca se matou tanto como nos conflitos ocorridos naquela época. Em muitos países da Europa e da Ásia, o século XX também foi largamente apelidado de “Século Sangrento”. Como aspectos positivos desse século a modernidade foi assumida na plenitude,  com um estilo, valores e programas ideológicos próprios,  rompendo inteiramente com a tradição anterior, teve como seus símbolos mais expressivos o arranha-céu, o automóvel, o avião, a psicanálise, a teoria da relatividade. Nos Estados Bomba-AtomicaUnidos marcaram época as novidades e mudanças culturais como as Pin Up’s e o nascimento do cinema das grandes produções, todos estes responsáveis pelas mais profundas transformações que a humanidade conheceu nos últimos séculos.

Neste século, onde a ciência se impôs, as descobertas científicas tiveram um lugar importante. Todas essas novidades surgiram ao redor de 1900, marcando definitivamente o século com sua presença. Nesse período se configuravam diversos aspectos do mundo em que vivemos atualmente, tais como a globalização. os meios de comunicação evoluíram muito. O radio e a televisão possibilitaram a comunicação em massa. Os avanços da medicina foram os desenvolvimentos de remédios e aparelhos médicos, pesquisas de novos tratamentos, aparelhos de raio x, possibilitando o estudo do interior do organismo. A psicologia aprofundou os estudos da mente humana. Muitas vidas foram salvas depois da descoberta da Penicilina, e muitas outras foram ceifadas desde que Albert Einstein descobriu a capacidade de emitir energia pela decomposição de um átomo e a descoberta da fissão do urânio em 1938 por Otto Hahn, que viria posteriormente originar a bomba de hidrogênio (Foto acima) e a produção de energia nuclear.

O homem em seu afã por dominar a natureza, chegou ao espaço cósmico, desviou leito de rios, e  chegou a clonar um ser vivo. No entanto, muitas vezes a conta saiu mais cara que o esperado, algumas invenções não deram os resultados aguardados. Os desastres tecnológicos que caíram sobre a humanidade se manifestaram em muitos fatos onde o talento humano falhou, muitas vezes por negligência e falta de controle.

Muitos dos acontecimentos culturais que se sucederam neste século estão bem correlacionados ao desenvolvimento tecnológico. O surgimento da fita cassete, a gravação digital, o primeiro filme falado, e outros marcaram pauta no desenvolvimento da cultura. Grandes artistas que se converteram em patrimônio da história, figuras como Pablo Picasso, Andy Warhol ou Charles Chaplin deixaram seu registro na história da cultura universal.

1901 Marconi enviou a primeira mensagem transatlântica por rádio, sendo transmitida por código morse; em 1906, data-se a primeira transmissão sonora transatlântica. Os programas de rádio tornaram-se regulares na década de 1920

Evento: Em 12 de novembro de 1906 , com um aeroplano mais pesado do que o ar , o 14 Bis (Foto abaixo), o aeronauta Santos Dumont sobrevoa o Campo de Bagatelle, em Paris, e revoluciona o mundo da aviação.

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1905 –  Revolução na Rússia. Abalado pelo curso desfavorável da Guerra Russo-Japonesa, o governo do czar Nicolau II enfrenta graves manifestações de descontentamento interno: o “Domingo Sangrento” de São Petersburgo, a revolta do couraçado “Potemkin” e greves de trabalhadores fabris. Formam-se os primeiros sovietes (conselhos) de operários

Marco: O alemão Albert Einstein formula a Teoria Especial da Relatividade (E=m.c2)

1910 Início da Revolução Mexicana  Dirigido contra a longa ditadura do general Porfirio Díaz , o movimento reúne intelectuais liberais, classe média urbana, operários e grandes contingentes de camponeses, liderados no Sul pelo sem-terra Emiliano Zapata e no Norte pelo pequeno proprietário Pancho Villa.

1912 O Império Chinês torna-se República, sob a presidência de Sun Yat-sen, fundador do Kuomintang (Partido do Povo). A China inicia um processo de modernização.

  • Com a início da Primeira Guerra Mundial, encerra-se a Belle Epoque (1871-1914), período da história européia caracterizado pela ausência de guerras entre as grandes potências e pelo predomínio político de burguesia – então em fase de acentuada prosperidade e para quem a questão operária parecia estar razoavelmente controlada. A expressão Belle Epoque foi criada após a I Guerra Mundial, como resultado da comparação entre os novos tempos e o período anterior, feita pela óptica burguesa.

 

1914 – A Primeira Guerra Mundial 

Vários problemas atingiam as principais nações européias no início do século XX. O século anterior havia deixado feridas difíceis de curar. Alguns países estavam extremamente descontentes com a partilha da Ásia e da África, ocorrida no final do século XIX. A França havia perdido, no final do século XIX, a região da Alsácia-Lorena para a Alemanha, durante a Guerra Franco Prussiana. O estopim deste conflito foi o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo (Bósnia-Herzegovina). O império austro-húngaro não aceitou as medidas tomadas pela Sérvia com relação ao crime e, no dia 28 de julho de 1914, declarou guerra à Servia. A partir deste período começaram os conflitos que viriam a envolver as mais desenvolvidas nações do mundo: Grã-Bretanha, Estados Unidos, França, Sérvia e Rússia Imperial. Deste período temos o relato de um paciente, a quem chamei de A.M, que foi testemunha ocular das atrocidades que se cometeram “Na primeira Grande Guerra”.

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Em 1917 ocorreu um fato histórico de extrema importância : A entrada dos Estados Unidos no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições, com a Alemanha foi compelida a assinar o Tratado de Versalhes, assumindo toda a culpa pela guerra e todos os prejuízos decorrentes do conflito. A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada,  perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores. O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial.

Outra paciente que esteve em tratamento comigo relatou numa regressão fatos pouco antes dessa época, fatos curiosos que até então eu desconhecia, e que teriam relação com o nascimento daquilo que viríamos conhecer depois como Nazismo, e suas terríveis consequências. Ela foi vítima de “Experiências nazistas” bem antes do mundo saber o que era isto.

Evento: Adolf Hitler, fundou em 1919, um partido de extrema direita – O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, popularmente conhecido como Partido Nazista.

1917 – A Revolução Russa 

lenin_stalin_october_1A causa imediata da Revolução Russa foram os efeitos desastrosos do envolvimento russo na I Guerra Mundial. Queda do czar Nicolau II, proclamação da República e formação de um governo provisório liberal burguês, chefiado pelo príncipe Lvov. Anistia política e conseqüente retorno, para a Rússia Européia, de milhares de presos ou exilados bolcheviques – entre os quais Lenin, Trotsky e Stalin. A Revolução Russa de 1917 foi um acontecimento capital na História do Século XX. E, apesar de o mundo socialista por ela criado haver desmoronado no final do período, aquele evento exerceu uma extraordinária influência na vida de centenas de milhões de seres humanos.

 

1918– A gripe espanhola

A doença matou mais de 20 milhões de pessoas até 1922. Até hoje não se sabe ao certo onde surgiu a gripe. Os países envolvidos na Primeira Guerra Mundial não queriam noticiar o fato de que sua população estava enfraquecendo e morrendo. Somente a Espanha, que estava fora do conflito, divulgou a epidemia, e o país acabou batizando a doença.

1920 – O Tratado de Sèvres – imposto ao Império Otomano. Este é despojado de todos os territórios árabes que dominava e fica reduzido a sua porção estritamente turca.

  •  A Síria e o Líbano são colocados sob domínio francês. A Grã-Bretanha controla a Transjordânia e a Palestina (onde aumenta a imigração de judeus, gerando conflitos com a população árabe local). A Arábia constitui um Estado independente, mas os britânicos mantêm seu protetorado sobre numerosos emirados e sultanatos nos litorais do Golfo Pérsico e do Mar da Arábia. Também o Iraque, embora formalmente um reino independente, é colocado sob influência britânica.

 

Sir Alexander Fleming descobre a penicilina – 28 de Setembro de 1928

O esquecimento de Fleming, que deixou cair por acidente o fungo “Penicillium Notatum” numa cultura de bactérias, o que fez com que as estas parassem de se desenvolver, deu origem a um novo grupo de antibióticos. A importância histórica deste acidente é memorável, muito por ter sido a primeira droga eficaz contra doenças que até aquela data eram difíceis de controlar, como a Sífilis ou infecções por estafilococos.

Marco: A Grande Depressão (1929-1930) 

Foi uma grande depressão econômica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. Os efeitos da Grande Depressão foram sentidos no mundo inteiro, ela causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto de diversos países, e  na produção industrial e de outros produtos, assim como no preços de ações e em todos os medidores de atividades econômicas, em diversos países no mundo.

 

1939 – A Segunda Guerra Mundial

Tema que encontro com frequência nas regressões de meus pacientes, a Segunda Grande Guerra foi resultado do surgimento na Europa, na década de 1930, de governos totalitários com fortes objetivos militaristas e expansionistas. Na Alemanha surgiu o nazismo, liderado por Hitler e que pretendia expandir o território Alemão, desrespeitando o Tratado de Versalhes, inclusive reconquistando territórios perdidos na Primeira Guerra. Na Itália estava crescendo o Partido Fascista, liderado por Benito Mussolini, que se tornou o “Duce” da Itália, com poderes sem limites. Na Ásia, o Japão também possuía fortes desejos de expandir seus domínios para territórios vizinhos e ilhas da região.

O estopim da guerra ocorreu no ano de 1939, quando o exército alemão invadiu a Polônia. De imediato, a França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha. De acordo com a política de alianças militares existentes na época,segunda-guerra-mundial formaram-se dois grupos : Aliados (liderados por Inglaterra, URSS, França e Estados Unidos) e Eixo (Alemanha, Itália e Japão ). Nos seis anos anteriores à Segunda Guerra Mundial, iniciada em 1939, os nazistas institucionalizaram a violência, prendendo arbitrariamente e executando seus inimigos políticos: comunistas, sindicalistas e líderes esquerdistas de modo geral.

O nacional-socialismo soube manipular os instintos agressivos do ser humano e canalizou o ódio dos alemães particularmente contra os judeus, pois existia uma tradição anti-semita entre os povos nórdicos. Desse modo, os judeus serviram como bode expiatório para todos os males alemães. A partir de 1934, o anti-semitismo tornou-se uma prática do governo. Os judeus foram proibidos de trabalhar em repartições públicas, suas lojas e fábricas foram expropriadas pelo governo. Além disso, eram obrigados a usar braçadeiras com a estrela de Davi, para poderem ser facilmente discriminados. Creio que foi  essa violência que marcou até os dias de hoje as memórias daqueles que relembram, com muita dor, de terem vivido nesta época.

Evento: O Holocausto Nazista

Segundo a ideologia nazista, a Alemanha deveria superar todos os entraves que impediam a formação de uma nação composta por seres superiores. Segundo o discurso nazista, os maiores culpados por impedirem esse processo de eugenia étnica eram os ciganos e – principalmente – os judeus. Com isso, Hitler passou a perseguir e forçar o isolamento em guetos do povo judeu da Alemanha.

O extermínio em massa de judeus perpetrado ao longo de toda a guerra começou em Chelmno. Os campos de concentração criados pelo regime de Hitler eram administrados pela Schutzstaffel, a temida guarda SS – fundada em 1925 e comandada por Heinrich Himmler de 1929 a 1945. A ordem de confinar os opositores ao governo de Adolf Hitler surgiu em 1933. Apenas alguns meses após ele alcançar o poder, foi montado o campo de trabalhos forçados de Dachau, sob a jurisdição da SS. Para Dachau, eram levados homossexuais, ciganos e judeus, considerados “inimigos do Reich”. Nesta época Hitler e seus oficiais elaboraram um plano que ficou conhecido como Solução Final para a Questão Judaica. Em 1942, o campo de extermínio de Treblinka foi aberto. Os ex-moradores do gueto de Varsóvia começaram a ser transportados para ele, a 80 km da capital polonesa. O destino da maioria eram três câmaras de gás. O gueto foi esvaziado durante um ano. Assim que chegavam ao destino, as pessoas eram despidas e esperavam nuas, no inverno ou no verão, para entrar na câmara de gás. Nos barracões que serviam de alojamento a situação era deplorável. Em um ambiente úmido, frio, sujo e escuro, as pessoas ficavam esmagadas umas nas outras, em triliches ou no chão. A.O. um paciente que tratei em 2004, passou por uma regressão aonde relembrou de ser uma dessas pessoas que foi levada para morrer “Num campo nazista”.

As câmaras assassinas trabalhavam dia e noite. Elas eram sustentadas pelo motor de um tanque, de onde vinha o monóxido de carbono. Quando se abriam as portas, uma multidão de corpos era levada e jogada em fornos crematórios. OsHOLOCAUST-men prisioneiros tinham a tarefa de alimentar o fogo com o que havia sobrado de seus companheiros. Como os 15 fornos não davam conta do número de cadáveres, logo foi preciso enterrá-los em gigantescos sepulcros coletivos. O cheiro dos cadáveres empilhados em covas podia ser sentido a quilômetros de distância. Nesse mesmo ano, outros seis campos de morte foram montados na Polônia: além de Chelmno e Treblinka, havia os de Belzec, Sobibor, Maidanek e Auschwitz.

Em janeiro de 1945, os soviéticos chegaram a Auschwitz e se chocaram profundamente com o que viram. Encontraram milhares de pessoas reduzidas a pele e osso, corpos incendiados, cadáveres espalhados por todo o campo. A maioria dos prisioneiros estava tão doente e abatida que mal tinha forças para celebrar o fim de tamanho martírio. Os soldados dispuseram suas rações para alimentar imediatamente as tantas vítimas. A desnutrição era tão séria que, desacostumados a se alimentar, muitos morreram ao voltar a comer. Meyer Levin, escritor americano e correspondente de guerra, estava entre os soldados que presenciaram o inconcebível nos campos. “Jamais tínhamos visto um campo de concentração nazista. Foi como se penetrássemos no âmago de um coração totalmente depravado”, afirmou Levin. Se você quiser ouvir o relato de alguém que viveu estes momentos leia o post: “Sofrer na Segunda Guerra”.

Na Segunda Guerra Mundial, existiram mais de 5 mil campos de concentração espalhados pela Europa. Juntos, eles foram responsáveis pela morte de 6 milhões de pessoas. Estima-se que em maio de 1945 existiam de 2,7 a 3,6 milhões de sobreviventes do Holocausto.

Marco: Em 6 de agosto de 1945 uma bomba de fissão de urânio cujo codinome era “Little Boy” foi detonada sobre a cidade japonesa de Hiroshima. Três dias depois, em 9 de agosto, um tipo de bomba de fissão de plutônio, de codinome “Fat Man“, explodiu sobre a cidade de Nagasaki, no Japão, na única oportunidade em que se usou este tipo de arma numa guerra.

Evento: O fim da Segunda Grande Guerra (1945)

Este importante e triste conflito terminou somente no ano de 1945 com a rendição da Alemanha e Itália. O Japão, MRma8jm.jpg.pagespeed.ce.R-eLpX0FXTúltimo país a assinar o tratado de rendição, ainda sofreu um forte ataque dos Estados Unidos, que despejou bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagazaki. Uma ação que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição nestas cidades. Por fim os aliados entraram nos  campos de concentração alemãs resgatando milhares e judeus e outras pessoas que estavam ali segregadas somente à espera a morte (Foto)

1952 A fibra óptica foi inventada, mas torna-se comercialmente interessante apenas na década de 1970 e 1980

Evento: Os Estados Unidos invadem o Vietnã num conflito que terminou com aproximadamente um milhão de mortos (1965-1975)

1971O microprocessador, parte fundamental dos computadores, é criado pela empresa Intel 

Marco: Em 25 de Dezembro de 1990 a World Wide Web, popularmente conhecida como Internet é criada, levando a uma revolução tecnológica e social na humanidade

 

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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CONSULTAS EM MANAUS