sexta-feira, 22 set 2017
Administração

Uma família das cavernas

O relato a seguir é da primeira regressão de um paciente que me procurou com sérios problemas familiares. Viúvo da primeira esposa e com uma filha pré-adolescente, entrou num novo casamento após uma gravidez fruto de um namoro mais ou menos longo. Seus problemas familiares são resultado dos conflitos entre ele e a atual esposa com repercussões nas 02 filhas.

Logo após ter iniciado uma de suas regressões veio à sua mente uma personagem masculina, percebeu que ele estava vestido de peles rústicas caminhando perto de montanhas, e me descreveu a personagem como um homem moreno de cabelos escuros e assanhados, jovem ainda. sptfc063 Voltando ainda mais no tempo lembrou de sua infância, com mais ou menos uns dois anos. Estava junto a um casal, indo para o que seria sua “casa”, que na realidade nada mais era que uma caverna, um lugar muito primitivo, perto de um lago com matas e florestas. Ali a família se reunia em volta de uma fogueira à noite depois das caçadas para comer e descansar.

Ele e sua família viviam numa aldeia com várias pessoas, com as quais conviviam e faziam relações de trocas,  principalmente de mantimentos e com quem “conversavam” de uma forma ainda muito rudimentar, sem uma linguagem definida, todos com aparência e modos de vida parecidos com os deles.
Pela descrição que me fez acreditei que essa vivência se passou próximo ao período
neolítico, mais conhecido como “Idade da pedra”. A partir daquelas cenas iniciais meu paciente teve a impressão de ver o tempo passando e progressivamente em sua mente e viu o avançar de sua idade. Se viu ficando adolescente, adulto, até chegar à maturidade, em torno dos 50 anos; nessa época estava numa caverna escura, que acredito ser a mesma que ele passou toda a vida, perto de uma fogueira, com uma mulher que reconheceu como sua companheira, vivendo uma situação cotidiana, recebia amigos, estava a olhar uma criança, que parecia ser seu neto, a correr, sentia-se alegre naqueles momentos e,  pela emoção em sua voz pude perceber que era verdadeiramente feliz ali, mesmo vivendo sem recursos, ainda no alvorecer da civilização humana.

Avançando mais no tempo ele se percebeu novamente naquela vida, um pouco mais velho, mas dessa vez havia algo errado, ele estava se sentindo doente, passava-lhe pela mente a impressão de que iria morrer. Deitado junto à companheira ela lhe pareceu muito triste ao cuidar dele e acolhe-lo em seu colo à noite, lá na sua caverna. Estava morrendo realmente, e isso não demorou muito a acontecer, sem muito sofrimento. Após a morte seu espírito, mais consciente,  teve condições de reavaliar a vida que homem das cavernaspassou e pensou que teve uma existência completa e feliz. Sentiu saudade da vida, das caçadas, de estar com aqueles que amava e sentiu tristeza pela morte, teve vontade de voltar, mas isso era impossível, e se deixou ir.

Ao lhe  perguntar sobre o que tinha ficado de tudo aquilo, me disse que aprendeu a lição de que cada fase de vida está interconectada e que, sabendo-se fazer, é possível manter esse estado de felicidade e o companheirismo das pessoas. Além disso aprendeu também que tinha que enfrentar as ameaças e obstáculos para ter uma existência feliz. Imediatamente associou as lembranças às dificuldades e obstáculos que estava tendo no seu casamento e que estavam atrapalhando sua vida e impedindo-o de ser feliz. Após esses insights prometeu repensar seus conflitos e se foi.

 


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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