segunda-feira, 24 abr 2017
Administração

A soberba da atriz

S.B tinha 38 anos quando veio à terapia se tratar em 2005, estava depressivo, pessimista, com muita angústia e ansiedade; seus relacionamentos, eram sempre infelizes e rápidos, Até os 30 anos havia sido heterossexual e a partir daí mudou sua orientação passando a viver relacionamentos homossexuais, sempre com naturalidade, “apesar dos preconceitos” segundo ele. Mas o que realmente chamou a atenção foi que ao se referir aos seus relacionamentos disse que estava sem se relacionar com ninguém porque “…de quem gosta são inacessíveis e os outros não interessam”, denotando assim uma personalidade orgulhosa, o que comprovamos na vida da mulher que foi sua personagem vidas atrás, como conto a seguir.

“Vejo uma mulher andando num palco, sou eu, estou interpretando uma peça, tenho mais ou menos 27 anos,WEB800-Amor-de-Dom-Perlimplim-fotos-Larissa-Nowak branca, com um vestido de época azul, meus cabelos são castanho claros. As pessoas me cortejam, agradam, me sinto alegre, feliz e orgulhosa, como se fosse da nobreza, muito prepotente, como se os outros estivessem ali para me servir, me acho superior aos demais”. A cena muda de lugar: “Estou num salão de festas rindo, conversando com várias pessoas ricas, da alta sociedade, pareço ser o centro das atenções, penso que as pessoas estão ali para me agradar. Quando a festa termina subo para meu quarto, mal humorada por não encontrar ninguém à minha altura, morava sozinha com meus empregados.

Deixamos o tempo passar para que S.B assistisse o resto daquela vida, e ele continuou: “Estava agora com 40 anos, na minha casa, aquela da festa, parecia estar de mal humor, lembrava que estava madura e sozinha, por nunca considerar ninguém à sua altura, bom o suficiente. Me sentia ultrajada por ser tão importante, superior e não ter encontrado ninguém, isso me dava revolta e enchia de mágoas, culpava a vida por ter me negado alguém de valor, me revoltava contra Deus e a vida”. Falou num tom magoado.

Nessa época cansada de encontrar alguém perfeito decidiu casar com alguém de sua posição, só por comodidade. Mas as coisas não melhoraram como ela conta a seguir.

“Me senti como se fosse representar o tempo todo, isso me amargurava, já sabia que todos sabiam que eu não era feliz, tinha crises de raiva quando me sentia diminuída por alguém, culpava os outros e me descontrolava, mas mesmo assim me sentia superior e melhor que os outros”. A vida dela foi assim até os 50 anos, quando descobriu que estava com uma doença incurável e iria morrer, sem forças para reagir decidiu voltar para a casa de fazenda de onde tinha vindo. Sentia-se amargurada com tudo o que estava lhe acontecendo, não se conformava por não ter tido a vida deslumbrante que achava que merecia. Morreu depois de um ano, com os familiares, não chegou a ter filhos.

Estas foram as conclusões de seu espírito depois da morte: “De início fiquei revoltada e inconformada, depois percebi que tive a oportunidade de ser feliz e a perdi por ser arrogante e prepotente, dando valor apenas à futilidades e falsas relações sociais, sem me preocupar com valores mais nobres, só dei valor a coisas sem importância. Aprendi então que tinha que dar valor a coisas mais nobres como a vida, o trabalho, a dedicação. Não dei valor nenhum para ter nada e nunca me preocupei nem ajudei ninguém. Vou ter que passar por vidas de provação, austeridade e escassez, para aprender a dar valor a vida e as coisas mais nobres como a caridade e a honestidade”.

Depois disso as melhoras de S.B foram rápidas e ele entendeu os males de seu orgulho e arrogância na sua vida, e como poderia terminar sua vida, teve alta depois de um ano.

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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