quarta-feira, 26 jul 2017
Administração

Mariana, a gananciosa

N.V estava para fazer sua segunda regressão lá em 2009; jovem cheia de dúvidas e desencontros na vida, deixava-se perder em relacionamentos obsessivos e infelizes vivendo o tempo inteiro angustiada e infeliz. No último estava noiva de um rapaz com quem já se relacionava a 14 anos e a quem traia compulsivamente chegando a troca-lo por outro rapaz por quem se empolgou, mas se arrependeu logo depois. Dizia trair o noivo por não considera-lo forte e macho o suficiente, mas hoje ele decepcionado não a queria mais, estava sendo apenas sua amante. Precisava urgentemente se encontrar e descobrir afinal como ser feliz, aí aconteceu a sessão em que relembrou uma vida cheia de equívocos, e isso lhe ajudou a resolver os seus próprios. Veja você mesmo, pelo relato de N.V ao ser regredida pela segunda e última vez:

“Vejo uma casa simples, de pedra, pequena. Tem uma mulher nela, de mais ou menos 40 anos, com jeito de cansada. É clara de cabelos castanhos compridos e encaracolados, olhos castanhos também , presos num rabo de cavalo. Com ela estão tres meninas, a mais velha com 19/20 anos e as outras um pouco mais novas, são parecidas com a mãe. Estamos comendo e conversando, eu sou a mais nova, tenho uns 9 anos. Pensava que queira ser como a mais velha; não gosto de morar aqui porque é muito pobre, o chão é de barro…queria ter roupas melhores.

O tempo passou e estou mais velha, com 15 anos, estou na frente de casa conversando com um homem bem mais velho, de uns 45 anos, bem vestido, conheço ele e noto que ele me olha com desejo. Eu me ofereço a ele pensando que se ele me tiver eu posso melhorar de vida porque ele era muito rico, é uma oportunidade. Ele sempre vem conversar comigo quando não tem ninguém. Comecei a me envolver com ele e tínhamos relações todos os dias, sentia felicidade, gosto dele, pensava que logo iria ficar rica e sair dali. Mas teve um dia que ele não foi me pegar, fiquei triste, e quando estava voltando para casa o vi num bar, ele fingiu que não me viu e não falou comigo. Quando tentei falar com ele, se evadiu e vi que havia algo errado.

No outro dia não veio de novo, senti como se ele tivesse me abandonado, dias depois o vi e passei direto, me senti traída, abandonada. Passou muito tempo, meses, todo dia o via. Comecei a namorar outro rapaz, mas não gostava dele, namorei ele mais para esquecer o outro de quem fiquei com muita raiva. Meu namorado me tratava como uma menina e me respeitava demais. Um dia me pediu em casamento, estava com 18 nos, aceitei para não ficar só, mas pensei que minha vida ia ser igual a de minha mãe. Acabei me acostumando, mas não era feliz, na cama eu sempre inventava algo pra não ficar com ele. 

Tempos depois reencontrei aquele homem, estava com 60 anos, mas muito charmoso. Explodi de lembranças e de desejo; fizemos amor e depois me senti realizada, ele disse que iríamos continuar anos ver e eu gostei disso. Meu casamento ficou do mesmo jeito até que eu engravidei com 22 anos, sabia que era daquele senhor e achei, equivocadamente, que se lhe contasse ele iria ficar comigo, mas ele disse que o filho não era dele e que daquele dia em diante não queria mais me ver, fiquei com muita raiva e discuti com ele, mais uma vez me entreguei e ele me  abandonou. Fui para casa triste e com raiva, falei para meu marido da gravidez e ele ficou muito feliz, nesse momento comecei a me sentir culpada por não dar valor aquele homem. Tentei tirar a criança para nào ver o fruto da minha traição, mas não consegui. Fui levada a um hospital e salvaram o bebê, e eu ia ficando cada vez mais triste.

A criança nasceu, era uma menina, me senti muito feliz, pensei que com ela conseguiria superar a traição e melhorar meu sentimento para com meu marido. Isso aconteceu realmente e ficamos felizes, eu estava com aproximadamente 28 anos. Vejo minha filha agora com 6/7 anos, estou muito doente, nos pulmões, com febre. Ela cuida de mim, muita gente vem me ver, meu marido chorava muito e pedia pra mim ter força, mas fui ficando mais doente e mais fraca, eu não queria deixa-los, sentia muita tristeza, não queria deixa-los sós, mas morri ali. Minha filha e meu marido estavam chorando muito, nesta hora minha filha grita: “Mamãe!!” e meu marido fala meu nome de então: “Mariana” – Contava isso com voz angustiada – Meu corpo ficou na cama, muito magro, com expressão cansada e sofrida.1a 

Depois que meu espírito saiu daquele corpo fiquei revoltada, não me conformei, não era justo perder a vida assim, parecia um castigo, não saí de perto da minha família. Pensando sobre tudo aquilo cheguei à conclusão de que poderia ter feito mais e não fiz, por ganância de coisas materiais – Deu um suspiro e continuou – Deixei de ver que a felicidade está nas coisas simples, na manina que corria pela casa, no carinho que aquele homem tinha por mim. Queria ter a chance de ter de novo minha filha e minha família, não trairia mais, seria de um homem só e daria mais valor ao que é mais importante. Notei que naquele plano em que estava tinham outras pessoas que me aconselharam a seguir meu caminho. Pedi outra chance e saí de perto deles”.

Após essa regressão N.V/Mariana ainda retornou para mais três sessões de apoio com grandes insights e bem mais em paz e, apesar de que não lhe dei alta se foi, sem retornar mais. Uns dois anos depois a reencontrei num supermercado, com uma barriga imensa, grávida de oito meses, radiante e saudável; me disse me poucas palavras que havia refeito sua vida e reencontrado o amor num novo relacionamento sério e feliz, sem traições. E se foi, dando início a uma nova fase de sua vida.

 

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

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