sábado, 18 nov 2017
Administração

Orgulho ancestral

Este é o relato da segunda regressão de C.G, paciente de 48 anos que no fim de 2015 me procurou em uma busca que chamava de espiritual, aonde gostaria de se conhecer mais e evoluir. A história que lhe veio à memória foi cheia de sentido, e de encontro à muitas impressões que ela já havia percebido em si nesta vida,  que passaram a ter um novo significado a partir dessa rememoração. Chegou  disposta ao dia da sessão e, como sempre, com uma certa ansiedade em realizar logo a regressão para encontrar suas respostas, e elas vieram, de uma vida muita antiga, tanto quanto a história do homem na terra, quando ele ainda dava seus primeiros passos neste planeta.

Logo eu iniciou seu relato me disse que a única coisa que percebia era uma escuridão, de uma caverna funda e escura, que parecia um abrigo, era noite e do lado de fora havia uma floresta perigosa; teve a impressão de que lá haviam animais que poderiam lhe ferir. Perguntei-lhe como era sua aparência naquela época e meu deu esta descrição: “Sou homem, forte, peludo, de cabelos compridos, pretos, barbudo, tenho pés grosseiros, grandes, estou descalço. Estava por volta dos 30 anos e minhas feições são primitivas..lembram um macaco, sou meio “homem das cavernas”. Estava sozinha olhando para a larga entrada da caverna,  com meu instinto de sobrevivência aguçado, sinto medo dos animais que haviam ali, eles podem me atacar a qualquer hora. Nesse momento lhe ocorreu um pensamento: “Parece que saí do meu bando”.homem-das-cavernas1

A  partir desse insigth pedi-lhe que retrocedesse no tempo e ela me disse o que tinha ocorrido: “Houve um  desentendimento…uma briga, entre eu e alguém do meu grupo, acho que era o chefe do bando, eu não concordava com algumas regras. Nossa linguagem ainda era muito primitiva, mas nos entendíamos perfeitamente. Vivíamos em grupo e as outras pessoas eram como eu, algumas vestiam peles, outras andavam nuas, vivíamos no mato. Depois da briga preferi ir embora para não conviver com aquilo que julgava errado. Tinha mulher e filhos, deixei eles lá; me senti triste, mas bem por fazer o que julgava certo. Depois disso minha vida ficou vazia, andava o tempo todo com medo, mas não tive a humildade de me desculpar e voltar, isso foi o pior. A ignorância e o orgulho não me deixaram voltar atrás mesmo com toda a saudade, depois de um tempo o sentimento de justiça não valia mais nada, o bem estar que isso me trouxe foi consumido pela saudade — Contou com a voz pesarosa — Findei morrendo numa luta com um leão , ele me matou e depois me comeu. Meu corpo ficou aos pedaços, cheio de sangue, todo estraçalhado”.

Após esse  fim trágico C.G me deu o desfecho de sua história pelas memórias de seu espírito, já desencarnado: “Perdi a oportunidade…tive vários momentos em que poderia ter voltado atrás…como não is mudar era melhor morrer, assim eu pensava. Por causa de um ato perdi a oportunidade de me melhorar e aceitar as coisas, preferindo me isolar” — Parecendo repensar aquela vida continuou: ” A gente tem que tomar cuidado com as decisões, tem que equilibrar o racional com o emocional, ponderar, avaliar, saber que todos os atos tem consequências. Decidi que a partir dali iria ter outras oportunidades, em outras vidas, para viver em grupo, ia aprender a viver com as diferenças, encarar tudo, ser mais tolerante, compreender…para aprender a conviver”.

Ao fim de sua história C.G relacionou aquela vida a algumas situações que vive hoje: “A marca da solidão que trago hoje é como naquela época em que fiquei só. É como se os dias fossem meses e os meses como se fossem anos. Tenho em mim essa coisa de voltar-me para dentro, como se fosse minha caverna, onde me sinto protegida, aí não exercito minha convivência com o grupo”.

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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