domingo, 28 mai 2017
Administração

As armadilhas da paixão

S.R já estava em terapia a bastante tempo quando fez essa regressão em 2009, talvez por que naquele momento de sua vida se exigisse coragem e vontade de levar certas decisões à frente ela lembrou da história que vou lhes relatar, de amor, dor e das consequências que temos quando hesitamos em tomar certas decisões. Vamos a ela.

“Vejo um homem forte, sem camisa, musculoso, mais ou menos trinta anos, de cabelos castanhos, curtos e encaracolado, de calça curta até o meio da perna. Ele e outros homens estão num porto trabalhando nos barcos, suados, tem barcos de todo o tamanho, à vela, antigos; estamos perto de um mar azul, as pessoas são brutas. Aquele homem me chama à atenção, ele arruma o barco, manda os outros fazerem as tarefas.

Sou uma jovem aparentemente rica, de uns vinte anos, mediana, uso um vestido azul e chapéu, tenho a pele clara, olhos castanhos, cabelos escuros, longos, presos. Vou embarcar no navio, estou de mudança com meu pai, minha família foi destruída pelo poder, meu pai era poderoso e foi destituído pelo rei, parece que era na Inglaterra, fomos mandados embora para outro país. Depois de alguns dias no barco estou refletindo, olhando o mar, sentindo tristeza pelo que aconteceu; aquele homem que havia117461_Papel-de-Parede-Barco-a-Velas--117461_1600x1200 visto me olhava, me interessei por ele, era o capitão do navio, findei me apaixonando e nos envolvemos lá, passamos dois meses viajando.

Ao chegarmos no outro país fomos morar numa fazenda, meu amante foi embora me deixando mais triste ainda, eu estava muito apaixonada, ele se foi dizendo que iria voltar. Depois de dois anos voltou realmente, mas eu já havia me unido à outro homem; ainda gostava dele e ficamos nos encontrando, mas meu companheiro descobriu tudo e o desafiou para um duelo onde terminou  morrendo. Meu pai não aceitava o que aconteceu, nem as pessoas do lugar, eu havia adulterado…o capitão me chamou para ir com ele, mas não fui…fiquei, me sentindo triste, ninguém acreditava mais em mim. Quando estava com trinta anos  meu pai faleceu e fui só tocando a vida, minha paixão ainda aparecia de vez em quando.

Fui envelhecendo até que um dia adoeci, com tosse e dor no peito, meus empregados cuidavam de mim, terminei por morrer ali, serena, muito magra. Meu espírito sentiu muita tristeza depois da morte, podia ter vivido uma emoção, uma aventura, mas não tive forças para ir com a minha paixão, tudo mudou para pior — Falou S.R com a voz triste — Que vida cruel! As coisas parecem estar bem aí e são tiradas de você rápido demais, a vida vem e muda tudo. Senti desânimo, acho que a vida não vale muito a pena…meu espirito se tornou fraco, sem forças para lutar pelo que queria, sem poder viver melhor, me senti fracassado”.


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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