domingo, 23 abr 2017
Administração

Fama

S.R foi minha paciente que mais regressões fez, e estas nos trouxeram valiosas lições de vida, morte e aprendizado espiritual. Era fim do ano de 2004 e em sua nona regressão aprendemos como a vaidade, traduzida pela busca do reconhecimento e da fama, podem ser motivo de dor ao nosso espírito, atrasando sua evolução. Vou reconta-la aqui, como a ouvi.

“Ando num cavalo, sou uma mulher de 20 anos, magra, branca, de olhos castanhos e cabelos escuros, presos, vestida de jóquei. O cavalo é grande, bonito, castanho. Estamos num lugar onde se fazem corridas de cavalos, com arquibancadas, mas está tudo vazio; estou treinando para uma corrida. Me sinto com medo…apreensiva, como se fosse acontecer algo…acho que vai acontecer — Falou apreensiva S.R — O cavaloaecb8312809edbb0ee06729b8d6aa26c tropeçou e eu caí, é grave, sou levada a um hospital, ao centro cirúrgico. Tem algo errado — Disse logo depois — Não consigo mexer meu corpo, me dá muito medo, pois sou famosa, ganhei várias corridas. Minha cabeça e pescoço doem, penso se vou voltar a correr de cavalo, que é o que gosto”.

Depois dessa experiência dolorosa, pedi que S.R deixasse o tempo avançar e fosse até quando soubesse o resultado do acidente, ela me contou o seguinte: “Estou em uma cadeira de rodas, com 25 anos, não andei mais, estava na casa dos meus pais, sozinha, chorando e pensando no que aconteceu. Gosto da fama, de correr. Não aceito o que aconteceu, me sinto mal, com raiva, não me conformo…me dá revolta por isso ter acontecido comigo; era jovem, bonita, famosa, todos corriam atrás de mim…mas agora não vem ninguém mais, não tenho mais fama e dinheiro.

A vida foi passando, meu pai morreu, fiquei só e casa, sentindo solidão e abandono, queria morrer com meu pai…quem vai cuidar de mim e pagar minhas despesas? Ninguém vai gostar de mim…eu vegeto, não vivo. Choro muito, não tenho mais vontade de viver. Adoeço porque não quero mais comer, nem mais nada…só sinto tristeza e amargura, não aceito…não aceito. Algum tempo depois me levam ao hospital de novo, me recuso a comer e melhorar, vou ficando mais doente, até meu corpo não aguentar mais, as pessoas não se importam… sou um peso, vou morrer no hospital seis meses depois.

Continuo revoltada depois da morte, não aceito! Não aceito! quero me livrar deste corpo; encontrar meu pai para ele me dar a mão para eu correr. Eu era feliz, tinha fama, fazia o que queria. Queria voltar e começar tudo de novo, ter sucesso e fama; amo cavalgar. Fiquei desejando saber porque aconteceu isso comigo, queria entender e não conseguia”.

Somente na época da terapia aquela personagem pôde encontrar suas respostas, depois de uma longa conversa com S.R, na qual de certeza uma parte daquela personalidade fazia parte. A jovem amazona então encontrou as respostas de que tanto necessitava, sentindo a paz e a compreensão tranquilizarem seu coração.


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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CONSULTAS EM MANAUS