sábado, 18 nov 2017
Administração

A médium injustiçada

S.R era uma paciente muito orgulhosa e resistente, médica e espírita, chegou à terapia em busca de autoconhecimento, após ter descoberto que era portadora de câncer de mama em 2003 e sofrido altas doses se stress por isso. Com problemas familiares por privilegiar sua vida profissional, se ressentia e culpava por isso, mas não conseguia mudar. Essa regressão lhe ajudou muito a trabalhar suas culpas; vamos saber por quê.

Quando começou a falar, após ter entrado na regressão, S. R já demonstrava uma certa angústia: “Vejo uma forca…um monte de gente gritando…com roupas sujas, longas…homens e mulheres…vão me enforcar! Não quero ir! Sinto medo!— Gritou, pedi-lhe que me dissesse como era e ela se descreveu: “Sou uma mulher de cabelos longos, olhos e cabelos castanhos, de roupa longa, suja e mal vestida, entre 18 e 20 anos”. Disse-me também que estava numa cidade pequena de ruas estreitas, com casas de tijolos.

Voltando um pouco no tempo procurei os motivos daquele possível enforcamento ao que ela respondeu com a voz tranquila: “Estou numa casa simples, limpinha, estou limpando, tinha uns 17 anos e vivo com meus pais e irmãos; alegre, feliz, gosto de ajudar e orar, sou bonita. Ajudo as pessoas quando elas me procuram, dizem que sei ajuda-las; eu vejo o que vai acontecer com elas, tem muita gente doente que me procura”. Mas as coisas não ficaram bem muito tempo, ao avançarmos para a frente no tempo S.R começou a se angustiar novamente: “O pastor da igreja daqui diz que eu falo com o demônio, que não sou filha de Deus…as pessoas deixam de gostar de mim, dizem que sou feiticeira. Começam a perseguir a mim e à minha família, que sofre…não quero ser culpada, penso em Deus, que ele ajude meus pais”.

O sofrimento da jovem estava apenas começando, a ignorância daquele povo os impedia de ver que ela era apenas um canal, uma pessoa com grande sensibilidade espiritual e caráter bondoso, o que lhe predispunha a ser o que hoje chama-se de médium. Muito angustiada S.R continuou: “Meus pais ficam doentes, mas ninguém os recebe…não temos mais o que comer, sinto uma grande tristeza. Prenderam meus pais numa prisão, as pessoas riem de nós, me sinto muito culpada, eu só queria fazer o bem e me machucam, querem me enforcar, dizem que sou um bruxa. Todos são a favor, até os que ajudei; não estou mais com medo, mas gostaria que eles libertassem meus pais, mas ficamos três anos presos e eles morreram”.

Logo depois dessa cena S.R assistiu seu próprio enforcamento, com as pessoas rindo ao ver seu corpo pendurado na forca. Liberto seu espírito das amarras da carne,  pensou:”Será que minha família está sofrendo? Me sinto tranquila, mas acho que ajudei pouco, devia ter vivido mais; sinto pena das pessoas, uma grande tristeza por todos, não fui entendida,  me senti mal salempensando que pessoas inocentes pagaram por isso. Demonstrando estar carregado de culpa S.R continuou seu relato: “ Eu precisava me fazer entender, eu devia fazer mais para eles crerem em mim…tentando ajudar fui sacrificada e sacrifiquei aqueles que me amavam…é muito difícil viver. Acho que fui culpada das pessoas não entenderem o que queria dizer, falhei, não fui capaz…”.


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

YouTube responded to TubePress with an HTTP 410 - No longer available

CONSULTAS EM MANAUS