sábado, 19 ago 2017
Administração

Soldado de Luiz XV

S.C era um senhor arrogante e prepotente, daqueles que se impõe simplesmente ao falar. Orgulhoso, costumava sempre finalizar as discursões de maneira a não permitir apartes, mas essa postura lhe cobrou um preço e ele chegara aos setenta e poucos anos infeliz e irrealizado. Corria o ano de 2003 e suas regressões vinham cheias de lições de dor e humildade que ele demorava a entender, mas conseguia lentamente ir-se melhorando. Essa é a história de sua quarta regressão e vamos aprender dando ouvidos a um personagem importante de mais uma de suas vidas.

“Sou um soldado do Rei da França, Luiz XV, uso um uniforme verde e limpo, abotoado até o pescoço, na cabeça um chapéu de oficial com uma estrela e flor de lis do qual pende um cordão dourado, tenho um cinto cruzando o peito de couro preto que termina numa cartucheira e uma calça muito justa. Estou em torno dos 30 anos,  sou branco desoldado do rei 3 olhos azuis, de barbas e bigode. Sinto muita raiva, alguém não me obedeceu, me enfrentou, foi uma insubordinação, e eu o matei…com um tiro de garrucha…tinha que manter a moral. Tinha que impor meu comando e minha autoridade, os outros soldados presentes ficaram espantados com meu ato, acho que ninguém esperava aquilo, tinham ódio e medo de mim, mas eu senti o dever cumprido, me impus, pensei” — S.C falava denotando orgulho do que fez. Perguntei-lhe o que ocorreu depois disso.

“Fui julgado por outros oficiais pouco depois e expulso do exército, virei ladrão, assaltava os mais ricos, era só no mundo, não tinha família. Queria continuar a me impor pelo dinheiro, tinha revolta contra todos, não confiava em ninguém. No fundo queria mudar, mas não conseguia. Uns cinco anos anos depois fui preso, senti muito ódio, fui traído por alguém.O que me mantia vivo era o ódio, a sede de vingança por quem havia me traído, mas me sentia muito mal. Fui condenado…vou ser decapitado” — Falou entre revoltado e triste.

“Aconteceu…vejo o meu corpo no chão…com a cabeça separada, os olhos esbugalhados, as roupas ensanguentadas. Senti muito desejo de vingança…vou atrás daquele que me traiu, me tornei um obsessor, pensei só em me vingar, mas na realidade estava punindo apenas a mim mesmo. Ficou marcado aquele descontrole emocional que não constrói…o ódio não constrói, mas eu não conseguia me conter. Decidi que ia ter outra oportunidade de encarnar e ter um comportamento diferente, para provar que tinha mudado a mim mesmo”.

Como se vê a intolerância de S.C tinha raízes antigas, que lhe influenciavam até hoje, mas no fim da terapia ele resolveu esse problema e se tornou um pessoa bem melhor.

 

 


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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