quinta-feira, 21 set 2017
Administração

Abortado

O aborto é um tema doloroso para muitas mulheres, normalmente pela culpa que carregam por terem se submetido em alguma época a este ato. Isso é muito piorado pelos preconceitos religiosos de cada cultura, principalmente aquelas que consideram isto um crime hediondo e imperdoável. Mães e mulheres que já cultivam uma tendência a se culpar por todos os problemas de sua prole assim tem mais uma culpa para carregar. Esse post serve para mostrar a coisa por outra ótica, a do ser que foi abortado, e, apesar da dor inicial as decisões do espírito frustrado em suas aspirações, podem servir de lição e consolo à muitas mães ou para aquelas que em algum momento, por qualquer tipo de pressão recorreram à este método violento de não ter que enfrentar uma gravidez indesejada. É o relato de uma médica, L.C que estava em tratamento em 2004, em sua nona regressão. Aproveitem.

“Estou me sentindo pequenina…tem um feto…tudo escuro…parece que o feto sou eu. Parece que estou caindo…vou ficar aqui!”— Reclamou—” Não consigo ficar…vou caindo…caindo…eu não vou nascer, é um aborto” — Neste momento L.C começou a chorar— “Sinto a rejeição…dói…sinto fetomedo. Tento me agarrar, mas não tem jeito, sinto tristeza e desamparo…não estava preparada…não consigo pensar “ — Contou resignada — “Meu corpo ficou reduzido a sangue…e água”.

Depois desse doloroso relato inicial L.C se acalmou e podemos saber o que aquele espírito que não chegou a nascer pensou sobre tudo aquilo: “Queria uma chance de viver e não tive…que covardia, eu vou tentar de novo. Sinto decepção, mas sem mágoa ou raiva, sinto só pena da minha mãe. Talvez eu não merecesse, não estivesse pronto…tenho que fazer por merecer. Eu não vou me deixar abater, vou lutar e conseguir o que quero, eu vou ajudar essa pessoa que era minha mãe, ela é muito frágil”.

Assim terminamos aquela sessão, com inigualáveis tesouros de aprendizado, que divido com vocês agora, dando voz àquele que se foi sem poder reencarnar naquele momento, mas que demostrou uma grande nobreza de espírito, aprendendo também suas lições.


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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