sábado, 19 ago 2017
Administração

Conspiração em Pompéia

M.B sofria de transtorno de ansiedade e síndrome do pânico, fez tratamento comigo em 2005, parando logo depois da segunda regressão, mas tempo o suficiente para me deixar essa bela história, que se iniciou com seu inconsciente nos indicando onde e como se desenrolou. Percebam que as primeiras imagens que lhe apareceram vieram cheias de significado.

 Vesuvio-o-Super-Vulcao“Era a época da Grécia antiga…vejo o Vesúvio ao longe soltando fumaça; no chão, jogada, a cabeça de uma estátua com uma venda escura e uma coroa de louros. A estátua está cheia de cinzas. A cena muda e eu estou à procura de alguém, pareço um oficial de alta patente num espaço com um jardim interno, grande, muito bonito, com passarelas, pinheiros, muitas flores e água corrente, rodeado de colunas e vãos de estilo clássico. As pessoas são brancas, de cabelos escuros, usam túnicas brancas que vão até o joelho com detalhes quadriculados, tem louros na cabeça, com sandálias amarradas até o joelho.  Tem crianças e jovens passeando e brincando”.

Nota: Apesar do cliente ter citado a Grécia, o lugar descrito corresponde à antiga cidade romana de Pompéia, no que hoje é a Itália, pela proximidade do vulcão Vesúvio e inclusive no que podemos ter de achados arqueológicos e reconstituições digitais de residências dali daquela época, como na figura abaixo, tão bem descritas na regressão.1_pompeia_peristilo Como sabemos a influência grega na cultura romana naquela época era muito intensa, o que pode ter levado meu cliente aquela confusão a respeito dos lugares. Já a imagem inicial que seu inconsciente nos dá mostra  aproximadamente a época em que os fatos ocorreram: às vésperas da histórica erupção do Vesúvio em 79 D.C.

“Fico admirando a beleza daquele lugar,tudo ali aparentava riqueza e opulência; sou jovem também, em torno de 25 anos, forte e magro, como aquelas pessoas, uso uma túnica com um laço na cintura e uma coroa de louros, tenho olhos e cabelos escuros. Perto de uma tenda com uma mesa cheia de frutas encontro quem eu procurava, fui receber uma missão, de dois senhores que estavam tramando algo e confiavam em mim, eu tinha que matar alguém, um “figurão” tipo governador ou rei. Enquanto conversávamos um  deles pega uma flecha que melou em algo e me entrega para usa-la, mas findo deixando-a lá mesmo.

Tudo sai como planejado, encurralamos a pessoa que eu tinha sido encarregado de matar, noutro lugar daquele mesmo jardim, ele tem uns 50 anos, branco de barba curta, loiro. Mandei meus soldados o eliminarem e quando chego ele ainda está lutando contra cinco ou seis soldados que estavam comigo, estou de elmo e capa vermelha. Chego pouco depois que o encurralaram, fico com raiva de ver que eles ainda não tinham terminado o que tinham que fazer, ele está assustado, o chamo então para lutar comigo. Lutamos com espadas, como sou bem mais forte e guerra-do-peloponeso-8habilidoso que ele e a luta pareceu mais uma brincadeira pra mim,  no fim o mato, e ele fica me perguntando porquê? Com muito  medo e desespero de morrer. Eu ainda estou com raiva.

Naquele local, enquanto matávamos aquele homem, havia também uma jovem, uma princesa, era filha dele, ela chorava enquanto via o pai sendo morto. Eu a peguei e levei para aqueles homens, ainda sentindo raiva de ter de terminar o serviço. Quando chegamos ela está transtornada de raiva, derrubando as coisas, estão lá um daqueles senhores que me contratou e um homem que tem o rosto coberto por um pano, que só observa sem falar nada, aquele senhor pega a flecha que havia ficado em cima de uma mesa e, sem que ninguém esperasse,  a enfia nela; que caiu no chão morrendo, eu fico ali, abismado com o que estava acontecendo, não entendi o porque dele fazer aquilo, segurei a flecha e olhando para ele com raiva perguntei o que era aquilo, o que ele fez? Eles não respondem, e enquanto ela está morrendo ali tento ajuda-la, mas já é tarde…num ímpeto tiro a flecha dela e a enfio na garganta dele empurrando-o , ele morre também. O outro homem, o de pano na cabeça, faz uma saudação tipo árabe e vai embora. Chorei, vendo aquela moça morrer, senti que gostava dela.

Lembrei que eu a cortejava, enquanto passeávamos pelo jardim, ela tinha uns 16 anos, e seu pai gostava disso, mas aquele homem que eu matei estava interessado nela também, e a raptou. Fui encarregado pela pai dela de resgata-la e o fiz.

Mas aquele homem que matei era muito importante, e vou ser penalizado, vão me matar pelo que fiz. Me colocaram quase nu, só com um calção, amarrado num poste com os braços para trás, tem outros postes com homens amarrados também…uns cinco, num lugar alto. Sinto agonia…medo, parece que não tinha mais escapatória, baixo a cabeça e choro. Pouco depois chegam soldados, com bestas. Naquele momento me vem uma coragem e levanto a cabeça, respiro fundo e espero…acontece algo interessante nessa hora, vejo passando por trás deles, flanando, aquela mulher, sorrindo e olhando para mim. Estava ali em espírito, com um vestido de renda. Fico olhando para ela enquanto aqueles soldados atiram suas flechas, mas eu não as sinto, perdi o medo… ela veio me buscar, me sinto feliz! Meu corpo ficou ali, amarrado, de cabeça baixa, cravado de flechas, ensanguentado. Depois de ver meu corpo morto, pego a mão dela e saio dali caminhando, alegre e feliz, mas arrependido de ter matado aquele homem”.

 


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

YouTube responded to TubePress with an HTTP 410 - No longer available

CONSULTAS EM MANAUS