quinta-feira, 21 set 2017
Administração

O cafetão infeliz

Esta regressão de S.R, em 2005, teve aspectos diferentes que valem a pena ser mostrados. Descobrirmos, por exemplo, de que ser homem ou mulher é mais uma escolha e um meio de aprendizado do que uma característica de personalidade de nosso espírito, no caso, S.R, era mulher de meia idade, heterossexual; vimos também  que saber viver em determinado sexo só nos serve para crescermos e evoluirmos, se assim o desejarmos.

“Eu maltratei pessoas… mulheres jovens, para mostrar a elas o que o poder pode fazer, e também é uma desforra. Quando tinha trinta anos casei com uma jovem de quinze a quem muito amava, mas pouco depois a encontrei na cama com outro, isto me feriu muito, me senti traído, dei-lhe uns tapas e descobri que ela já me traia antes e não gostava de mim, além de tudo, para minha maior vergonha, ela me abandonou e foi ser prostituta. Saí da cidade onde morávamos e fui morar numa cidade pequena, com casas de tijolos, com muitas pessoas sujas. Lá havia um mercado onde todos bebiam, riam, compravam e vendiam animais, cargas e escravos. Tinham muitas prostitutas também pelas ruas, se oferecendo rindo e levantando a saia, usavam vestidos longos, velhos.

Eu sou magro, alto e bem vestido, branco de cabelos pretos e olhos castanhos, uso uma calça, um colete e estou de chapéu, estou chegando nos quarenta anos. Sou comerciante, compro mulheres e as ponho para trabalhar como prostitutas à noite, ganhava dinheiro assim, mas as tratava mal, eram como escravas. Mas sentia muito infeliz, com nojo e raiva dessas mulheres que se vendiam. Não conseguia esquecer minha mulher…não a entendia…a mágoa e a tristeza eram constantes. Nunca consegui amar ninguém. passei a vida toda amargurado.putas

Quando contava uns 50 anos estava acabado, parecia ter cem anos, bebia muito, uma daquelas mulheres que eu explorava por prazer se aproveitou de um momento onde me distraí e me apunhalou, elas me odiavam como eu as odiava também. Fiquei ali, jogado no chão, todo ensanguentado, acabado, com expressão de tristeza . Meu espírito amargurado só queria descansar daquela vida inútil, pensei que não valia a pena viver. Cheguei à conclusão que não precisamos amar ninguém e que não vale a pena nem ser bom nem odiar…pesou a decepção comigo mesmo e com a mulher que amei. Tentei mostrar o tempo todo que aquelas mulheres não valiam nada, mas não conseguia esquecer minha mulher…só ficou o arrependimento da vida que levei. Na próxima vida quero vir mulher para ter alguém e amar”.

 


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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CONSULTAS EM MANAUS