quarta-feira, 22 nov 2017
Administração

Defendendo a França

Francisco começou o tratamento com a Terapia de Vidas Passadas no fim de 2008, e foi mais um que após a primeira regressão abandonou a terapia, possivelmente com dificuldades de lidar com seus conteúdos internos, complexos e recalques, que resultavam em síndrome do pânico, mas nos deixou uma história muito interessante de uma personagem que viveu as Guerras Napoleônicas, nesse papel e após sua morte, aprendeu lições valiosas que divido com vocês.

“Tenho a impressão que estou numa cidade antiga, tem uma praça, árvores e casas de portas cerradas, é noite. Sou um homem de uns 30 anos de fartos cabelos castanhos e olhos verdes, com a pele amorenada. Uso uma blusa fofa e um lenço branco na mão esquerda, tenho  uma espada tipo de espadachim e na cabeça um chapéu ornado. Parece a França. Estou pensando na rainha Josephine e no rei Napoleão, sou  servo deles, de família nobre de seis irmãos, morava num castelo com muitas outras pessoas numa vida de opulência gozando a vida, com muitos bailes e festas, mas sem foco ou objetivos, era nobre por herança. Nada tinha muita significação, ninguém dava importância ou se dedicava a nada, tudo era muito fácil, faltava-nos ambições, tudo estava à mão”.

Após essa cena inicial pedi a Francisco que deixasse o tempo avançar para que soubéssemos o que mais ocorrera na vida de sua personagem. Ele contou o seguinte:
“Fui para o cais perto do rio, no fim da rua onde estava, vejo navios ancorados lá. Houve uma batalha e está tudo destruído. Ao longe vejo navios bombardeando a cidade, estou cumprindo meu dever de defender a cidade, vou reunir homens, não dá tempo de sentir nada. Mas sou ferido na cabeça por estilhaços, me carregam numa maca para fora do porto praticamente desacordado, tem muita gente ferida, sem pernas, quero voltar…tenho que trafalgardefender a cidade, acho que agora estou na Espanha”

Nesse momento fiquei na dúvida de onde teriam se passado estes acontecimentos, tanto por ele ter dito que estava na França e depois na Espanha, como pelo seu nome latino, mas pesquisando descobri que França e Espanha eram aliados nesta época contra a Inglaterra, que tentaram invadir, sem sucesso.

“Fiquei dois dias recebendo tratamento, tinha pouca gente atendendo, saí de lá com muletas. encontrei a cidade arrasada…voltei para o cais, sangrando ainda, mas resistindo, mandando os homens continuar atirando: atirar…atirar…atirar…Ficamos lá uns três dias e nossos inimigos desembarcaram, nos surpreenderam por terra e começou o combate, me chamam D. Luiz, mas na luta alguém me transpassou o coração com a espada, caí no chão com o peito ensanguentado… morri ali, lutando.

Depois da morte houve um desprendimento, como uma despedida, meu espírito agradecendo o tempo que ficou no corpo, sem ódio, não era mau, tinha bons sentimentos, mas se pudesse voltaria para a batalha”.


1 Comentário

  1. Interessante experiência. Fiz uma vez regressão que me transportou igualmente à França napoleônica, só que a outras paragens: certamente a uma vida na Alsácia desde a infância, uma série de batalhas como husardo do 5eme Regiment d´Husards, à batalha de Borodino e, ao que me parece, a Grande Retirada de La Grand Armée. Tinha, desde a minha infância nesta vida, forte apego pelas coisas da França, batalhas napoleônicas e muitos dèja vu, mesmo sem saber ainda sobre geografia ou história; sonhos recorrentes que se revelaram memórias verdadeiras durante a regressão e fiz apenas uma sessão sob forte emoção. Contudo, consciente do que fiz e sem traumas. Não acho que tenha morrido em batalha. Não tive oportunidade de prosseguir, por absoluta falta de tempo útil e agenda na ocasião. Mas os registros foram feitos pelo método do relaxamento. Gostaria de fazê-lo sob hipnose, pois tenho a certeza de que seria bastante mais revelador. Estive na França nos anos 90, ainda sem saber de onde seria minha origem naquela vida e muito me identifiquei com uma região, depois uma determinada casa e por aí vai. Mas estava de carro e não tinha como me deter ali. As coisas foram sempre muito lógicas e coerentes para serem ignoradas, em todas essas experiências. Tive ainda comunicações mediúnicas de terceiros de origens diversas e sempre de surpresa, sobre pessoas e fatos desse passado. É algo simplesmente fascinante. Obrigado pelo espaço.

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

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