sábado, 19 ago 2017
Administração

Experiências nazistas

O que me interessou no relato de A., jovem psicóloga, paciente da terapia a mais ou menos um ano, foi que sua regressão misturou história, ciência, medicina e misticismo, que resultaram em problemas na atualidade, inclusive físicos, como  vou lhes contar ao final. Outra coisa muito chocante nessa regressão foi saber até que nível de crueldade o homem pode chegar sob quaisquer justificativas, no caso aqui do Nazismo que assolou o mundo o início do século XX.

No início de sua regressão A. localizou sua personagem inicialmente num laboratório subterrâneo, num local disfarçado como fazenda campestre, neste lugar tenebroso estavam vários corpos humanos, alguns congelados, e mais outros  vivos, verdadeiras “cobaias humanas”; para serem usados em testes ‘científicos’ que chegavam ao ponto de implantar pedaços de corpos em outros , criando verdadeiras aberrações. O lugar era comandado por um grupo de cientistas frios e desumanos que, ela sentiu, se divertiam com as perversidades que cometiam. Pelo que veio à sua consciência ela soube que faziam parte de uma organização secreta nazista ligada ao governo de um país que identificou como a Áustria, mas com total independência deste, apenas lhe prestando serviços. Também eram muito inteligentes e esnobes, ligados ao ocultismo: “Eles fazem magias e experiências’’, falou. Quando lhe perguntei em que época ela estava ela me disse que foi mais ou menos uma década antes da Primeira Grande Guerra. Ela me relatou que antes de tomarem o poder os nazistas se infiltraram em todos os espaços de influência como universidades e organizações políticas, eliminando quem lhes atrapalhava.

A. se percebeu como uma das cobaias daquelas experiências, suas costas foram tatuadas  com símbolos por aqueles homens e, ao lhe perguntar o que significavam, ela disse que eram “maldições” e tinham a ver com as experiências que estavam fazendo no seu corpo. Gritava, mas depois ficou imobilizadacobaia nazista numa maca como um vegetal; drogada; colocaram perto dela um aparelho que repetia incessantemente “Como mantras, comandos muito agressivos”, que diziam  ela não deveria reagir, “Você é submissa”, “Ceda à nossa vontade” os comando eram dados entre sortilégios e maldições para seu corpo e sua alma. Falavam que ela e as outras “cobaias” presas lá haviam manchado a ciência — ”Diziam que éramos cientistas fracassados” – Na tentativa, segundo ela, de suplantar sua vontade e torna-la um ser passível de atender todo tipo de ordens, numa verdadeira tortura psicológica.

Ainda segundo ela aqueles cientistas queriam, na realidade, que suas cobaias obedecessem cegamente às ordens que lhes dessem, como por exemplo sequestrar líderes do governo oposto ou ser uma voz deles nos seus postos; muitos morreram para que esses testes continuassem. Pedi-lhe que voltasse no tempo para relembrar de seu passado naquela vida e entendermos como ela havia chegado ali. Ela me contou que era uma jovem e  promissora cientista, distante da família, dedicada às suas pesquisas, que foi cooptada por um cientista famoso para integrar uma equipe de estudos secretos sobre o cérebro e a vontade, mas descobrira depois de algum tempo que tudo não passara de uma armadilha na qual ficou presa e na qual por fim se tornou vítima também. Passou muito tempo sofrendo nas mãos deles, até que recebeu a aplicação de uma droga que lhe paralisou, findou morrendo, mas lentamente, pois eles “Tiravam pedaços de meu corpo, até que uma hora não suportei a dor e morri” – Não sem antes as experiências destruírem toda a sua dignidade, senso de valor, patriotismo e vontade..

Vale relembrar dos fatos que levaram à Primeira Grande Guerra e suas circunstâncias para entendermos quanto o mal pode evoluir se não nos precavermos à ele. O período em que ocorreram os fatos com A. ficou conhecido como “Belle Époque”, que se situou na virada do século XlX para o XX e tornou a primeira década deste uma era uma época de otimismo e sensação se progresso e paz que pareciam duradouras, ninguém pensava em guerras ou revoluções. Toda a violência que veio depois parecia impossível no alvorecer do que parecia ser o século da razão. As tensões regionais europeias não pareciam suficientes para deflagrar um conflito maior e os governantes estavam convencidos de que a combinação de fatores construídos pela civilização até ali impediriam qualquer país de se aventurar numa guerra. Mas estavam errados, a corrida armamentista, a rivalidade econômica e comercial, o imperialismo e a disputa por colônias, o nacionalismo e a Nazismo.jpg.pagespeed.ce.14_ZoJcf9Vvalorização dos códigos de honra militares dividiam a Europa em campos opostos e destruíram o que foi um dos períodos mais pacíficos e prósperos do velho continente jogando-o no verão de 1914 no maior conflito que o mundo conhecera até então.

No fim o consenso dos historiadores atuais é de que o conflito foi resultado de falhas generalizadas de políticos e diplomatas, e nenhuma nação o planejara deliberadamente; essa é a ideia de quem nunca imaginou que poderiam haver outros interesses e organizações agindo nos bastidores dos governos e fomentando o que se transformou depois num dos maiores morticínios da humanidade; organizações como a que vitimaram A.

Outra coisa que é de amplo conhecimento público foi que os nazistas na época da segunda grande guerra fizeram experimentos médicos e psicológicos dos mais variados e associavam estudos médicos ao ocultismo e a estudos esotéricos, sendo o Dr. Joseph Mengele o encarregado pelos nazistas dos programas de controle da  cuja base era a criação de personalidades diferentes ou partes da personalidade chamados de “alter-egos”, que podem administrar o corpo em momentos diferentes. “Paredes” de amnésia que são construídas por traumas e formam um escudo protetor de sigilo que protegem os abusadores de serem descobertos, e impedem que as personalidades que administram o corpo por muito tempo se conheçam. 

A grande preocupação era manter sigilo das agência de inteligência ou dos grupos ocultistas que estavam controlando o escravo. Cada trauma e tortura servia a um propósito e entre os documentados estava o abuso espiritual para fazer a vítima se sentir possuída, perseguida e controlada internamente por espíritos ou demônios, bem como a profanação de crenças judaico-cristãs e formas de culto; dedicação a Satanás ou outras divindades. O que não era do conhecimento das pessoas é que esses estudos monstruosos se iniciaram tão cedo, bem antes do que era de conhecimento público e já se encontravam na gênese da primeira guerra.

 A. ainda regredida,depois de todo aquele sofrimento, me contou seu destino, que foi o seguinte: Após de algum tempo se viu num plano extra-físico, no que parecia ser uma enfermaria de tratamento, para reconstituição de seu corpo espiritual. Lá, segundo ela, os médicos e enfermeiros lhe faziam fisioterapia e ensinavam a usar e mover novamente seu corpo, dizendo que sua mente pode mover e cicatrizar seu novo corpo; “Meu corpo, aos pedaços, está sendo reconstruído ”. Enquanto passava por esse tratamento sentia-se tonta, pois os cientistas haviam mexido em seu cérebro impregnando-o de substâncias tóxicas, e um metal azul com chumbo, tão forte foi essa impregnação que isso ainda repercutia em seu corpo espiritual. No momento em que me fazia esse relato veio à sua mente a palavra “giro do cíngulo” e “sistema límbico”. Foi, ato contínuo, me dizendo que o objetivo daqueles cientistas com isso era “anestesiar” seu córtex e faze-la perder sua vontade, deixando suas emoções desconectadas dos estímulos internos, funcionando apenas na dependência de estímulos externos.

O que impressiona na história daquele começo de século, que deu origem às Duas maiores guerras humanas que se tem notíciahitler.jpg.pagespeed.ce.syurS01W8W é como foi possível a apenas um homem, Adolf Hitler, que nem era alemão, nem culto, de formação tosca e rude; fazer-se líder de uma nação moderna e culta, para torna-la e à seu povo, um instrumento de destruição em massa. Vendo o caso de minha cliente podemos ter a noção de que talvez o próprio Hitler fosse também uma peça, de uma engrenagem maior e genocida, de uma máquina maior chamada Nazismo, que com a justificativa de melhorar a raça humana quase a levou ao extermínio e abalou as bases de sua civilização.

Ao final de seu relato  fiquei muito curioso, como meu forte nunca foi neurologia, muito pelo contrário, tinha uma dificuldade muito grande para entender o funcionamento do sistema nervoso, fui então fui pesquisar sobre isso e sobre programas de controle da mente, foi assim que encontrei coisas interessantes. Sobre o giro do cíngulo descobri estudos com neuroimagens feitos por Mohamad Bazzi, médico brasileiro que estuda hipnose há duas décadas, esses estudos mostram que existe no giro do cíngulo anterior direito uma área responsável por levar informações dos sentidos até a nossa parte racional, a sugestão hipnótica em um indivíduo faz chegar a essa região intermediária, que é quem vai decidir para onde vai a atenção, e é “como se inoculasse um pensamento na cabeça da pessoa” segundo ele.

Confirmei assim algumas das informações da regressão, e pude relacionar alguns dos problemas de A., por exemplo uma patologia da qual hoje ela é portadora chamada de fibromialgia. Dessa maneira podemos ter uma pequena noção do que aquelas pobres almas passaram. Que fique em cada um de nós as lições imorredouras que aprendemos aqui, de dor e amor, e principalmente da misericórdia divina que não nos abandona jamais, permitindo a recomposição e transformação de nosso espírito para que possa suportar novas provas e se superar sempre e de vigilância para que novas desgraças como o nazismo não voltem a ocorrer.


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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CONSULTAS EM MANAUS