domingo, 28 mai 2017
Administração

A minha paz vos dou

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.”
João 14:27

Além de qualquer preceito das ciências ou da psicologia, das elucubrações dos doutores e sábios, uma das coisas que todos os meus pacientes mais gostariam de ter seria só uma, a paz. De forma mais ou menos percebida, sua perda implica em se cair num poço de intranquilidade e tormentas, que podemos chamar de infelicidade. Por esse motivo talvez muitos pensem que a felicidade neste mundo seria obter-se tão somente isso, a paz de espírito. Isso afeta a todos e, em busca de outros tipos de paz, muitos se perdem, caindo muitas vezes numa armadilha que lhes tira mais ainda o pouco sossego que tem. Quem nunca pensou em ter mais dinheiro, ou um companheiro, ou ainda tempo, para viver a paz à sua maneira? A procura por ela pode ser através do sucesso profissional e financeiro,  o sossego familiar ou até saciar os impulsos e pulsões, desejando-se a paz dos sentidos. Esse anseio pode assumir também outros nomes como: segurança, tranquilidade e sossego, mas no fim o que todos buscamos é sempre ela, a paz; a quietude de nossas ansiedades e angústias, a plenitude de nosso espírito, mas o caminho pode ser enganoso e exige sabedoria para segui-lo.

Esta sabedoria vem com a descoberta de nossos próprios valores e daquilo que é mais importante para nós, importante para sermos felizes e realizados, diga-se de passagem, pois pelo contrário, se dermos importância maior à coisas que irão nos deixar mais ansiosos e intranquilos nos perderemos a pouca paz que ainda tivermos, indo numa busca frenética por coisas que não irão nos preencher interiormente.

Por várias vezes Jesus falou que veio ajudar quem mais necessitava de consolo: os pobres, os desvalidos e abandonados pela sociedade, os marginais, as prostitutas, os inválidos de todas as formas, gente que mataria por um pedaço de pão ou para melhorar de vida. Soaria até estranho ele oferecer algo tão imaterial como a paz para esse tipo de gente, valeria talvez mais a pena, e teria mais repercussão, ele falar de matar a fome, ter mais conforto, ou como gostariam alguns naquela época, fazer uma revolução. Por isso ele deixou claro : “…não vo-la dou (a paz) como o mundo a dá ”. O que Jesus procurava nos ensinar com isso era que a paz duradoura é a da quietude do espírito, não a intranquilidade do mundo.

A intranquilidade começa no embate entre o que deseja a mente e as necessidades de nossa alma, a insatisfação de nosso espírito como isso vai se tornar manifesta, da pior forma possível, afetando nossas mentes e nossos sentimentos, nos enchendo de angústia e insatisfação e de uma sensação de tempo perdido, sem saber necessariamente em quê, nos distanciando daquele estado de paz em que poderíamos estar. A entrega à vontade do ser interior que habita no inconsciente de todos é a melhor bússola que temos e tem que ser forte o suficiente para penetrar cada parte de nosso ser e se fazer presente a cada ato de nossa vida, e esta tem que ser como uma prece e uma comunhão com o todo. Não parece muito fácil, mas deve ser pelo menos um objetivo e só de você penetrar neste caminho a paz já começará a se fazer presente em sua vida, pois estará no caminho correto.

A paz real é muito mais simples de ser obtida do que se pode  pensar, mas isso nãoJesus paz quer dizer que seja fácil, a saída está dentro de si mesmo, no encontro de nossa vontade  com nossas necessidades  mais profundas e que não tem a ver com  os desejos do mundo ou as ilusões da matéria, esses necessidades são aquelas que quando não são saciadas nos deixam com uma fome de vida e de paz que nada aplaca. É preciso nos despir primeiro de nossos falsos valores e preconceitos, deixar nossa vaidade e orgulho de lado e nos prepararmos para enfrentar dificuldades materiais e emocionais desse tipo de escolha, desde a incompreensão das pessoas até a incompreensão de nossos familiares e amigos dos tempos de fartura e mundanismo. Esse é o preço da paz, que talvez por isso amedronte a tantos, que relutarão em seguir em frente, novamente aí lembremos-nos das palavras do mestre: “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”, pois o prêmio vale qualquer sacrifício, principalmente o de nosso tolo e vazio orgulho.

Temos que valorizar esses ensinamentos, pois nos foram dadas por quem abriu mão de sua própria paz, segurança e tranquilidade para da-la a nós, como lições inesquecíveis a atravessar os séculos.

 


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

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