domingo, 23 abr 2017
Administração

A Pin Up

Existiu a começo do século XX uma classe de artistas na América que marcou várias gerações tendo sua influência alcançado até os dias atuais, eram as Pin Ups; mulheres voluptuosas que despertavam o desejo e as fantasias masculinas nos cabarés onde trabalhavam e nas ruas e lugares onde passavam. Cabelo vintage, pele alva, batom vermelho e uma atitude ao mesmo tempo provocante e ingênua eram a marca registrada dessas aspirantes à fama.

pin upUma nova paciente, V.C, artista, em sua primeira regressão se viu numa personagem assim e relatou em primeira pessoa o que para a grande maioria é apenas uma referência na cultura pop de um século que já passou. Vamos ao seu relato:

“Vejo uma praia, com muito vento, às margens de uma cidade, com um trapiche de madeira, passa um jovem loiro de cabelos bem curtos que passeia com seu cachorro, noto que é um soldado à paisana, estamos nos Estados Unidos e pelas roupas do soldado acho que é a década de 20, eu estou me arrumando numa esteira para aproveitar o dia. Sou uma jovem também, visto um biquíni antigo, largo, estampado, tenho a pele muito branca e cabelos negros, olhos bem azuis, tipo uma Pin Up, uso um lenço claro na cabeça e óculos escuros, sou bonita, bem feita de corpo, com seios grandes.

Tenho 35 anos, mas digo que tenho 27, só penso em ser famosa e artista de palco, já trabalho num cabaré que vive cheio de soldados, me sinto muito bem lá, sou uma estrela, me acho intocável e todos me desejam. Tem outras meninas que trabalham lá que riem de mim, mas não ligo; estou conseguindo o que que queria. O começo de minha carreira foi difícil, vim de trem do interior só com uma mala, aos 23 anos, usava uma roupa feia e era loura naquela época e só pensava em arranjar um emprego para mandar dinheiro para meus pais. Findei arranjando um num camarim do cabaré.

Aos 25 anos conheci um homem lindo, importante, trabalhava no ramo de petróleo, que começou a me cortejar, me levava para passear em seu carro conversível e começamos a namorar, mas tinha um problema, ele queria compromisso, e que eu largasse o cabaré, fiquei com muita dúvida, adorava trabalhar lá e ser cortejada por vários homens. Ele cansou de esperar minha decisão e viajou, pensei que se ele gostasse de mim de verdade deixaria eu ficar trabalhando lá, mas ele se foi…fiquei muito estressada, choro e me sinto arrependida de não ter ido com ele. Descobri depois que ele casou quando notou que eu havia decidido pelo cabaré, acabei por casar também algum tempo depois , mas nos encontramos após alguns anos e nos tornamos amantes até quando ele morreu aos 70 anos.

Envelheci só, rica, morando numa mansão com vários empregados e um cachorro, acho que nunca tive filhos, tinha muita saudade da praia e de ver as ondas… ainda sentia arrependimento pela minha decisão. Passei o resto dos meus dias ali, naquela casa, de luto pela morte daquele que amei. contava com uns 100 anos quando morri, estava na minha cama, de camisola, encolhida; era já uma anciã de cabelos brancos, mas ainda usava a aliança de viúva.Vi tudo depois da morte, o velório, o caixão, o padre, as pessoas chorando…quando a areia começou a cair em cima do caixão senti um conforto muito grande. Vou para um campo e lá reencontro ele, está de novo como era na juventude, sinto muita felicidade de ve-lo de novo e penso que não se pode desperdiçar o amor, pois podemos nos frustrar; existem vários “amores” e posso amar de várias formas, só preciso identificar quando sentir em alguém o amor verdadeiro para que eu me doe”.

 


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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CONSULTAS EM MANAUS