quinta-feira, 21 set 2017
Administração

Os tesouros da terra

Uma das coisas mais inteligentes que Jesus, o Cristo, disse em sua curta passagem pela Terra, foi: “Não junteis tesouros na terra, onde a ferrugem e a traça os consomem, e os ladrões os desenterram e roubam, mas acumulai para vós tesouros no Céu, onde não os consomem a ferrugem nem a traça. e onde os ladrões não os desenterram nem roubam, porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Matheus,6:19 a 21)

Quando ele falou de tesouros quis dizer de valores, de coisas que tem importância capital para o homem, tanto faz de que tipo, depende de quem os deseja. Podem ser desde coisas materiais e bens até pessoas, conquistas sociais e profissionais, a família e muitos outros, mas na maior parte do tempo esquecemos de que, como Jesus ensinou, os maiores tesouros são os imperecíveis, mas quais seriam estes?

Se pensarmos bem a respeito do que tem importância real na vida veremos que o que nos faz sentir bem e realizados são aquelas coisas que satisfazem nosso espírito, principalmente as duráveis, visto que uma alegria passageira ou um prazer fugaz podem nos fazer sentir bem e até felizes, mas durante muito pouco tempo.

tesourosJesus, apesar de sua pouca idade, era muito sábio. Ele nos fala de fazer um tesouro “nos céus”, no que podemos interpretar como um lugar de aspirações elevadas e onde a matéria não tem importância e isso é bem lógico, visto que toda a matéria um dia vai deixar de existir. Que tipo de tesouro desejamos? O que podemos fazer para obter a satisfação interna e emocional que nos faça sentir bem, seguros e completos a longo prazo? Pode ser que ao encontrarmos essas respostas notemos que não precisamos de coisas de alto valor para nos satisfazer se podemos obter o mesmo resultado das pequenas coisas da vida.

O maior tesouro para quem tem fome é a comida, para quem tem sede é a água, para os desesperados, a paz, para os assoberbados, o  tempo, para os doentes, a saúde. Enfim percebe-se que tesouro é aquela urgência da hora, aquilo pelo que necessitamos com premência, o resto é supérfluo ou apenas fruto de ilusões oriundas de nossas fraquezas.

Para exemplificar; perguntei a uma amiga que em determinada época estava dividida entre decisões difíceis na vida, o que ela preferia: ser rica ou ser feliz?, ao que ela me respondeu, após pouca relutância, ser rica; com isso notei que todos os seus valores estavam associados às coisas mundanas e iria ter muitas dificuldades para conseguir ser feliz, justamente porque optara pela riqueza, que considerava seu maior tesouro e esta só pode comprar as coisas do mundo, justamente aquelas que não resistem à ação do tempo. Da minha amiga sei  ela foi se distanciando das coisas do coração cada vez mais, e até onde sei ainda está muito irrealizada e infeliz e talvez, dentro de alguns anos seja uma das muitas pessoas que caem vítimas de problemas psicológicos pelo mundo.

Isso mostra como nossa insatisfação é diretamente proporcional às nossas ambições, quanto maiores forem essas maiores será a sensação de que nunca estaremos satisfeitos, o que vai nos tirar a paz e o sossego, condições essenciais para se ser feliz no mundo, mas existe um lugar e um meio de pararmos com essa ciranda louca de desejo e frustração.

Esse lugar, inacessível aos ladrões e às traças, como disse Jesus, pode estar mais perto do que imaginamos; se o procurarmos com sabedoria e sensibilidade vamos encontra-lo dentro de nós mesmos, bem guardado no fundo de nosso ser, próximo ao nosso coração, junto às emoções e sentimentos mais nobres, com enormes possibilidades de que os possamos desfrutar, não é isso que desejamos fazer com qualquer tesouro? aproveitar-nos dele para nos locupletar? porque então não nos locupletar de amor, paz e felicidade, será que existe coisa melhor?


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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