sábado, 24 jun 2017
Administração

Ódio que não passa

A. aos 27 anos é uma paciente triste e melancólica que está em tratamento psicoterápico comigo desde 2012. Solitária, até hoje não conseguiu ter na vida nenhum relacionamento romântico completo , diz que tem o tempo todo a impressão que está fadada a ser só pelo resto da vida, isso a tornou insegura, desconfiada e arredia na vida. Tem pensamentos de que não merece ser feliz e frequentemente o suicídio lhe parece uma saída e lembranças que, segundo ela, não parecem ser desta vida, como ser trancada em um quarto escuro e outras de ser estuprada. Também diz que sente uma culpa infundada, como se tivesse feito coisas erradas no passado e despertasse ódios.

Em sua segunda regressão lembrou ser uma mulher na França no que supus ser no fim da Idade Média, que ficou grávida de outro homem que não seu marido e este, quando voltou de viagem, a obrigou a abortar. Isso resultou na sua morte, cheia de culpas, nos braços do marido, enquanto ele chorava e a sacudia, numa cena que me pareceu carregada de tristeza enquanto me contava: “No chão, ensanguentada, sofri um aborto, estou em casa (…) O bebê está no chão, morto, eu estou sozinha. Sinto arrependimento, raiva e dor; traí meu marido e ele me obrigou a abortar, disse que me amava, mas que não conseguiria ficar comigo assim. Me senti traidora..traidora, estava morrendo..ele não merecia isto de mim. Nestes momentos meu marido chegou, ele estava fora da cidade, quando me viu tentou me sacudir, mas findei morrendo ali”.

No astral, se sentiu levada por uma mulher gorda e peluda, que parecia lhe odiar, para uma região de muito sofrimento onde,  segundo ela, lhe acoplaram “coisas” internamente, como se fossem “programas de infelicidade” interferenciaque atuavam de forma hipnótica, com ideias de abandono, solidão e autodestruição. Perguntei-lhe quem era aquela mulher e o que houve entre elas, de pronto me respondeu que a mulher tinha um bordel onde ela, em outra existência, trabalhara. Aquela mulher desejara o homem com quem traiu o marido e por isso odiava a personagem que havia sido minha paciente naquela vida e por esta ser a preferida do rapaz, por esse motivo queria seu mal.

Lá pelo fim de seu relato começou a falar de forma estranha e com a voz rouca e raivosa se dirigiu diretamente a mim, tomando satisfações e querendo saber o porque da minha interferência em sua vingança, percebi quem falava não era A., mas a mulher que arrastara minha paciente no astral. Reclamava que eu não conhecia a história das duas e o que existia entre elas. Foi a primeira vez que uma “presença” se dirigiu diretamente a mim e senti que era uma boa oportunidade de ajudar minha paciente e talvez até a “presença” e comecei a falar com ela.

Após alguma argumentação de minha parte ela desistiu de continuar me indagando e se foi, aparentemente fugindo de enfrentar seus próprios medos e problemas. Encerrei a sessão com a paciente lembrando vagamente do que tinha acontecido; conversamos um pouco mais sobre que influências isto tinha em sua vida e encerramos a sessão.

Com mais esta “visita”  aprendi  que é um grande engano acreditarmos que as nossas más ações, bem como suas consequências, cessam com a morte, muito pelo contrário, pelo que tenho visto, as condições e interações movidas pelo ódio e pelo desejo de vingança permanecem tão frescos na memória dos envolvidos tanto quanto seus planos e atos de reparação que visam fazer a justiça pelo seu ponto de vista. Hoje muitos vivem tormentos e vidas infelizes acreditando que isto se deve unicamente às dificuldades do dia a dia ou a alguma deficiência na sua forma de viver a vida, sem se aperceber jamais que podem estar sendo vítimas de interferências de outro plano dimensional nas suas atitudes e em sua sanidade mental e espiritual.


 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

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CONSULTAS EM MANAUS