terça-feira, 23 mai 2017
Administração

O preço da vaidade

Numa de suas muitas regressões em 2005 M.L, jovem moça de 35 anos, lembrou dessa vida, possivelmente acontecida na época da Revolução francesa, essas lembranças estavam guardadas nas profundezas de sua memória a mais de 200 anos, e pelas circunstâncias em que se apresentaram trouxeram lições tão fortes que não havia como deixar de conta-las. Transcrevo abaixo seu relato:

Sou uma mulher, de aproximadamente 20 anos, magra, pequena, branca de olhos azuis, muito bonita, uso uma peruca branca, espalhafatosa e um vestido azul, decotado, cheio de babados. Estou me arrumando num quarto lindo, bem decorado, com muitos dourados e uma cama grande, tem uma empregada me ajudando.cortesã

Me sinto alegre e excitada, sou muito vaidosa e acho que estou me arrumando para uma festa e minha única preocupação é ser a mais bonita, estou planejando seduzir um homem poderoso, um ministro, estamos na França do século 18 e gosto de luxo e conforto. Depois de pronta fui para um palácio, lindo, enorme, com muitas pessoas arrumadas, com muitos empregados, tudo enfeitado de vermelho e dourado, ao chegar vejo um caminho de tochas por entre o bosque onde as pessoas passam.

Algum tempo depois, consegui o que queria, me tornei amante dele, mas alguma coisa deu errado…ouve uma revolta, as pessoas acham que eu sabia de algo de seus negócios e que me aproveitei do dinheiro do povo, mas eu não tenho nada!! só era amante dele, ganhava presentes, não tenho culpa de nada! …Mas não adianta eu reclamar…nem tentar me defender… ele foi decapitado e eu vou ser condenada, é uma injustiça! — Reclamou, falando alto.

Vão me jogar numa prisão úmida e horrível, asquerosa, estou agora com 23/24 anos, fico amarrada, me repugna tocar no lodo que tem dentro da cela,lembrava do que tinha era uma vida maravilhosa, era muito orgulhosa e agora estou aqui…em meio a essa sujeira, sinto ódio e revolta, um desprezo tremendo por quem me pôs aqui, grito, grito muito, mas não adianta!.O tempo passou, nossa como sofri, até que consegui ser libertada, acho que alguém importante interviu por mim, já contava com uns 30 anos e fui morar nas ruas, mas minha vida estava arruinada, fiquei louca, perambulava pelas ruas sem rumo. Nem eu me conheço mais, estou horrível, sem dentes, suja e com as roupas rasgadas, sinto uma tristeza tão grande…saudades da vida que tinha, não aceito ter perdido tudo, queria ser aquela pessoa novamente.

Não durei muito tempo depois, passava muito frio nas ruas, terminei muito doente e morri largada na rua, desprezada…não era ninguém afinal…mas posso entender muita coisa agora –- Nesse momento era seu espírito que passou a se expressar: “ A vida tem muitas facetas… eu era fútil e me preocupava apenas com coisas sem importância, perdi minha existência com futilidades, tudo aquilo que persegui me levou à ruina, à desgraça, minha beleza foi muito passageira. Não quero mais ser assim, quero ser mais simples, erguer minha personalidade com valores que vão fazer de mim uma pessoa melhor, daqui pra frente vou cultivar valores espirituais. Entendi que podemos estar bem e de repente perder tudo… é como se não valêssemos nada, e nós fechamos os olhos à essa realidade”.

 


1 Comentário

  1. nossa que historia interessante!

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

VÍDEOS

YouTube responded to TubePress with an HTTP 410 - No longer available

CONSULTAS EM MANAUS