sábado, 18 nov 2017
Administração

Atrás do medalhão

Tem coisas que não julgamos ter tanto valor ou que menosprezamos no gosto alheio, mas com o tempo e a experiência descobri que ao longo das vidas podemos dar valor a coisas muito diferentes, desde pessoas e animais, a bens, status social e até objetos, este é o caso que vou contar aqui, de um “visitante” que veio cobrar um objeto, mais especificamente um medalhão, que lhe foi subtraído pela paciente, a sabe-se lá quantos anos, em outra vida.medalhão Vou primeiro apresentar minha paciente a vocês e depois contarei como foi sua história. L.C era médica cardiologista que vinha apresentando problemas em todas as áreas de sua vida, sofrendo muito em todos os sentidos, desde o psíquico até o espiritual; após três regressões já vínhamos obtendo bons resultados, até que na quarta apareceu a “presença” inesperada, eis o relato.

Logo que iniciamos a regressão L.C se queixou de falta de ar, como se alguém lhe oprimisse, suspeitei dessa situação pois já havia encontrado com outras e essa influência externa causando sensações físicas me fizeram perguntar: “Quem está fazendo isso? É um homem ou uma mulher? Ela imediatamente me respondeu já me dando a descrição da personagem “É um homem, com uma roupa tipo de “Aladim”, alto, moreno, cabelo comprido, olhos escuros, ele está com raiva, ódio; eu roubei algo dele, um medalhão com um cordão, mas não tá mais comigo”. Continuei a curiosar e quis saber o que aconteceu, aí ela me contou toda a história: “Alguém me mandou roubar o medalhão dele… vários homens… eu era uma mulher e vivíamos numa tribo nômade no deserto, em tendas. Após roubar o medalhão o guardei em um vaso de barro que foi levado por aqueles homens; ele ficou desesperado e com raiva quando descobriu, soube que fui eu, me segurou e mandou amarrar no meio das tendas com todos me olhando, ali me chicoteou e bateu até que eu morri ali, no tronco”, e como para confirmar que estava vendo o homem disse: “Ele ainda está aqui”.

Pedi que lhe perguntasse o que desejava, e o homem respondeu de pronto que “queria o medalhão de volta”, o que hoje seria impossível, ela continuou o diálogo mental com a “presença” lhe dizendo que não estava mais com ela, mas ele continuava insistindo, parece que realmente dava muito valor àquela joia. Após alguns minutos cansativos com a paciente dizendo em voz alta que não estava mais com ela e não tinha como fazer para mudar isto e a “presença” insistindo, finalmente ela mudou o discurso e disse: “Me perdoa, não sabia do significado dele”, percebendo intuitivamente que havia outra pessoa por perto, uma mulher que o estava chamando, quase gritou agoniada: “Olha! estão te chamando, vai com ela! Sofrer atrás de algo que não existe mais?? Vai!! Vai com ela!!”.

Sua súplica funcionou e a cena que ela presenciou no desfecho da situação foi das mais belas. Logo depois que disse tudo isso viu que ele deu a mão para a mulher que havia surgido do astral e foram-se afastando devagar, chorando, abraçados. A paciente ainda falando muito alto desabafou: “Que alívio, que leveza!! Parece a felicidade!!”. A impressão que tive foi que saíram dela séculos de a angústia e opressão que aquela personagem haviam lhe causado; terminamos aí a regressão, com uma história a mais e um  perseguidor a menos na vida daquela paciente que viria a ter alta depois de 6 meses, se sentindo muito bem e preparada para a vida, e eu com a certeza de que não devemos tomar o alheio em nenhuma hipótese, pois nunca sabemos o valor que tem para aquele que o perdeu,

 


2 Comentários

  1. lindo mesmo!!!

  2. Que linda história… emocionante!!! =)

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

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