quinta-feira, 21 nov 2019
Administração

Reencarnar no Brasil

Boa noite amigos, saudade de todos vocês, volto aqui após alguns meses turbulentos aonde me vi obrigado a me afastar e refazer, principalmente de alguns preconceitos, vou aqui contar de um deles.

O Brasil já me decepcionara de várias maneiras, tive ganas inúmeras vezes de ir embora dessa terra que considerava perdida, e pior, me vi sem fé neste país tão turbulento. Com essa posição ao final de 2018 incentivei meus filhos a se aventurar numa viagem para morar no exterior, em meus planos inicialmente iria meu filho mais velho, depois o mais novo e por fim eu e minha esposa, companheira de todas as horas.

Assim sendo providenciei a ida de meu filho a Portugal, país que considerava mais adequado pela proximidade linguística e cultural. Logo após o casamento de meu filho lá se foram ele e sua jovem esposa iniciar uma suposta nova vida em um país mais desenvolvido, achava eu. A mocinha empolgada com sua nova vida, e ele se julgando preparado para o desafio. O que veio a seguir mudou minhas pobres idéias sobre o que seria a vida no exterior.

Meu filho, que foi com o intuito de estudar e arranjar um emprego para a esposa, demorava a se adaptar, os métodos de ensino, a cultura, o modo de ser das pessoas, a comida, em suma nada lhe era fácil de assimilar, mas o que mais lhe afetava era a saudade da família, principalmente a mãe, que sempre lhe fora muito próxima. Depois de algum tempo ele começou a se deprimir, segundo soube depois pela esposa começou a beber muito, coisa de que nunca foi muito afeito, e a não ter mais nenhum prazer em estar por lá. Como filho sempre preocupado com nossas intenções, e não querendo nos contrariar, ocultava seu sofrimento e tentava levar em frente meus desastrados planos. Aí entrou em cena aquele que sempre nos ajuda, mesmo sem pedirmos: Deus.

Em meio a toda essa infelicidade a esposa de meu filho ficou doente, aí o que já estava ruim piorou, apesar de não nos chegarem notícias das dificuldades que o casal passava. Após uma verdadeira peregrinação que fez o SUS parecer coisa de primeiro mundo, a jovem não melhorava. Faço aqui um parêntese, trabalho desde 2013 num hospital espírita, o Sagrado Coração de Jesus, em atendimento a doentes de todas as patologias que se possa imaginar. Não disponho de nenhum tipo de mediunidade ostensiva, mas auxilio da melhor maneira que posso. Em meio a esse trabalho consegui falar com o médico que trabalha incorporado à diretora do centro e lhe pedi auxílio à “doença” de minha nora, o que ele me disse me surpreendeu, ” pergunte-lhe se ela não está grávida” disse ele, fiquei atônito, de todas as possibilidades nessa eu não havia pensado, santa ignorância. Corri para o telefone e pedi a minha nora que no dia seguinte logo cedo fizesse um teste, daqueles de farmácia, e advinhem o resultado, sim ela estava grávida. Surpresa a todos na família.IMG_20190929_134637[1]

Sem como levar a gravidez num país estranho e sem nenhum parente resolvemos todos que o melhor seria o casal retornar ao Brasil para ter a criança e depois ver o que faríamos no futuro. E assim fizemos, a chegada do casal trouxe de volta uma felicidade à família que nem de longe suspeitávamos que havíamos perdido. Poucos meses depois, a 4 de Setembro, chegou Arthur, um anjinho que sem saber salvou meu filho do que talvez fosse uma depressão grave ou do alcoolismo, e mais importante, nos fazendo rever nossos conceitos sobre o que seria viver fora de nosso país. Vou confessar pra vocês que ainda me vem pensamentos de sair daqui a cada decepção com a política e os rumos de nossa pátria, mas quando isso ocorre penso no meu filho, e agora no meu neto, e afasto esses pensamentos.

A seguir coloquei um video que me parece apropriado aqueles que como eu nutrem esse sonho, que pode se tornar um pesadelo, que ele sirva de luz a todos.

 

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS