sábado, 21 set 2019
Administração

Amar a quem?

Falar de amor é fácil, difícil é saber traduzir o que isso é, talvez seja mais fácil falar do que representa, ou do que se parece. Amamos quem podemos e muitas vezes amamos quem não deveríamos, mas afinal que sentimento é esse que de tão belo se torna tão complexo?

Outro dia reencontrei um amigo querido que está sofrendo de uma doença que está lhe matando lentamente, seu estado é tão crítico que ao vê-lo me enchi que misericórdia, acho que naquele momento nunca amei tanto ninguém na vida, mas será o amor misericórdia? Tenho um amor amorinfinito por minha esposa e filhos, mas será que isso é o amor completo? Amo pessoas que nunca conheci como Jesus e São Francisco, será isso normal? Talvez buscar normalidade de um sentimento tão amplo não seja o melhor caminho, afinal amo minha gatinha de estimação mais do que muitas pessoas.

Depois de 50 anos estou chegando à conclusão que o amor não cabe numa palavra ou definição, ele é mais um conjunto de atitudes e emoções que, entrelaçados, formam um sentimento vamos dizer “oceânico”. Sem limites, amarras ou controle esse conjunto de coisas se tornam um parte de nós que é construída ao longo de várias vidas, de forma cada vez mais ampla e completa. Compaixão, fraternidade, amizade, consideração, empatia, carinho, desejo de proteger, afinidade, tudo isso existe dentro do amor, mas ainda assim não é ele. Amor de pai, de mãe, de filho, de amigo, de simpatia, de compaixão, de marido, mulher, namorados, afinal será que realmente ´da pra supor que seja o amor um apenas?

Creio que em vez de procura-lo tanto na vida em outras pessoas e relacionamentos talvez fosse mais eficaz procurar desenvolver formas de construir aquilo que nos leva a ele, como aquelas virtudes que mencionei anteriormente, até porque seria impossível amar sem senti-las. Se verificarmos os exemplos de santos e pessoas comuns que conhecemos por seu muito amar iremos verificar que elas muitas vezes não vivem a distribuir beijos, abraços e carinhos aonde quer que cheguem, mas sim procuram entender o próximo em suas carências, se sensibilizam com suas fraquezas e sofrem com suas necessidades, procurando mais que tudo diminui-las. Isso é amor ou não é?

Creio que aprender a amar é uma das maiores missões que trazemos a cada vida, e começar a pensar o próximo como vemos a nós mesmos, como disse um dos homens que mais amou na história humana, Jesus, é um excelente modo de aprender essas lições.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS