sábado, 19 ago 2017
Administração

A morte como salário

Refletindo sobre as palavras do apóstolo Paulo hoje cheguei a algumas conclusões que quero compartilhar com vocês. Em Romanos 6: 23 Paulo diz: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. A explicação usual das igrejas cristãs é de que essa morte seria a condenação eterna. A morte física todos os homens passarão, porém, para as igrejas a morte espiritual, a qual a Bíblia tambémpaulo dá o nome de segunda morte (Apocalipse 21:8), vai ser o pagamento de quem permanece distante de Deus em uma vida de pecado. Qual o problema disso? Vários.

O primeiro é o fato que ao afirmar que existe uma segunda morte somos forçados e pensar num fim numa extinção, e a interpretação religiosa quer transformar isso numa pena, uma condenação, algo que é bem diferente do que imaginamos como o fim. A meu ver a morte sempre foi muito assustadora e por isso comumente usada por várias filosofias e sistemas para doutrinar seus discípulos, deve ter sido esse o caso. Mas ao analisarmos a morte sob um prisma maior verificaremos que  essa medida deve ter tido um curto poder de convencimento na população que começava a absorver os conceitos mais “modernos” difundidos por Cristo, daí as autoridades da Igreja tiveram que fazer esse arranjo metafórico. Na realidade já me apercebi que existem outras maneiras de ver as coisas, ainda mais dentro da minha experiência com as várias vivências do homem.

Dentro dessa forma de ver as coisas envolvidas neste conceito pude elaborar uma interpretação diferenciada daquela colocação, vamos lá. Ao dizer que o “salário” de algo é a morte pensamos logo em pena e castigo, mas as coisas de repente podem ser bem diferentes disto. E se nós pensássemos a morte não como um castigo, mas como o efeito natural de um fracasso, uma queda?  E se víssemos o pecado como um erro, um desvio, uma falha, e não uma tendência eterna ao mal, entranhada irremediavelmente no ser? Quanto ao salário é fácil notarmos que se trata da retribuição melhor ou pior por um esforço ou um trabalho. A partir daí sugiro outra interpretação, que explico a seguir. Talvez bem mais simples que a original das Igrejas.

Sabendo que nosso espírito é eterno, tanto Paulo como Jesus, sabiam muito bem que a morte não se aplicava a ele. Mesmo que alguns discordem temos que concordar que como as penas são eternas, quem as sofre também o é, assim isso é bem claro, eliminando o conceito usual da morte como extinção. O que sobrou então para as Igrejas intimidarem seus seguidores? Respondo: A morte como uma metáfora da danação eterna.

Mas se pensarmos que o espírito sendo eterno teria um bom tempo para “pecar” e um maior ainda para expiar , porque então tão pouco tempo para viver e tanto para sofrer? Não me parece ser coisa de um ser muito justa, ainda mais misericordiosaja não parece coisa de Deus, pelo menos o Deus que imaginamos. Parece ser a característica de alguém rígido e intolerante, algo mais próximo do humano que do divino. Sendo do meu conhecimento que reencarnamos uma infinidade de vezes em corpos e vidas diferentes sou quase obrigado a entender a morte e o “pecado”, assim como suas penas, de forma diferente, e a conceber um Deus mais justo e benevolente, mais do que aquele que castiga por toda a eternidade.

Ao analisarmos as coisas sob a ótica da reencarnação notamos que de início não existem penas eternas, assim como espíritos maus para todo o sempre, existem homens e mulheres vivendo várias oportunidades de evoluírem e aprenderem ao longo das eras e, nesta caminhada, muitos irão perverter e infligir as leis divinas. Mas mesmo os piores sempre tem a oportunidade de se redimir em outra existência, sofrendo por vezes as mesmas dores que infligiram aos seus congêneres humanos, pelo que já pude observar. Assim o “salário do pecado” realmente vai existir como retribuição pelo que estes espíritos realizarem, tanto para si como para os outros, mas a morte vai ser, em vez de pena, o encurtamento da vida daqueles que não estiverem cumprindo com o que se propuseram, ou lhes foi orientado por espíritos mais evoluídos. Estando perdendo seu tempo numa existência inútil, ou voltado ao mal, é lhes abreviada a existência até para não acumularem mais débitos, abrindo novas oportunidades numa próxima. Esse conceito talvez fosse muito complexo à alguns séculos, mas hoje é perfeitamente compreensível.

Logo o termo usado pelo apóstolo não foi incorreto, foi mal interpretado, possivelmente por naquele momento ser a única forma concebível pelos homens e fiéis de absorverem muitos daquela filosofia revolucionária para a época. Mas hoje podemos entende-los melhor, e parar de perder tempo em coisas inúteis, antes que notem que nossa vida não está servindo para nada a não ser “pecar”e nos tirem logo daqui, nos fazendo perder uma valiosa oportunidade de evolução.

 

 

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AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

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