quinta-feira, 18 jul 2019
Administração

Reencarnação existe?

Vejo muitas matérias e muitos questionamentos a respeito da existência da reencarnação, na mídia e em várias literaturas. As controvérsias são grandes porque muitos cientistas e conselhos profissionais consideram essa uma questão apenas religiosa e a delegam para as coisas da fé, sem condições de comprovação científica, o que torna o assunto  alvo de crendices, equívocos e mistificações, quando na realidade se trata apenas de uma situação de crença. Uma crençacomo o são inclusive o caso de muitas teorias que embasam supostas “ciências” que vicejam nos dias atuais. A diferença é que a reencarnação recebe uma oposição muito forte de religiões, principalmente ocidentais, que temem por seus pressupostos e dogmas, o que diminuiria seu poder de influência. A nível pessoal muitos cientistas tem também suas próprias crenças, religiosas ou céticas, que geram grande preconceito em aceitar estudar o assunto com a imparcialidade que ele merece. Os conceitos sobre os quais vou discorrer a seguir vem principalmente de minha experiência profissional e resultam de anos de experiência empírica no trato com o tema.

Em terapia de vidas passadas, ou terapia  regressiva como se diz em algumas escolas, a questão da reencarnação é tratada como um pano de fundo, independente às crenças do paciente. Não se impõe esta crença como realidade nem se vende a ideia de que ela seja algo irrefutável, mas é impressionante como muitas pessoas intuitivamente já tem alguma ideia a respeito. Como vemos por exemplo acontecer no dia a dia quando elas dizem que alguns eventos de sua vida “são coisas de vidas passadas”, mesmo sem terem nenhuma religião que preceitue esse credo.

Modernamente porém temos à nossa disposição instrumentos e meios investigativos inimagináveis há algumas décadas, Assim podemos recuperar um pouco do tempo perdido por nosso atraso tecnológico ou por puro preconceito científico e religioso de épocas anteriores. Temos exames de imagem ultramodernos, avaliações neuro-psicológicas embasadas em estudos sobre o fisiologismo cerebral humano e técnicas hipnóticas seguras de investigação de memórias profundas e inconscientes por via da regressão de memórias. Com isso temos presenciado a ciência dando grandes saltos na compreensão do que seria nossa psiquê e a reencarnação como fato psíquico. No caso dos pacientes que passam pela terapia regressiva, ou terapia de vidas passadas, vêem-se uma série intermitente de vidas encadeadas por o fio comum que as guia, que é a nossa consciência, esta transpassa o tempo e o espaço, muitas vezes ligando passado, presente e futuro numa rede da causa e efeito inequívoca. Está inclusive comprovado por exames de neuroimagem que as  áreas do cérebro associadas às regressões são as da memória, e não da imaginação. Isto finda tendo sérias repercussões no comportamento e formas de pensar do indivíduo que passa por esse processo e que o põe frente à realidade de uma existência eterna, do que seria o que muitos chamam de espírito.

Apesar disso não ser considerado algo científico, nem prova da reencarnação, se essas memórias, resgatadas durante processos regressivos, hipnóticos ou não, como os usados na terapia de vidas passadas fossem, como dizem alguns, falsas elas não teriam esse poder  transformador sobre a personalidade dos pacientes. Ou ainda se fossem apenas imaginadas não desencadeariam as catarses e choques emocionais que acontecem normalmente durante as regressões. As regressões  não são feitas para se comprovar a tese da reencarnação, mas seu efeito na psiquê e na vida das pessoas submetidas não pode ser simplesmente posto de lado por ignorância ou preconceito, nem deixar de nos fazer pensar de onde viriam. Alguns pesquisadores já chegaram a teorizar sobre a existência de uma memória genética, mas esta carece de comprovação científica, tanto quanto a teoria da reencarnação. Assim é possível que esta ainda permaneça como algo que a ciência com seus meios atuais ainda demore muito a esclarecer, mas que de certeza já oferece vasto material para embasamento teórico de seus pressupostos.

Existem, por exemplo, aquelas situações de vidas antigas relembradas dentro de um contexto histórico facilmente observável, e que na muitas vezes é de total desconhecimento dos pacientes, mas se encaixam com precisão, inclusive com descrições geográficas e culturais peculiares àquele período da história. Estes dados já são aproveitados como fonte de estudo por vários cientistas ao redor do mundo como o psiquiatra norte americano Ian Stevenson, que recusando-se a se apoiar apenas em teorias, passou trinta e sete anos viajando pelo planeta, coletando testemunhos de crianças que alegam ter lembranças nítidas de outras vidas. Com diferença é que nenhum dos casos estudados estava sob influência de hipnose, da mesma forma como as informações fornecidas podiam ser facilmente verificadas, uma vez que se referiam a existências passadas, porém recentes, e não distantes no tempo, como a Idade Média ou o antigo Egito. Outras referências são o físico britânico Sir Roger Penrose, e no Brasil pelo Dr. Hernani Guimarães Andrade que pesquisaram por décadas as possibilidades de vidas extra-físicas do homem.

Outros mais ousados como o Dr. Robert Lanza, um dos maiores cientistas vivos segundo o NY Times, sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ele só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam astrologia-astrocentro_624com o seu corpo Na verdade a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ela é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior de si mesma. Em outras palavras é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.

Assim nós os terapeutas talvez sejamos as pessoas com menos autoridade, dentre aquelas que estudam o assunto,  para falar dele sobre seus aspectos “científicos”, pois somos meros expectadores destes fatos, por mais que sejam muito interessantes do ponto de vista do estudo do psiquismo humano, mas mesmo assim nos impressionam as coincidências e, como diria Jung, sincronicidades, entre vidas que se passaram, ou que foram apenas imaginadas, segundo os céticos, e as realidades vividas pelos pacientes no hoje. Acreditar, enfim, fica a critério de cada um, mas é bom que se entenda mais do assunto para se poder viver com ele.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS