domingo, 21 jul 2019
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Genoma humano, a linguagem de Deus

Saiu na revista Veja, número 43, de Julho de 2010, uma entrevista nas páginas amarelas intitulada “Prefiro ser Darwin” com um dos cientistas que decodificou o genoma humano, o americano Craig Venter, entre as declarações que ele faz na revista uma merece revisão, vou reproduzi-la: “ É muito difícil ser um cientista de verdade e acreditar em Deus. Se um pesquisador supõe que algo ocorreu por intervenção divina, ele deixa de fazer a pergunta certa. Sem perguntas certas, sem questionamentos, não há ciência. O ser humano sempre tenta achar uma força misteriosa para explicar suas fraquezas e dúvidas. Mas a vida começa com o nascimento e termina com a morte. Se todas as pessoas aceitassem isso, aproveitariam mais sua vida, exigiriam mais de si mesmas e não desperdiçariam chances”. 600--deusedarwin

No mesmo artigo menciona-se também no  que um consórcio internacional chegou ao mesmo objetivo juntamente com ele, mas Venter ficou com toda a fama. O que não se menciona na artigo são as informações sobre a outra fonte de descobertas, para isso devo esclarecer algo.

O diretor do consórcio que descobriu conjuntamente com Venter o genoma humano chama-se Francis S. Collins, este biólogo americano é um dos mais renomados cientistas da atualidade e anunciou ao mundo, juntamente, com Venter e o presidente Bill Clinton, a importante descoberta. A diferença é que enquanto ele fazia parte de um consórcio de instituições, Venter era o líder de uma empresa concorrente do setor privado; enquanto Venter é ateu, Collins é crente em Deus.

Collins escreveu o livro “A linguagem de Deus”, onde coloca suas conclusões a respeito da descoberta do genoma humano, reproduzo uma parte de seu livro aqui: “Em minha opinião não há conflito entre ser um cientista que age com severidade e uma pessoa que crê num Deus que tem interesse pessoal em cada um de nós. O domínio da ciência está em explorar a natureza. O domínio de Deus encontra-se no mundo espiritual, um campo que  não é possível esquadrinhar com os instrumentos e a linguagem da ciência; deve ser examinado com o coração, com a mente e com a alma–e a mente deve encontrar uma forma de abarcar ambos os campos”. Este livro é bastante esclarecedor e mostra um cientista altamente competente argumentando a favor de Deus, da fé e da ciência, com argumentos racionais e confiáveis.ImagesCAGH2MUY

Como se vê pelas declarações dos dois fácil polarizarmos ambos os conceitos, mas é importante que fique claro que existem centenas, talvez milhares de cientistas (40% de todos, segundo Collins) que acreditam em Deus, sem desacreditar na ciência, e, diferente do que Venter afirma em seu artigo, são cientistas de verdade, tanto é que Collins fez a mesma descoberta, e ao mesmo tempo que ele, só que sem interesse comercial ou vaidades.

Outra colocação que nos diz respeito vem do que Venter diz sobre a morte, quando ele coloca que a vida começa com a nascimento e termina com a morte está ignorando, intencionalmente ou não, a opinião de dezenas de cientistas, seus colegas, que atestam que a reencarnação existe e a comprovaram experimentalmente e, diferente do que acredita, esses cientistas não emitiram este conceito para explicar suas fraquezas e sim para comprovar um fato; outra colocação infeliz é a de que o ser humano buscaria a Deus para esclarecer suas dúvidas, se isso fosse verdade não existiriam cientistas crentes, nem estes seriam questionadores.

Tenho uma opinião diferente da dele quanto a que se nós acreditássemos que a vida é somente esta seríamos mais exigentes conosco mesmos e aproveitaríamos mais a vida. Acho que se fora assim muitos se entregariam à preguiça e à indolência, pois não haveria porque lutar, as esperanças no amanhã se desvaneceriam e aí só restaria o desconsolo, afinal o mundo é mais mau do que bom, mais injusto, do que justo, alguém duvida?

Outra situação que ele coloca como positiva para quem compra a ideia de uma vida única é a de que crêssemos nisso “aproveitaríamos melhor a vida”, quanto a isso concordo com ele, mas esse aproveitar de certeza seria de forma egoísta e material, sobrando pouco ou nenhum espaço para conquistas e desejos mais nobres, seríamos como animais apenas a sobreviver saciando nossas necessidades e impulsos.

Fica uma sugestão final: Leiam o livro, é muito interessante.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS