quarta-feira, 19 jun 2019
Administração

Só se vive uma vez!?

Ontem tive novamente de ouvir uma frase, à guisa de tirada filosófica, que é bastante comum no dia a dia das pessoas: “Só se vive uma vez, e só se morre uma vez”. Estas palavras expressam uma crença antiga do homem, de que sua existência se resume a apenas uma vida terrena e nada mais, crença esta que podem levar à estados de depressão e dor, pois o homem ao pensar que está fadado ao fracasso nesta vida, ou de seus problemas jamais terão solução pode facilmente enveredar pelo caminho da desesperança. Muitas religiões prometem uma saída para estas antigas angústias humanas, mas isto hoje não parece ser o suficiente, as pessoas não querem mais apenas respostas prontas, elas desejam compreensão. O que posso fazer é argumentar a  partir de meu próprio testemunho sobre fatos que tenho presenciado e que mudaram minha forma de ver a vida e suas motivações.

Tive uma grande graça nesta vida que me ajudou muito em minha caminhada na senda do que seria a espiritualidade. Eu não fui criado sob nenhuma crença ou submetido à nenhum credo religioso em especial. Minha mãe foi assediada  por um padre aos 14 anos e desde aí nunca  mais quis saber de nenhuma religião, já meu pai teve algumas experiências desagradáveis em sua família com um irmão que se tornou evangélico e criou grandes desavenças no lar paterno, o que o deixou sempre desconfiado e à parte de quaisquer cultos religiosos. Assim me criaram sem apego à nenhuma religião em especial, não me ensinaram nenhuma prece, nem me disseram o que acontecia quando morríamos. As noções de moral e ética que me passaram foram empíricas e muito práticas, com uma visão bastante pragmática sobre a vida e seus problemas.

Assim pude me desenvolver sem nenhum tipo de referência religiosa em especial, talvez a católica devido ao meio cultural na sociedade brasileira dos anos 60 e 70 sofrer de muita influência desta Igreja, mas mesmo assim se fui a duas ou três missas na vida, excluindo-se aí casamentos e outras obrigações sociais, foi muito. Mas não era nenhum tipo de agnóstico ou ateu, simplesmente não tinha nenhuma visão pré-concebida sobre Deus e a imortalidade do espírito e as explicações que ouvia sempre me pareceram por demais simplistas ou incoerentes para parecerem verdadeiras. Somente o tempo, o estudo e, principalmente, minha experiência com meus pacientes, me ensinaram sobre as verdades da vida e da morte. E uma c19.gif4das primeiras coisas que aprendi é que nunca vivemos apenas uma vida, e que a regra é justamente o oposto, a quantidade de vidas que vivemos até chegar aqui é inumerável, sendo praticamente impossível dizer a uma pessoa o quanto de vidas ela já experimentou, mas de certeza passam de centenas. Como diz a frase espírita: “Nascer, crescer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”.

Digo isso porque quando levo meus pacientes a regredir às suas vidas passadas verifico que suas personalidades mudam e evoluem muito lentamente ao longo dos séculos, logo, para chegar ao nível de desenvolvimento moral e intelectual em que nos encontramos hoje tivemos que evoluir durante muitas e muitas vidas. Basta ver no Menu “Testemunhas da história”o tipo e a partir de quando, as vidas de meus pacientes começaram, para ver que isso levou muito tempo e incluiu muitas existências. Assim quando ouço alguém dizer que a vida é uma só, penso em como esta pessoa está enganada, e de que isso é uma pena, pois pode levar a muitos equívocos, mas sei que não adiantaria muito eu tentar mudar suas crenças, pois estas podem ser os alicerces que asseguram sua vida mental e emocional. Mas noto que em algumas pessoas parece já ter acordado algum tipo de intuição que lhes diz que esta vida não é a única, e de que estamos numa viajem infinita rumo ao eterno, aonde todos nós teremos a compreensão melhor do todo. Só esta certeza já basta para que, independente da quaisquer crenças, estas pessoas se sintam fortalecidas e motivadas para levar esta vida em frente, da melhor maneira possível, enquanto isso continuarei a ouvir tolices como a que acabei de ouvir.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS