quinta-feira, 20 jun 2019
Administração

Os exilados

Pensei bastante antes de escrever esse post, afinal me propus a escrever um blog aonde as minhas experiências e de meus pacientes servissem de algo ao progresso do conhecimento humano, tanto científico como espiritual. Rever nossos preconceitos religiosos e científicos é um dever, pois eles já tem atrapalhado o desenvolvimento humano a vários séculos e acho que temos que abrir nossa mente ao fato que existem verdades que ainda não temos condições, ou nos faltou a oportunidade, de conhecer. No relato que trago a seguir se desvelam coisas estranhas que parecem saídas de um livro de ficção, mas como aprendi a respeitar os conteúdos das regressões de meus pacientes também vou respeitar este. Apesar de que, como a maioria, não ter condições de comprova-lo com provas materiais, ficou-me a impressão de que a paciente experimentou verdadeiramente as emoções e situações a mim relatadas.

M.F. é psicóloga e está em tratamento comigo a aproximadamente dois anos em busca de resolver  problemas familiares e pessoais antigos. Muito mística, é frequentadora de uma seita religiosa espírita e já fez cursos de Reike e similares na sua busca por se harmonizar com o mundo. Me causou estranheza essa sua oitava regressão por se tratar de um tema que ela nunca havia me trazido ao consultório, nem demonstrou ser algo de seu interesse, apesar de seu perfil.  Aí vai seu relato, junto a algumas considerações que considerei importantes para os leigos sobre esses assunto.

“Tem um vulto, de um rapaz muito magro, de mais ou menos 16 anos, usa uma capa marrom de gola alta, está observando um símbolo em frente a ele, o símbolo é como uma pirâmide…e no seu meio tem um olho. Está dentro de um lugar grande e escuro, a única luz vem do símbolo. Outro homem o fitava com ódio, como se tivesse lhe chamando a atenção, eu era o rapaz. O mais velho gesticulava, falava que o que eu tinha feito foi errado e ia ter que sofrer as consequências. Me senti com medo e tristeza” – Perguntei-lhe o que havia feito e M.F me respondeu – ” Ia haver uma cerimônia, um ritual com aquele símbolo… e eu fiz tudo errado”- Falou com a voz angustiada.

Até esse momento eu não havia notado nada de muito estranho no relato, afora o símbolo fluorescente. Mas a história começou a ficar curiosa quando pedi a M.F. que me descrevesse as personagens e ela tranquilamente disse: “Eles são muito altos, com mais de dois metros, tem olhos vermelhos, a cabeça era grande e carecas” – Surpreso com essa descrição comecei a imaginar uma vida qualquer em algum plano astral que não o nosso. Decidi perguntar como era o lugar, na intenção de me esclarecer mais sobre, e onde, aquilo acontecera. Ela continuou: “É como uma floresta com uma montanha no meio, estávamos dentro da montanha, lá dentro tinha um símbolo como um olho, ele é como um deus pro meu povo. Eles eram magros, com capas esquisitas como se fossem grandes magos, altos, de cabeça e olhos grandes, eram muito inteligentes, escreviam sobre tudo, tudo, sabiam muito” – Ainda na dúvida se essa estória havia se desenrolado em nosso plano ou em outro ( já havia acontecido algo parecido antes, com a mesma paciente e que está no post intitulado Noutro plano) lhe perguntei diretamente sobre isso, e a quanto tempo havia ocorrido. Ela disse o seguinte: “Foi aqui nesse plano, uns dois ou três mil anos antes de Cristo, na África. Ao mesmo tempo que tinham conhecimento tinham seu deus ao redor, controlando, vivíamos naquela montanha e aquele símbolo nos vigiava constantemente, vivíamos isolados dos outros povos”.

Curioso perguntei-lhe sobre seu povo e seu conhecimento, afinal a coisa estava ficando quente, e veio mais: “Eles eram de outro lugar, de outro planeta, uma nave grande os trouxe, bem grande, como uma nave-mãe, deixou-os aqui, para sempre. Eles quiseram deixar os registros de seu conhecimento para serem encontrados no momento e na hora certa. Um dia ainda ainda será encontrado…o símbolo guiará, ele é a direção e o caminho, ele está fora, naolho montanha, gravado fora de lá, com o que restou dessa civilização”. Lembrei do que já havia lido sobre o “Olho da providência” e outras crenças sobre o povoamento da Terra por seres de outros planetas, coisa que existe também em várias mitologias antigas e que impressionam pela coincidência de retratar o tema, com os fatos sendo creditados a Deuses, exclusivamente pelo ponto de vista religioso. Me perguntei se alguma destas informações haviam ficado no inconsciente de M.F. lhe fazendo imaginar aquela estória por demais fantástica, mas, pensei, sempre é difícil para qualquer um imaginar certas sensações e emoções como as que ela estava sentindo.

Este tipo de coisa é o que sempre me fez crer na veracidade das regressões, por mais que tentemos imaginar alguma emoção é muito difícil senti-la de verdade, a não ser que relembremos uma situação em que a tenhamos vivido anteriormente, e foi o que aconteceu enquanto M.F revivenciava os fatos de sua vida anterior. Assim, por mais que  aquela estória soasse absurda, eu me via obrigado a aceitar que, pelo menos para M.F, ela era profundamente verdadeira.

Muito impressionado com a estória de M.F fomos nos encaminhando ao seu desfecho final conforme ela foi ficando mais apreensiva: “Tinham mãos tocando o meu corpo – Gemeu – Como se estivesse sendo empurrada para um buraco; estou com muito medo, faz parte de um ritual, eu ia ser sacrificada”.  Nesse momento ela começou a chorar dizendo: “O ritual tinha o objetivo de dar continuidade aquela civilização…fecharam o buraco e me deixaram lá, sinto medo e desespero – Sua respiração era angustiada e curta – Morri ali depois de alguns dias, fiquei como uma múmia, petrificada“. Para terminar a regressão seu espírito nos brindou com suas considerações finais que teve ao final, falando de forma mais tranquila, ainda naquela época: “O mundo é grande demais para nos prendermos a tantos rituais, a vida é bela demais, com tantas coisas a aprender, dividir e contemplar, não vale a pena ficar fechado, limitado a rituais, a vida é maior que tudo isso”. Por fim questionei-lhe se alguém de sua civilização havia sobrevivido, ao que ela respondeu que não, todos haviam morrido.

Não tive como não lembrar de todas as teorias sobre a evolução do homem moderno a partir de civilizações extra-terrestres, essas teorias não estão apenas restritas aos ufólogos modernos, mas também a algumas doutrinas e religiões esotéricas, como os Illuminati, que inclusive são explícitas ao afirmar que a humanidade foi “ensinada” sobre agricultura e outras tecnologias por seres que viveram ou “encarnaram” entre nós vindos de outros mundos, outras afirmam que estes mesmos seres chegaram a alterar o nosso DNA para nos fazer mais evoluídos. Estes seres, para algumas dessas crenças, foram literalmente exilados de mundos mais evoluídos e encontraram na Terra um mundo ainda muito primitivo que decidiram ajudar em seu progresso. Se isso aconteceu ou não talvez nunca venhamos a saber, mas as dúvidas são muitas, e as respostas ainda estão a serem descobertas.

Related Posts with Thumbnails

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS