sábado, 21 set 2019
Administração

O sexo dos anjos

Está em moda ultimamente nas sociedades ocidentais, incluindo-se aí o Brasil, discutir a questão de gênero do ser humano. Nas universidades, na imprensa, nos órgãos governamentais e escolas a questão de quem é o quê virou uma febre, dando origem a uma infinidade de classificações. O que antigamente era conhecido como apenas hetero ou homossexual, virou um pandemônio de nomes e definições, que na realidade ninguém sabe onde começa e nem onde vai terminar. HSH, transgênero, transexual, neutro, gênero fluido, pansexual, não binário, queer, terceiro sexo, são algumas dessas novas classificações que, na esteira da luta contra o preconceito e a intolerância buscaram deixar mais confortáveis homens e mulheres que não tem certeza sobre sua orientação sexual. O problema é que isto talvez tenha o efeito contrário.

Em minha opinião buscou-se com isso aplicar a solução de uma questão importante de uma minoria, representativa, mas ainda assim uma minoria,  tentando-se mudar um entendimento consolidado sobre algo que é basicamente simples para o grosso da população, resultando disso vários tipos de problemas, sem que se diminuísse a angústia de quem se considera um “estranho no ninho” dentro das normas sociais vigentes. Isso está acontecendo muito em função de novas teorias que tentam explicar que a identidade sexual é uma construção social e não é determinada pelo biológico. Mas será que as dificuldades de orientação sexual são realmente uma novidade? A uma dezena de anos ou até alguns séculos atrás isso também já não existia? E quando haviam, até que ponto elas e suas manifestações puderam ser vividas e como foram encaradas? A resposta vem de bem mais longe do que se imagina e depende de bem mais influências do que a nossa organização social ou apenas de nossas características masculinas ou femininas. Vamos pelo começo.

Antes de sermos homens, mulheres ou nos encaixarmos em quaisquer daquelas classificações anteriores, somos espíritos imortais, em uma viagem longa, ao longo de várias existências, vulgarmente chamada de reencarnação. Se você acredita ou não nisso, tanto faz, vai ter que passar pelo processo assim mesmo, e isso não é uma crença, é uma observação que fiz depois de conhecer dezenas de histórias contatas por meus pacientes. E nessa viagem nosso espírito, que não tem sexo, intercambia seus papéis em quaisquer manifestações sexuais possíveis, mesmo quando não existiam nomes para isto. Os homens deram vários tipo de nomes aos espíritos que andam por aí: anjos, demônios, querubins, serafins, caídos, íncubos e mais uma centena de outros, creio que é mais ou menos a mesma coisa com os sinônimos de Gays, são vários nomes diferentes expressar a mesma coisa, em suas variadas formas. Mas o importante é que a essência é única, de uma consciência que existe num nível diferente dos que conhecemos, e que chamamos de astral, espiritual, céu ou inferno. O resto é confusão.

O gênero sexual em que o espírito vai reencarnar não acontece ao acaso, normalmente é fruto de uma escolha própria ou até imposta, por uma ordem maior. Vejo, por exemplo, essas escolhas em muitas decisões espirituais ao fim de algumas regressões. São pessoas que decidem ser homens, mulheres ou se abster de contatos sexuais com quem quer que seja, na próxima vez em que vierem ao mundo, por terem ficado traumatizados por alguma tragédia ou grande sofrimento. Outros decidem que nunca mais irão se envolver com um determinado sexo, porque este lhe feriu demais em alguma vida que passou. Uma coisa é certa, independente de seu gênero, aquilo que o espírito decidiu, e o que ele tem que aprender ou aperfeiçoar vai depender muito mais de seus esforços e qualidade morais, do que qualquer traço sexual. A sexualidade é o que menos importa para um espírito reencarnante em sua caminhada rumo à perfeição. Ao final todos chegaremos lá, e, assim como os anjos, não teremos sexo, pois as potências de nosso espírito estarão em equilíbrio, masculino e feminino habitarão o mesmo ser, sem conflitos nem contradições.

Mas muitos se perguntarão o porque de hoje isso ser motivo de tantas discussões e sofrimentos. A resposta que posso dar é que com o imenso acesso à informação que temos hoje ficou muito mais claro que as questões sexuais não são tão simples como sempre se achou e que geram muito mais angústias do que supúnhamos. Assim podemos perceber que na juventude muitos ainda tem dúvidas sobre suas reais preferências sexuais, que o interesse no mesmo sexo não é determinante para dizer que alguém seja homo ou heterossexual, e que alguns chegam até a não ter interesse algum, afora aqueles que se interessam por conhecer os dois lados da sexualidade humana, o que gera às vezes uma certa confusão na sociedade acostumada, como já falei, a certos conceitos pré-concebidos; mas isso tudo faz parte de nosso aprendizado e evolução.

Amparado nos meus estudos sobre a vida e morte de meus pacientes posso dizer que o sexo e o gênero são fatores preponderantes no aprendizado que o espírito tem que realizar durante sua vida material. Assim se, por exemplo ele precisa aprender sobre coisas que estão mais associadas ao gênero masculino como a força e iniciativa, como ser mais impositivo e combativo, se precisar ser mais arrojado e seguro, ele vai ter um melhor aprendizado se for macho. Já se ele necessitar aprender sobre como ser mais amoroso, a se doar mais, a ser mais sensível e menos egoísta, afeito ao compartilhamento das coisas, pode muito bem procurar vir mulher, para melhor desenvolver estas características, essencialmente femininas. Isso vai depender da escolha do próprio espírito ou de acertos dos quais ainda não temos um conhecimento absoluto.

E os gays? Antes de explicar vou assumir que eles seriam aqueles que não se consideram nem uma coisa nem uma outra ok. Estas pessoas por algum motivo social, familiar ou mesmo psicológico, resolveram seguir por outro rumo, sem compromisso com seu gênero de nascimento. Isso vai lhes fazer também entrar em um outro tipo de aprendizado, nem melhor nem pior a princípio que os outros, só diferente. Se acontecer deles estarem inseridosHomosexual numa sociedade intolerante e preconceituosa aonde tudo o que não for bem claro na vida sexual, macho x fêmea, homem X mulher, marido x esposa, será motivo para a discriminação, e estas pessoas passarão por sofrimentos maiores devido à falta de liberdade de fazer suas próprias escolhas, e não realmente por serem, deste ou daquele tipo. Existem inclusive no mundo diversas sociedades, principalmente no oriente, que tanto aceitam os gays, como em algumas a vivência no outro sexo tem que ser obrigatória, durante determinado período da vida, mas nem por isso as pessoas são mais ou menos infelizes, simplesmente sofrem por não terem alcançado um nível de evolução que as libere do ciclo de renascimento e dor a que os espíritos menos evoluídos tem de passar.

Assim antes de nos preocuparmos em separar as pessoas pelas suas diferenças deveríamos respeitar a todos como seres humanos, ainda carentes de muita evolução, e se existe preconceito de um lado de certeza também existe do outro, todos afinal somos humanos. Se conseguíssemos fazer isso de certeza o mundo seria melhor para todos.

Related Posts with Thumbnails

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS