domingo, 21 jul 2019
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Fome de viver

Este é o nome de um filme da década de 80 com o grande artista inglês David Bowie, performático cantor e ator inglês que exercia sua arte com uma desenvoltura única. O filme fala de um casal que procurava viver eternamente através do sacrifício de seus amantes. Com a morte do mítico ator este mês nada mais apropriado do que falar da vida e da morte daquele que em vida mostrou que tinha realmente tanta fome de viver que experimentou da vida o que podia. Chamou a atenção durante sua carreira pela busca incessante de sentido para sua vida pessoal e artística sem nunca se fixar em nenhum rótulo, e para além de quaisquer preconceitos. Às vésperas de sua morte, aos 69 anos, de câncer, David deixou preparado o lançamento de seu último álbum “Blackstar” cuja música de divulgação tem o sugestivo nome de “Lazarus”, que para a cultura cristã fala da morte e ressurreição de Lázaro, amigo de Jesus, o Cristo.

Falando de coisas que soarão incompreensíveis para muitos neste último trabalho, David Bowie demonstrou que Bowie-david-bowiedepois de uma vida de buscas finalmente entendeu o sentido da existência e soube que em breve seu espírito estaria liberto das amarras deste mundo, como diz nos versos daquela música: “Oh, eu estarei livre. Assim como aquele pássaro azul. Oh, eu estarei livre. Não é que isso é tão eu?”.

A proximidade da morte tem a capacidade de fazer com que o ser humano reavalie suas atitudes e o sentido da sua existência, com David Bowie não foi diferente, a grande diferença na realidade entre pessoas como ele e as outras é que ele encontrou um objetivo e algo a deixar aos outros de bom. Como eu vi dizer em um entrevista, gostaria de ser lembrado por ser alguém que procurava sempre deixar algo de positivo em sua vida, onde quer que estivesse, e a meu ver, conseguiu. Quantos de nós não tem ambições bem maiores do que esta, e não conseguimos realiza-las nem de perto, e ele, que queira apenas isso, ser melhor que pior, uma pessoa mais positiva que negativa, deixou-nos uma enorme herança. Por fim tenho certeza que ele teve como vitória final não ter encontrado um fim, um destino, mas sim ter se achado num caminho, uma via, por onde seu espírito deve trafegar pela eternidade, em direção à felicidade final. Por suas próprias palavras: “Senhor, eu me ajoelho e ofereço minha palavra alada,  e estou tentando muito me encaixar na sua ordem das coisas”. Tenha certeza que você está conseguindo David, e ajudando muitos outros a conseguirem também, com suas palavras, sua música e seu exemplo.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS