quinta-feira, 20 jun 2019
Administração

Amor perfeito

Vendo hoje um programa dominical sobre casamento, divórcio e separação, minha mulher fez a observação de que alguns casamentos vivem o que parece ser um “amor perfeito”. Pensei um pouco e discordei dizendo que naqueles casos isso não era o que parecia, um amor perfeito, mas simplesmente amor. Se fosse, como se diz, “perfeito”, não seria amor, mas uma idealização, uma fantasia que criamos sobre algo que gostaríamos que acontecesse para nos fazer plenos e felizes. Infelizmente o efeito para quem esse tipo de aspiração é justamente o inverso, esse tipo de idealização, com algo irreal, finda trazendo a dor e a tristeza, pois é uma ilusão, uma miragem, e viver a vida se atrelando a isso só pode terminar mal.

Mas porque tantas pessoas fantasiam suas relações com uma perfeição que não existe? Ainda mais nestes tempos de Facebook e Instagram, que são verdadeiras vitrines da vida privada das pessoas. Existem talvez vários motivos, mas um dos principais é que possivelmente elas querem demonstrar para as outras pessoas viver uma vida de sonho e perfeição irreal, e isso é uma coisa extremante comum, pois nossa preocupação com a opinião alheia, a priori,amor ultrapassa o limite do razoável. Mas voltando a falar da perfeição nunca deixo de me impressionar com o tanto que as pessoas a buscam, principalmente se levarmos em consideração o quanto isso é difícil de ser encontrado, ainda mais nas relações humanas. O que existe no mundo mental, social e emocional do homem que podemos chamar de perfeito? Talvez nada, todas as coisas do homem, ou criadas por ele, padecem de uma imperfeição natural fruto de nossa própria falibilidade como seres ainda em evolução, tanto natural como espiritual.
Se ao invés de buscarmos a perfeição do amor e dos relacionamentos, somente amássemos, da melhor maneira que estivesse ao nosso alcance, sem nos preocuparmos com os outros. De certeza seríamos mais felizes, e, incrível, aos olhos alheios nosso amor pareceria perfeito, como o meu e o de minha esposa, mesmo sem se-lo.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS