sábado, 21 set 2019
Administração

Covardia de viver

Numa de suas últimas regressões, uma paciente já de alguns meses, me trouxe muitas lições a respeito de como a covardia perante pequenas mudanças na vida pode nos ser altamente prejudicial. Relato a seguir suas experiências nessa regressão.

M.M regrediu ao que lhe parecia ser aproximadamente a década de 1930, lá era uma moça de 22 anos, muito bonita, filha única, que vivia com os pais em boas condições financeiras. Esta moça porém tinha um problema, havia consigo uma permanente insatisfação com a vida que levava, se sentia inútil e isso lhe incomodava bastante e a deixava frustrada. Levou a vida assim até casar, com mais ou menos 27 anos e , de início, o casamento foi tranquilo até que depois de uns 3 anos começou a sentir novamente aquela insatisfação consigo. Queria ir embora, procurar algo que lhe desse alegria e satisfação, algo que não tinha encontrado, mas não fazia nada de positivo nesse sentido, aí sentia raiva se si mesmo, por não fazer o que queria, nem o que era preciso para mudar, sentia que queria que tudo mudasse sem ter que fazer nada.

A vida continuou assim, amarga e triste, até a morte, com aproximadamente 50 anos; após a morte o espírito pensou que poderia ter tido uma vida feliz, se não tivesse tido medo de sofrer, e também se houvesse dividido suas angústias com quem estava ao seu lado, como seu marido. A partir dali seu espírito resolveu que iria se recusar a ter medo de sofrer e prometeu a si mesma que quando quisesse alguma coisa iria atrás.85888298 Por fim o espírito decidiu que iria lutar para manter e buscar a paz, e se isso fosse a felicidade, iria alcança-la, não esperando mais a vida passar de braços cruzados, iria fazer algo por si e pelas outras pessoas. Aí paramos a regressão.

É interessante notarmos que não é preciso sermos portadores de nenhuma psicopatologia mais grave, ou mesmo de nenhuma neurose, ou de algum problema mais sério que nos incapacite para sermos infelizes, basta que nos acovardemos perante a vida e nos recusemos a assumir a responsabilidade pela nossa própria felicidade.

Assim como a felicidade está nas pequenas coisas que temos e fazemos, a infelicidade também parece estar naquelas pequenas coisas que deixamos fazer e conquistar.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS