terça-feira, 17 set 2019
Administração

Tempo de decisão

Decidir nunca é fácil, implica sempre em algum tipo de renúncia, perda ou ruptura, quando não a morte, por isso é um processo complicado e muitas vezes debilitante. O problema é saber o que vale ou não a pena e chegar a um desfecho satisfatório.decisão Coração e razão entram frequentemente em conflito frente à dureza de decisões onde as perdas podem levar a sofrimentos e culpas sem tréguas e sem sossego; podemos até adiar ou tentar não tomar algum tipo de decisão importante, mas uma hora isso não vai mais poder ser empurrado para à frente e a decisão, seja ela qual for, terá que ser tomada.

Saber qual das atitudes é a mais correta, a racionalidade ou a emotividade, na escolha do caminho correto é ao mesmo tempo angustiante e faz sofrer por antecipação, por uma perda que sabe-se que uma hora vai acontecer.  Mas vamos por partes, quem é que nos faz sofrer, ou ainda aonde é que sentimos a dor, não é no coração? Então é daí que devem ser avaliados os efeitos e repercussões de nossos atos e o resultado de nossas atitudes, por mais que tenhamos que usar da racionalidade até chegar ao último pensamento que decidirá o que queremos para o futuro. Assim sendo todo o sofrimento que se prenuncia a partir de determinada decisão deve ser avaliado não somente a partir da lógica racional dos fatos, mas sim de como a nossa consciência e coração reagirão a isso depois, assim muitas vezes escaparemos de pagar o pesado preço do remorso e arrependimento por termos errado tomando decisões que nos agradam a razão, mas das quais o coração discordou frontalmente.

Muitos talvez achem impossível tomar alguma decisão sem se ater ao raciocínio natural das coisas, abusando da inteligência, julgando ser esse o único caminho para se chegar a uma decisão boa e coerente; isso é um equívoco. Temos nossa intuição que é uma excelente guia quando aprendemos a ouvi-la, podemos usar de nossa sensibilidade que traz à tona as impressões que nosso coração quer nos transmitir ou ainda simplesmente sentir, sem pensar, a decidir diretamente, sem a interferência da razão, o que queremos para a nossa vida. Quando fazemos isso a chance de não nos arrepender é muito maior do que simplesmente usar nossa limitada razão para tentar chegar a um resultado onde só o coração chegaria, que é a sensação de paz, tranquilidade e realização por termos feito o correto e decidido o melhor para nossa vida.

Alguns tipos de personalidade são mais propensas a ter dificuldades para decidir as coisas, como por exemplo os obsessivos, que por si cobrar demais e se preocuparem muito com a opinião alheia nunca tem um parâmetro próprio que lhe facilite ver qual a melhor escolha. E quando existem terceiros a se imiscuir em decisões que são apenas nossas, esses por mais bem intencionados que estejam, observam o problema sob sua ótica e seus valores o que na maioria das vezes diferem dos nossos; o que pode levar a resultados catastróficos quando apoiamos decisões importantes de nossa vida neles e em suas opiniões. A preocupação com o olhar externo, a vaidade e o orgulho exacerbado vão dar o mote desse tipo de influência, todas são situações difíceis de enfrentar, mas se nos valermos da reflexão interna, o auscultar dos sentimentos e o ouvir a consciência para que consigamos o melhor resultado, pois afinal quem vai sofrer são justamente essas instâncias do nosso ser caso algo seja decidido erroneamente, assim nada mais justo do que ouvi-los, garantindo que não termos que nos arrepender depois por não ter atendido a quem mais interessa, o nosso coração.

 

Related Posts with Thumbnails
Palavras-chave:, ,

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS