domingo, 25 ago 2019
Administração

A morte de Eduardo

Eduardo CamposCom a trágica morte de Eduardo Campos, candidato a presidente do Brasil nas próximas eleições, num acidente aéreo nesta semana, o País sofreu algo incomum, a sensação de perda coletiva de alguém que todos passaram a reconhecer como uma pessoa familiar, isso levou à uma enorme perplexidade e pesar profundo, estas ficaram muito evidentes com as reportagens que se seguiram imediatamente ao acidente,  pois mostraram um homem simples, próximo ao povo e de grande carisma, em suma, que despertava carinho e simpatia por onde transitava o que ajudou a tornar o pesar mais doloroso e profundo,.

O choque causado com a morte de Eduardo fez com que todos aqueles que estavam a acompanhar a campanha eleitoral se sentissem meio órfãos, como se tivessem perdido alguém da família. Isso serviu para nos mostrar o quanto nossos planos e ideais podem ser reduzidos à nada frente a ruptura que a morte causa; capaz de interromper os sonhos mais belos, as relações mais intensas e as vidas mais produtivas. Lembrei de quantos já não conheci que sofreram por ter que passar pela mesma experiência, e da dificuldade que tem em muitas vezes entender e se desapegar daqueles que se foram, pelo menos temporariamente. Apesar da morte ser um fato corriqueiro, normal da vida e inescapável, ninguém aceita ou se habitua com a ausência daqueles que aprenderam a amar, fica sempre a impressão de que faltou mais tempo, mais dedicação, mais cuidado ou pelo menos mais estar juntos com aqueles que se foram. A tristeza e impotência perante uma interrupção de vida são dores muito difíceis de superar e a partir daí as reações podem ir da culpa e remorso até a raiva e revolta pelo inevitável, terminando num luto e melancolia de final incerto.

Quando existe nos envolvidos um sentimento ou fé de que a vida tem continuidade e não se extingue com a extinção do corpo é mais fácil e suportável lidar com a dor dessa separação, bem como um lidar pior com o luto. No caso de Eduardo Campos sua perda fez o país tomar contato com o morrer e a perda que ele significa de forma chocante e abrupta que abalou de certeza o inconsciente coletivo da nação e nos fez pensar, sobre o que é a vida afinal. O homem como ser gregário e social, aprendeu ao longo dos milênios a se desenvolver como espírito em meio às agruras de um mundo na maioria das vezes hostil, e para isso a união, a família e o amor entre aqueles que dividem uma ou mais vidas se tornou cada vez mais importante para a evolução da humanidade fortalecendo o sentimento primal que norteia a existência, o amor. Por isso, quando perdemos alguém que aprendemos a amar, ou que pelo menos passou a fazer parte de nossa vida de alguma forma, é muito dolorosa a hora da separação, porque simplesmente nada nem ninguém consegue substituir aquele que se foi, pois todo ser humano tem peculiaridades que lhes são próprias e que despertam essa ou aquela simpatia

Muitas vezes, como foi o caso da morte que surpreendeu o político agora, a sensação mais frustrante é a da perda de continuidade da obra ou do que estava ainda por fazer, do que poderia ser feito. Aí entram e fé e a esperança, a certeza de que não temos apenas uma vida para realizar nossos sonhos e de que a eternidade nos espera para que possamos realizar tudo o que desejarmos e quisermos ao longo de várias vidas e oportunidades que a criação universal nos oferece. E é por este sentimento que podemos tentar entender que a vida vivida já foi um grande presente por todas as oportunidades que nos ofereceu, e independente de como e quando finalizou, seu tempo aqui já valeu a pena se soubemos vive-la.

Conforme aprendi, a morte em um dessas vidas é a porta de acesso que se abre para outra, talvez mais produtiva e feliz, a depender apenas de nós mesmos, e nessas novas vidas os reencontros serão inevitáveis e poderemos contar ao nosso lado novamente com aqueles que sempre amamos e aprendemos a dividir essa maravilhosa experiência que estar vivo num Universo infinito cheio de belezas e oportunidades para crescermos e evoluirmos.

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1 Comentário

  1. eu estranhei muito a morte do eduardo. as vezes acho que foi terrorismo. que as pessoas queriam que ele morresse. eu ia votar nele. ele era muito carismático.

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS