quarta-feira, 24 abr 2019
Administração

Quem é seu Deus?

Estamos vivendo no mundo um momento complicado, apesar da aparente tranquilidade estão ocorrendo conflitos em vários lugares do globo, envolvendo povos e nações, que parecem não ter aprendido nada com os erros do passado e se esqueceram das dores infligidas aos seus filhos devidos à guerras e escaramuças.Um deles em especial está merecendo a atenção da mídia nesse momento: o ataque do Hamas à Israel e a invasão deste à Faixa de Gaza. Não vou me ater a escrever sobre os fatos do conflito que estão convulsionando o Oriente Médio neste começo de século, isso é trabalho para os especialistas, mas quero explorar a origem dos conflitos pelo aspecto que creio estar na base desses embates: a religião e as diferenças de crenças. Árabes e judeus, protestantes e católicos, mulçumanos e cristãos são bons exemplos de como a intolerância religiosa leva à violência, à guerra e a todo tipo de perversidade humana justificada por uma fé que ao invés de ajudar mata a faz sofrer milhares de inocentes.

Nesses dias em que a humanidade parece novamente embriagada pela guerra cabe nos lembrar que todos os envolvidos professam a fé em algum tipo de Deus, seja lá com que nome o chame, e por essa fé, estão dispostos a matar e morrer. Mas,  se pensarmos bem, vamos notar que o Deus desses homens não é uma figura transcendental de amor, justiça e bondade, mas sim outros tipos de figura que ficam muito longe dessas qualidades; esses tipos de “Deus” poderiam ser chamados de “Deus da vingança”, “Deus da guerra”, “Deus da violência”, “Deus do ódio” e , principalmente, o “Deus da intolerância”. Nenhuma justificativa pode ser dada a quem cultua qualquer um desses deuses, pois eles em vez de alívio e alegria só trazer a dor, o sofrimento e a morte, tanto aos supostos inimigos como aos seus próprios pares, num ciclo interminável de vingança e violência recíprocas.

Infelizmente a guerra ainda é um flagelo que vai rondar muito nossas nações, entregues nas mãos de homens egoístas e inescrupulosos que não hesitam em manipular as massas em proveito próprio à custa do sangue alheio . Quanto à isso pouco podemos fazer, mas podemos fazer muito a nível pessoal. Não aceitar nenhum Deus que professe o ódio, o preconceito ou a intolerância, não se permitir nutrir a vingança e a raiva por outro ser humano apenas porque ele é de alguma forma diferente de nós mesmos já é um bom começo, e de certeza vai evitar que num futuro próximo tenhamos que sentir na própria pela os efeitos de termos levado a frente sentimentos e atos que nos associaram a um tipo de Deus que só pune e odeia quem lhe é diferente. Independente de sermos judeus ou palestinos, cristãos ou muçulmanos, somos antes de tudo criaturas, seres criados por uma força de amor superior e fecunda que gerou nossa vida sem as distinções que os homens transformaram depois em motivos de distinção e ódio.

deus-da-bencao

Qual é seu Deus?  Será o Deus dos árabes, dos palestinos, de Israel ou do Hamas?Em que você acredita? Quais são os valores que você mais se apega? Quais os princípios nos norteiam pela vida e que mesmo sem perceber, se tornam o Deus que cultuamos? Estes podem ir do dinheiro ao poder, das posses aos títulos, sempre relacionados à interesses egocêntricos e focados nas conquistas materiais. Se esses deuses não nos fazem felizes ou apenas trazem sofrimento a quem está à nossa volta, está mais do que na hora de revermos nossos conceitos e buscar um encontro com o Deus verdadeiro, aquele que nos fala ao coração e nos faz sentir realizados e felizes.

 

Related Posts with Thumbnails
Palavras-chave:, , , , ,

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS