segunda-feira, 22 out 2018
Administração

O Espírito e o Ego

Tempo atrás esclareci as dúvidas de uma paciente que creio que possam ser a de muitas pessoas, vou aproveitar para dividi-la com vocês e estender o que tenho aprendido ao longo desses anos com a Terapia de Vidas Passadas.

A dúvida de minha paciente era sobre qual era a diferença entre espírito e ego, ou ainda, se nossa personalidade encarnada neste plano seria igual ao nosso espírito no astral, pois ela já tinha ouvido dizer que nosso espírito era um e nosso ego neste plano era outro, diferindo de nossa personalidade. Uma coisa realmente confusa, e com certa dificuldade de entendimento, pois nos acostumamos a revestir nossa consciência com nosso ego ou personalidade e a partir daí nos percebemos como uma coisa só, algo que alguns consideram inclusive imutáveis. Vou tentar explicar isso da forma mais simples possível tendo em vista também minha incpmpleta capacidade de interpretação dos fatos. Os meios de que disponho são as experiências de vida e morte lembradas pelos meus pacientes, bem como as alterações que seus egos sofreram ao longo de existências seculares. Assim o que posso transmitir é o que aprendi com isso; para o entendimento mais pleno dessas coisas o única coisa que não pode ser colocada em dúvida é o de que existe reencarnação, posto que tudo mais deriva dessa forma de existir.

Ao usar termos como “espírito” ou “espiritual” não estou buscando fazer apologia a nenhuma religião ou ser místico de alguma maneira, são apenas formas de expressão comum da língua, mas cada um pode julgar como quiser. O importante é que o que se conhece sobre o funcionamento da mente humana ainda é muito incompleto e ninguém pode garantir que não exista uma forma de funcionamento dela extra-física. De acordo com a teoria psicanalítica o Ego é uma das três estruturas do aparelho psíquico, as outras seriam o Id e o Superego. O Ego  é o  princípio que introduz a razão, o planejamento e a espera no comportamento humano em acordo com o mundo externo; quando Freud formulou suas teorias se absteve de qualquer aspecto supersticioso ou menos científico para apoiar suas hipóteses, o que foi muito correto, mas hoje, 100 anos depois, quando a humanidade já começou a perceber que a espiritualidade tem aspectos científicos, não se limitando apenas aos religiosos, podemos desenvolver teorias que abarquem também a influência do que chamamos de espírito na gênese de nossa personalidade e na origem de muitas psicopatologias.

Este espírito seria, a meu ver, nossa própria consciência, portadora de maior ou menor invólucro material adaptado ao mundo em que se encontra,  um princípio inteligente e consciente de si mesmo. Já o ego é uma forma de expressão dessa consciência, corporificada e adaptada a cada nova existência, preparada para enfrentar os desafios daquela vida em que vai renascer, sem ele o corpo ficaria ainda ligado à sua mente essencialmente espiritual sem conseguir evoluir na nova vida de forma independente. A amnésia que sofre inclusive o espírito a cada nova reencarnação se dá a nível do ego, a consciência maior, que podemos chamar de inconsciente profundo  ou espírito continua de posse de todas as memórias, tanto é que estas se revelam por completo durante as regressões, quando pedimos licença ao ego consciente que permita a que o inconsciente se manifeste.

A primeira coisa que devemos entender é que o que chamamos de espírito é pura consciência, mais ou menos evoluída, introjetada em um invólucro material adaptado ao mundo em que se encontra, mas sempre um princípio inteligente e consciente de si mesmo, pelo menos na maioria das vezes. Já o ego é uma forma de expressão dessa consciência, corporificada e adaptada a cada nova existência, preparada para enfrentar os desafios daquela vida em que vai renascer, sem ele o corpo ficaria ainda ligado à sua mente essencialmente espiritual sem conseguir evoluir na nova vida de forma independente, a amnésia que sofre inclusive o espírito a cada nova reencarnação se dá a nível do ego, a consciência maior, que podemos chamar de inconsciente profundo  ou espírito continua de posse de todas as memórias, tanto é que estas se revelam por completo durante as regressões, quando pedimos licença ao ego consciente que permita a que o inconsciente se manifeste.

O que nós somos na realidade é esta consciência maior, ou inconsciente como muitos a chamam, é quem está por trás de tudo, comandando nossos atos e nossas atitudes, na maioria das vezes de forma completamente inconsciente, nos fazendo tomar na vida decisões e rumos inusitados, muito diferentes do que nossa razão havia programado inicialmente. É nela que estão inscritos padrões, decisões e reflexões de eras, entre erros  e acertos de inúmeras vidas, aprendizados milenares que marcaram nosso espírito a ferro e fogo, transformando-nos no que somos hoje. Essa consciência maior pode ser acessada por muitos meios: pela meditação, jejum, uso de drogas, no êxtase religioso, etc. No meu caso é pelas regressões usadas em terapia de vidas passadas, de onde tiramos vários aprendizados. Essa consciência também é dona de uma sabedoria e compreensão muito maiores do que a que nosso intelecto racional baseado apenas no uso da razão, e pode nos proporcionar ajuda sem percebermos, quando o permitimos. Isso também acontece no caso de intuições, sonhos e premonições, que nada tem de sobrenatural, são pelo contrário, absolutamente naturais, mas ainda muito mal compreendidas.ego

O ego tem uma função importantíssima e sem ele seria impossível a experiência do encarnar, o problema é que ele tem a péssima tendência ao apego, à individualização e ao egoísmo que quando não são bem contrabalanceados podem nos afastar de nossos objetivos principais ao reencarnar. Podemos nos tornar verdadeiramente ego-cêntricos e nos voltar apenas às nossas próprias necessidades, sem nos apercebermos que não somos ele e assim perdermos a conexão com nosso Eu, ou self, essencial e completo. Nos tornamos assim seres cegos e incompletos que buscam a felicidade apenas em valores que satisfazem o ego, mas não ao espírito e ao final corremos o risco de nos tornar verdadeiramente infelizes, pois a felicidade só pode vir de um espírito satisfeito e em paz, nunca de um ego que se locupleta na ganância e na riqueza de um mundo transitório. Deve ser por isso que todas as religiões mais tradicionais, principalmente as orientais pregam o desapego ao ego como ponto inicial para que o homem deixe de sofrer.

Talvez a maior dificuldade de entendermos o papel, ou do que é o Ego, fica em como separa-lo de nossa individualidade, a sensação que fica, e que nos atemoriza no íntimo, é a impressão de que se abrirmos mão dele é de que perderemos nossa essência como seres personalíssimos, e talvez fôssemos nos dissolver no coletivo, ou até abrir mão de nossa humanidade, e isso é insuportável ao próprio ego, tão afeito ao apego e fixação no aqui e agora, no palpável e naquilo que possa satisfazer suas carências. A partir do momento em que por algum insight, choque emocional ou um sofrimento prolongado ou agudo ganhamos o entendimento que somos maiores do que nosso ego e até a soma de todos os que já fomos passamos a um novo estágio de desenvolvimento que permitirá longos saltos evolutivos ao nosso espírito. Iremos entender então que não estamos nos tornando menos humanos, mas mais divinos.

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1 Comentário

  1. Fantástico!!!
    Explicação, explanação… perfeita e simples.
    Consegui, sendo eu leiga, me responder, minhas dúvidas e “ignorância”.

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

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