sábado, 21 set 2019
Administração

Toda forma de amar

Assistindo este fim de semana um programa dominical bastante conhecido no Brasil fiquei assustado com as palavras de uma atriz que expressava suas opiniões de maneira franca aos telespectadores sobre um assunto a que todos interessa: o amor . Me impressionou no programa o grau de irresponsabilidade em que as pessoas podem chegar em nome de um sentimento nobre como o amor e como a humanidade ainda confunde liberdade com libertinagem, ser feliz com abusar da irresponsabilidade e da inconsequência ou ainda ou pouco caso que se faz dos sentimentos alheios em nome de um sentimento belo, “trocando-se as bolas” do amor sadio por  paixões profundamente egoístas.

A justificativa que sempre ouço nesses casos é a de que devemos dar-nos a chance de sermos felizes, de que se não vivermos um “amor verdadeiro”  poderemos nunca alcançar o “nirvana” da felicidade, e para isso vale qualquer coisa, meio, ou ainda, deixar pelo caminho quem quer que seja, desde ex-maridos e mulheres a filhos e carreiras. A jovem atriz é casada e tem três filhos, de pais diferentes, e, pelo que percebi não hesitaria em jogar qualquer relacionamento para o alto se julgasse ter encontrado novamente a paixão da vez. Como o tema do programa girava em torno do amor entre duas mulheres, e isto sempre causa polêmica, fiquei prestando atenção em como um formador de opinião como a famosa atriz brasileira, chamada Giovanna Antonelli, pode influenciar na sociedade que lhe cerca com vasto potencial de levar a dano aqueles que não tiverem maturidade emocional para observar oGiovanna Antonelli assunto com senso crítico bastante para saber que as opiniões da atriz servem apenas para ela, e que cada um tem que desenvolver a sua forma forma de viver, amar e se relacionar.

Nesse terreno, o dos relacionamentos, os seres humanos ainda tem sérias dificuldades; sem que exista uma fórmula pronta para o bem viver e que assegure o sucesso das relações, homens e mulheres vão vivendo relacionamentos atormentados e conflituosos, sofrendo e fazendo sofrer, sem aprender que amar não é simplesmente se deixar levar pela paixão do momento, mas sim ter um atitude responsável com quem você aprendeu a dividir um sentimento tão belo, como dizia Antoine de Saint-Exupéry, no Pequeno Príncipe, “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Visto assim, não devemos simplesmente descartar aqueles que nos amam simplesmente por termos encontrado alguém que nos atraiu mais, em determinado momento, até porque isso acontece a toda hora, pois se formos ceder a cada atração que nos surja entraremos numa gangorra de entrar e sair de relacionamentos a todo o momento, pois afinal somos seres essencialmente emocionais; só que isto não é saudável sob nenhum aspecto.

Amar é muito mais que uma simples paixão de momento, por mais intensa que pareça; o amor inclui inúmeras coisas além do simples desejo e da satisfação imediata de nossas carências, sejam elas quais forem, a recompensa de viver e curtir paixões tão inflamáveis quanto momentâneas vai cobrar um preço muito caro a longo prazo. Quem impediria, por exemplo, de que o parceiro(a) eventual de alguém que pensasse como a atriz, por exemplo, fosse trocado, de súbito,  por alguém mais jovem e belo, ou mesmo qualquer um, sob o pretexto do exercício da livre paixão em busca dessa felicidade efêmera? Além disso todos temos vários papéis na vida, sendo assim que tipo de lição a jovem atriz está dando aos seus filhos? Pois é desse tipo de responsabilidade a que me refiro. Não creio que ninguém devesse se violentar para viver um relacionamento desgastado e infeliz indefinidamente, nem querer ficar com alguém por força da obrigação, o que peço apenas é que sejamos CONSEQUENTES, principalmente se temos filhos ou outro tipo de dependentes,aos quais iríamos trazer muito sofrimento por nosso egoísmo, e principalmente que tipo de exemplo estamos dando às outras pessoas, ainda mais aquelas mais simples e ignorantes aos quais nossas opiniões tem o peso de uma verdade indiscutível.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS