sábado, 21 set 2019
Administração

A morte do dançarino

Esta semana foi assassinado mais um jovem no Brasil, entre tantos que são todos os dias, D.G., apelido de Douglas da Silva, que trabalhava no programa Esquenta, da Rede Globo, essa morte é emblemática e tocante tento pela repercussão na mídia como pela personalidade do dançarino, alegre, espontâneo e querido por todos os colegas e artistas que o conheceram. Já pai de uma filhinha e filho exemplar de uma mãe que mais parece uma leoa, deixou em todos seus familiares uma saudade que vi expressa de forma inequívoca em lágrimas que lavavam seus rostos no último programa feito em sua homenagem. Vendo, e sentindo, toda a emoção que tomou conta de todos os que assistiram o programa de hoje fica a sensação de impotência misturada a uma forte impressão de injustiça pelo desaparecimento de um jovem tão especial de forma tão precoce.

filha_dg1Isso me fez meditar sobre a fragilidade de nossa vida neste plano, e da força que tem as lições que aprendemos na carne e no coração que temos na fugaz existência terrestre, se não fosse a certeza que tenho da perenidade de nossa existência como seres eternos facilmente esses sentimentos poderiam descambar em revolta e a não aceitação, pois o sofrimento pela perda se potencializa na incompreensão e na ignorância. Ao observar a comoção que tomou conta de todos no programa percebi a força transformadora que tem a dor e o sofrimento no espírito humano, de como as tragédias terrestres podem nos motivar a ser melhores e mais fortes frente às desgraças humanas.

Independente do Brasil ser um dos países mais violentos do mundo, a miséria humana habita em cada canto do planeta Terra, por ele ainda estar na infância de sua evolução astral, e cada um de nós, em qualquer lugar, está exposto a dor, tristeza e violência que nos cerca e pode nos atingir a qualquer tempo e qualquer hora. Precisamos sempre entender que se isso nos acontecer nunca vai ser em vão, algum motivo sempre haverá para que nos projetos que nosso espírito desenvolveu, ou mesmo foi encaminhado nesta vida, aquela dor ou prova terá sido necessária para nosso crescimento, bem como para aqueles que nos estão próximos.

A curta vida de D.G foi pontuada pela alegria, pela dança e pela felicidade de ter uma família e amigos que lhe amavam intensamente; pude perceber que ele espalhou essa felicidade aonde quer que estivesse e que inspirou muitos com seu elevado astral e motivação em vencer, que mais ele poderia desejar? Tenho certeza de que independente do plano em que ele tiver vai estar em paz, pois esta depende basicamente dos pensamentos que cultivamos e das atitudes que mantivemos do lado de cá e lavamos conosco em nossa alma, como bagagem de nosso espírito imortal. A carne passa, os laços de amor ficam; D.G criou muitos desses laços e isso mantém aqueles que o amavam aqui esperançosos e fortes, enquanto o reencontro entre ambos não acontece, enquanto isso D.G deve estar se sentindo bem melhor, pois dançar com seu novo corpo é muito mais fácil e melhor do que com o antigo corpo físico, aproveite bem D.G.

 

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS