terça-feira, 17 set 2019
Administração

O carma da infelicidade

Tenho visto muitos clientes reclamarem da vida delegando sua infelicidade ao que seria um “carma”, uma corrente de causa e efeito que fatalmente os induziria a só ter da vida o pior, ficando assim seu destino irremediavelmente desgraçado,  haveria uma força irresistível e fatal contra a qual sua vontade e seus esforços seriam absolutamente inúteis. Essa crença vem possivelmente por estar arraigado no inconsciente humano a milênios a impressão que temos um destino pré-definido e estaríamos fadados a ter um determinado tipo de vida até o fim de nossos dias. Nada mais equivocado ou falso.

O desconhecimento do que é realmente a causa de nossas desventuras e sofrimentos cotidianos, está na raiz dessa falsa crença que nos faz perder tempo e vida sem progresso caídos na desmotivação e no pessimismo. Muitas vezes, é verdade, vejo pessoas a quem realmente a vida parece conspirar contra, outras padecem de inúmeros tipos de problemas físicos ou psicológicos verdadeiramente desanimadores, mas também vejo exemplos exatamente do contrário, de pessoas que superaramgrief_960x350_scaled_cropp-660x240 limitações e obstáculos incríveis, se dando uma vida boa e feliz, mesmo na impossibilidade de terem uma ou outra função ou de viver o tipo de vida que poderíamos considerar completa, mas eles, após ultrapassarem essas barreiras, chegam a um destino feliz e se realizam. Partindo dessa premissa, e da queixa de alguns dos meus pacientes, resolvi ajudar no esclarecimento de alguns fatos pelo que já aprendi com as inúmeras vidas de meus pacientes, e minhas próprias.

Primeiro; não existe sofrimento sem sentido ou sem propósito, todos, eles, de alguma forma, foram “plantados” em nosso pretérito por nós mesmos. As doenças, as dores emocionais e psicológicos e até alguma deficiência física muitas vezes foram programadas e escolhidas por nós mesmos; seja  para ‘purgar” algum remorso ou culpa, ou ainda para aprender a não ter mais esse ou aquele padrão de comportamento que em algum momento nos prejudicou. Assim trazemos em nosso corpo e em nosso inconsciente as marcas, lembranças, remorsos e traumas seculares que nos afetaram à época e nos fazem ter desajustes ainda hoje; como disse, vejo isso com muita clareza nas repercussões desses traumas e decisões afetarem a vida de meus pacientes ainda hoje. Fica mais fácil chegar à essa conclusão ao observar a evolução de meus pacientes ao longo de suas muitas vidas, mas mesmo aqueles que nunca souberam de suas vidas passadas carregam dentro de si as impressões e orientação que seu próprio espírito lhes traz e intuitivamente percebem que essa ou aquela atitude não deve mais ser tentada, nem agir de determinada forma vai lhes dar um fim satisfatório.

Intuitivamente também muitas pessoas conseguem perceber que não haveria justiça na existência se houvéramos de ter um destino irremediavelmente atado à dor e ao sofrimento, principalmente sem causa. Muitas das vezes o problema é simplesmente de aceitação; a resignação, oposto direto da revolta, tem o poder de pacificar e nos fazer refletir sobre aquilo que estamos passando ou sofrendo es ó isso basta para, no mais das vezes, tirar pesadas cargas de sofrimento de nossos ombros. Se nos acomodarmos à falsa crença de que estamos irremediavelmente fadados a ser infelizes por estarmos com alguma doença, por termos alguma dificuldade física, ou por termos perdido alguém insubstituível ou simplesmente por nos sentirmos sós, vamos cair na armadilha da auto piedade e no papel de vítimas do mundo e não conseguiremos mais sair da imobilidade que tanta infelicidade nos trará. Seremos, enfim, prisioneiros de nós mesmos a nos olhar com dó e pena, dentro de andrajos no fundo da cela escura da aparente incompreensão das pessoas e do mundo; nada mais ilusório.

Estamos cercados o tempo inteiro de motivos para nos fazer seguir em frente e aprender com as piores provas, podemos sobreviver sim, apesar da dor, e mudar nosso carma depende apenas de nós mesmos e das decisões que tomamos todos os dias; como já disse, observei isso ao longo de dezenas de vidas de inúmeros pacientes, vendo o fim de muitas vidas, felizes ou absolutamente desgraçadas, e na totalidade dos casos, foi a atitude das pessoas diante das dificuldades o que fez a diferença em uma vida e nas que a sucederam, o que nada mais é que o mais claro conceito de carma.

 

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS