quarta-feira, 27 jan 2021
Administração

Ave Maria!

Ouvi ontem a interpretação da música Ave Maria de Shubert pela voz da cantora alemã Helene Fisher, apresentação tocante que facilmente leva qualquer um às lagrimas, me trouxe à lembrança uma experiência pessoal que tive a quase 15 anos atrás durante uma regressão. Este fato foi uma das coisas que me faz acreditar hoje em nossa existência como seres eternos e são recordações vívidas de momentos  que trago em minhas memórias que, de tão fortes, ficaram marcadas no meu inconsciente para a eternidade me lembrando dos laços que tenho com aquela que formou o arquétipo que temos todos da Grande Mãe, que chamamos os cristãos de Maria . Vou resumir essa história para vocês, inicialmente partindo de minhas próprias impressões e depois para o desenrolar dos fatos que relembrei. Enquanto isso você pode ouvir a música clicando abaixo.

 

Helene Fisher canta Ave Maria

 

Desde muito novo tinha uma recordação muito clara de algo que eu sabia ter acontecido comigo, mas que de forma alguma havia sido nesta vida. Nessas recordações eu tinha flashes de estar deitado, nu, num lugar lúgubre, escuro e triste, coberto de algo que parecia ser um tipo de lodo. Em determinado momento um facho de luz forte vinha de um lugar alto acima de mim e tomava todo o meu ser, à medida que essa luz me banhava e purificava dissolvia o lodo que me envolvia, eu ganhava forças e levantava; um sentimento como uma epifania acompanhava este momento, que retornava em lampejos vez ou outra nesta vida.

Até minha maturidade tive a certeza de que aquilo havia ocorrido em algum momento de minha existência, em alguma outra vida, mas nunca imaginei que conseguiria recorda-lo completamente, até o ano de 2000. Nesta data comecei meu curso de terapia de vidas passadas e obrigatoriamente tínhamos, todos na turma, que fazer a terapia e passar por várias regressões, numa dessas as memórias retornaram. Após a terapeuta me relaxar e iniciar a regressão uma vida me veio a mente, de um homem bárbaro numa existência cheia de mortes e violência, a mais de 10000 anos atrás. Nesta vida, após ter morrido, fui levado para um plano no astral que posso chamar de umbral, pois era feio e infernal. Foi nesse lugar que recebi a visita que gravou aquela lembrança em minhas memórias. 

No umbral estava como que imantado ao chão, nu, em meio a outros seres como eu;  a sensação era de um sofrimento profundo e indizível. Se passaram séculos até que a Mãe Terra absorvesse todo o ódio que eu carregava dentro de mim e foi quando, em meio à desesperança de sair dali um dia, após milênios, senti que uma luz clara e forte se direcionou em cima de mim me fazendo sentir vivo e esperançoso novamente. imagesApesar da luz ser muito forte ela não me feria os olhos, voltei-me para cima e vi, bem longe, dentro dela, um vulto feminino que imediatamente associei com a figura  de Maria, mãe de Jesus.  Sentia-me envolvido por seu imenso amor e cuidado comigo, como se fora realmente um amor de mãe e a sensação que tive foi indescritível, era como se fosse tomado de uma energia incrível que reacendeu a própria energia de meu espírito e esta emanava de cada ponto do meu ser, que se iluminou completamente. Impossível de descrever ou imaginar em nosso corpo de carne pobre e limitado aquela energia, só posso dizer que já fazem muitos séculos que isso ocorreu e ainda a recordo completamente de sua intensidade.

A partir daí meu amor por aquela Santa, de quem só conhecia aqui na forma de alegorias ou ouvia falar nas igrejas, que quase nunca frequentei, diga-se de passagem, passou a ter uma existência concreta. Por isso, a cada vez que vejo algo relacionado à sua história, de seu sofrimento por amor à seu filho morto na cruz infame, relembro a minha própria e de sua piedade por mim, e isso me enche o coração de alegria, regozijo e gratidão. Por esse motivo quero dividir com vocês esse vídeo, que prova que o amor independe de língua, tempo e espaço, depende apenas de nossa capacidade de poder refleti-lo em nós mesmos.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS