quinta-feira, 20 jun 2019
Administração

Uma nova psicologia

É comum que em artigos científicos, em revistas especializadas e documentários televisivos sejam citadas novas descobertas e estudos, bem como o lançamento de novos métodos de tratamento que lidando com a espiritualidade apenas trocam-lhe o nome, talvez com medo de cair no ridículo. Assim temos, por exemplo, relacionados à minha área de atuação nomes como: memória genética, Eu-pessoal, consciência imaterial, etc. Todos sinônimos daquela coisa que a maioria envergonha dizer, principalmente nos meios científicos e acadêmicos, o espirito.

Nos meios acadêmicos ainda noto muitas resistências ao tema da espiritualidade, como conceito científico passível de estudos, esse assunto enfrenta hoje, algo parecido com que a psicanálise enfrentou no início de sua história. O interessante é que os novos psicólogos e psiquiatras, por falta de informação ou memória, esquecem que a psiquiatria e a psicologia na figura de seus mais eminentes fundadores utilizou-se de médiuns, sensitivos e pessoas consideradas paranormais para aprofundar seus estudos psicológicos. E que “…independente das supostas experiências espiritualistas serem válidas, tais experiências proporcionaram insights muito profundos sobre a constituição subliminar e, portanto, da psicologia humana como um todo. Por meio delas, médiuns tornaram-se sujeitos importantes da nova psicologia” —O Livro Vermelho, C.G. Jung.

A psicologia, uma das áreas que mais admiro por sua busca em ajudar a diminuir seus sofrimentos emocionais e psíquicos do homem, na figura de seus conselhos, é uma das que mais vejo realizar verdadeiras “caça às bruxas” contra qualquer um que desenvolva estudos nessa área, usando com frequência o argumento de que não aceita qualquer leitura que se faça a partir de crenças ligadas à concepções de mundos além-vida ou de vida após a morte; procura assim “tapar o sol com a peneira” e tenta impedir o que o correnteconhecimento avance na área espiritual por puro preconceito.

A muito que tenta-se deturpar a própria etimologia do nome psicologia, que seria o estudo da alma, tentando dar a esse termo uma conotação mais materialista, relacionada à processos neurofisiológicos ou frutos de nossa mente inconsciente. Infeliz ou felizmente nenhuma dessas tentativas deu bom resultado, a alma continua a ser e ter propriedades imateriais mais relacionadas à nossa existência espiritual que a qualquer outra coisa.

No caso da terapia de vidas passadas ainda existe mais um complicador, pois as doutrinas e estudos mais ortodoxos, se dizendo “científicos”, negam-se às vezes a admitir o óbvio, como é o caso da reencarnação que é fartamente comprovada já a algumas décadas por cientistas e estudiosos de renome. Relegam-na assim no ocidente a ficar confinada a seus aspectos apenas religiosos ou filosóficos.

Claude Bernard, considerado o maior fisiologista da história e um dos maiores cientistas que o mundo já viu, colocou em sua magistral obra “Introdução ao método científico” uma citação muito apropriada a estes casos: "Quando um fato contraria uma teoria dominante, abandone a teoria e conserve o fato mesmo que ela seja apoiada pelas maiores autoridades da época". O fato hoje, e já à muito tempo, é que existe um mundo espiritual à nossa volta, do qual fazemos parte e não pode ser simplesmente ignorado.

Precisamos entender, leigos e cientistas, que tratar da espiritualidade , a nível da saúde do indivíduo, não é lidar com fatos que não são científicos e sim apenas mais um novo campo a ser explorado pelas ciências que podem usar de seus próprios pressupostos investigativos para isto, bastando para isso livrar-se de qualquer tipo de atitude preconceituosa, o que já é por si só, ante-científico.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS