terça-feira, 17 set 2019
Administração

Se encontrar no que se gosta

Ouvi esta frase de um amigo esta semana, homem humilde e trabalhador, me fez ver o óbvio: que muitas vezes estamos fazendo o que gostamos, mas não sabemos reconhecer isto. Pensei que vida nós temos várias formas de realização: a familiar, a profissional, a espiritual e a social são as mais comuns,o problema surge quando não conseguimos priorizar a melhor para a nossa vida ou buscar o equilíbrio entre elas. O resultado disto pode ir da simples frustração à mais profunda depressão… e a uma derrocada na vida.

Vou me ater aqui aquelas realizações de cunho profissional e social por serem as que nos exigem mais atenção e energia durante  a fase mais produtiva de nossa vida, justamente por estarem associados à nossa sobrevivência. Considero as de nível familiar e espiritual as mais importantes, mas, como na vida, vou deixa-las mais para frente, noutra abordagem.

Trabalhar, executar, viver, naquilo que não gostamos é terrível e tremendamente frustrante, e leva-nos como consequência à raiva e por vezes, ódio do que temos que fazer e realizar para podermos sobreviver,  isso no geral é facilmente detectável, pelo nível de angústia e infelicidade que gera em nossos sentimentos; agora, identificar do que gostamos e onde nos realizamos na vida é uma tarefa mais difícil, que exige o uso de muita sensibilidade e sabedoria. Creio que isto ocorre em grande parte pelo motivo de que, como fazemos estas tarefas com um custo emocional muito baixo, elas passam desapercebidas em nosso coração sendo mais facilmente detectadas pela nossa razão, principalmente frente à alguma perda ou choque que nos abale as estruturas.

encontrar-se 2Outra coisa que vai nos fazer ficar cegos ao que temos de bom na vida é que na ânsia de termos sempre mais em termos sociais e econômicos, ou simplesmente movidos pela  nossa própria vaidade, estamos em busca sempre do  ter, mais dinheiro, mais reconhecimento, mais status, enfim, mais de tudo o que não vai nos preencher internamente, de coisas que só vão alimentar tolos desejos e a vaidade de cada um.

Olhe para o que tem, veja se é isso que sempre buscou, ou se está “correndo atrás do rabo” como um cachorro. Pode ser que você já tenha o suficiente para ser feliz, e simplesmente não tenha notado, veja se o que ainda persegue justifica o tempo e a energia que você gasta  nele, se reavalie com frequência, afinal nós não temos todo o tempo do mundo, e você pode descobrir, tarde demais, que esteve buscando no lugar errado, ou que quando encontrou o que queria, descobriu que não era aquilo que realmente gostava. Seja sábio para reconhecer a felicidade quando a tem, se encontre no que você ama afinal.

 

Related Posts with Thumbnails

 

ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS