sexta-feira, 26 abr 2019
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Os novos Deuses

jesus_thumb_thumb“Vós sois deuses” Esta frase, dita a dois mil anos atrás por Jesus, o Cristo, foi apenas parcialmente entendida ao longo dos 20 séculos que se seguiram, e mesmo assim apenas no campo filosófico, mas hoje, com todo o desenvolvimento da física teórica, temos condições de entender essa colocação sob um novo prisma, o da ciência. Devo esclarecer que essa colocação já se encontrava no antigo testamento originalmente, sendo mencionada por Jesus quando acusaram-no de blasfemo.

“Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar. Disse-lhes Jesus: – Tenho vos mostrado muitas obras boas de meu Pai. Por qual delas me apedrejais? Os judeus responderam: – Não te apedrejamos por obra boa, mas pela blasfêmia, porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo”.
Indagou-lhes Jesus: – Não está escrito na vossa lei: Eu disse, sois deuses?
Dizendo isso ele se referia ao Salmos de Davi (82; 6): “Eu disse: vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo.” O Nazareno confirmava, assim, que todos os homens são filhos de Deus e, portanto, são deuses, desarmando os argumentos dos que o acusavam pois todos podemos, segundo as escrituras, sermos tomados como tais.

Mas se Jesus precisou usar desses argumentos naquele tempo, apenas no cunho religioso, hoje podemos hoje ter uma visão disso também de forma científica e filosófica. Segundo as novas teorias físicas o Universo na realidade tem uma base “granulosa”, formada a nível subatômico de “pixels”, que se modifica a todo momento, lembrando mais uma existência virtual que “real”, pois só existe quando o olhamos, num tempo que aparentemente não existe, ficando este mais como uma convenção humana do que como uma realidade factual, sentido no plano de nossa existência, mas não constituindo as bases da realidade mais íntima do Cosmos, mesmo nossa impressão de tridimensionalidade está caindo por terra.

Um dos teóricos dessa nova física é Rich Terrile, que estuda a possibilidade de existir um criador ou um Deus, por detrás dessa realidade virtual, segundo ele viveríamos dentro de um limite de tempo em que seríamos o reflexo de uma realidade paralela, esse limite de existência já poderia ter sido ultrapassado num futuro distante e nós , e lá, já nos tornamos nós próprios, os criadores dessas realidades “virtuais”, deuses enfim. É uma visão apaixonante e muito diferente, onde deixamos de ser meramente espectadores passivos dos eventos cósmicos que nos cercam e passamos nós próprios ao papel ativo de agentes da criação.

Isso pode e deve nos levar a uma reflexão: se somos espíritos errantes, em constante evolução, nos melhorando e aprimorando cada vez mais, provavelmente em algum momento alcançaríamos a perfeição, e sendo perfeitos teremos um status em que poderíamos nos considerar deuses, pois só a esses podemos dar tal epíteto. Assim é bem possível que as antigas escrituras, e Jesus Cristo, estivessem corretos, somos deuses, ainda em formação, mas ainda assim seres que um dia teremos condições de nos tornarmos criadores de nossas próprias realidades.

Somente agora, à luz da ciência, passamos a vislumbrar o que Jesus e os antigos profetas queriam nos dizer, pode ser que num prazo de tempo curto, algo em torno de 50 anos, como postula Rich Terrile, consigamos chegar à uma conclusão mais efetiva sobre a existência afinal de um criador, como verdadeira hipótese científica, mas isso não muda a realidade dos fatos, nem nossa responsabilidade pelos acontecimentos dos quais agora sabemos fazer parte de forma mais ativa e dinâmica. Podemos começar a construir uma nova realidade, e nossa própria personalidade, a partir de agora, começando conosco mesmos, para, a partir daí alcançarmos um nível de evolução que nos permita participar da construção de uma realidade maior mais à frente.

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ARQUIVO MORTO

AOS MEUS PACIENTES

Nos últimos 10 anos tive pacientes dos mais diferentes tipos no meu consultório: tive os agradáveis, os difíceis, os que queriam resolver logo sua vida, os que queriam apenas aliviar suas dores, aqueles que não sabiam o que queriam, os curiosos; alguns jovens, corajosos; anciãos às portas da morte, pacientes espiritualizados, céticos, cínicos, com fé demais, com fé de menos, "loucos varridos", pacientes divertidos, prepotentes, alguns amargos; todos de alguma forma doentes... de tudo: do corpo... da alma... do coração; mas todos com algo em comum, a necessidade de dividir suas dúvidas e angústias com alguém, de encontrar uma saída para suas dores e formas de acertar o que estava errado em suas vidas.

(clique aqui para ler na íntegra.)

CONSULTAS EM MANAUS